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A culpa é mesmo de Ryan Tannehill?

A culpa é mesmo de Ryan Tannehill?

Mais uma derrota dos Dolphins, desta vez para o Dallas Cowboys, no Sun Life Stadium, por 24 a 14, e muitos torcedores já começam a questionar se Ryan Tannehill é de fato o franchise quarterback de Miami para o futuro. Alguns destes torcedores já falam até em buscar um novo quarterback já na primeira rodada do próximo draft (meu Deus!!!). Mas a culpa pela fraca temporada dos Dolphins (mais uma) é somente de Tannehill?

Eu vou tentar responder a essa questão sendo o mais imparcial possível, visto que não tenho motivos para defender o jogador ou jogá-lo aos leões. O mais óbvio a se dizer no momento é constatar que ele tem defeitos. Muitos. Ainda não sabe ler muito bem as defesas adversárias (identificar blitzes, melhores matchups), não sabe (ou não pode) mudar as chamadas ofensivas na linha de scrimmage (audibles), e o pior de seus defeitos: sua presença (ou falta de) no pocket.

Entretanto, é fundamental lembrar que Ryan Tannehill ainda é um quarterback em desenvolvimento. Quando entrou em Texas A&M, sua universidade, ele atuou em seus dois primeiros anos como wide receiver. Somente no terceiro ano ele dividiu alguns snaps com o titular Jerrod Johnson. Isso foi em 2010. Somente em 2011 é que Tannehill assumiu a posição de titular dos Aggies. E em 2012 ele já foi selecionado por Miami para ser, finalmente, o substituto de Dan Marino.

É muito claro que o jogador não estava preparado para tal função de forma tão rápida. Para ajudar na sua transição, a organização trouxe Mike Sherman, seu treinador em Texas A&M, como coordenador ofensivo, que trouxe consigo Zac Taylor, seu genro, para ser o treinador de quarterbacks da equipe. Qual qualificação Taylor tinha (ou tem) para isso, não se sabe.

Na verdade, o que deveria ajudá-lo apenas serviu para segurar o seu desenvolvimento. Num primeiro momento, o coaching staff liderado por Joe Philbin acreditava que Tannehill não deveria correr tanto com a bola, fazer passes longos ou até mesmo realizar audibles. Com o perdão do termo, mas castraram o jogador. O resultado disso? Joe Philbin e Mike Sherman demitidos.

Então veio Bill Lazor, que parecia ter feito mágica como treinador de quarterbacks do Philadelphia Eagles com Nick Foles, e assumiu como coordenador ofensivo. Houve uma melhora no rendimento de Tannehill, sem dúvidas, mas ele ainda não era o que todos esperavam. Já o ataque do time não consegue render como unidade. As chamadas ofensivas vem sendo horríveis! O trabalho de Lazor já pode ser considerado como péssimo.

Na verdade, o que falta para os Dolphins vencerem e voltarem a ser uma franquia relevante dentro da NFL novamente é uma linha ofensiva que proteja melhor seu principal jogador; um esquema de jogo comprometido com as corridas, visto que temos dois bons running backs em Lamar Miller e Jay Ajayi; uma defesa que vá além de Ndamukong Suh e Reshad Jones, já que ninguém mais está bem por ali, nem mesmo o outrora excelente Brent Grimes; o melhor uso de nossas escolhas no draft; um treinador experiente e vitorioso dentro da NFL, que saiba explorar o que seu elenco tem de melhor e possa ajudar a desenvolver os talentos que lá estão. Claro que Sean Payton é o nome ideal, mas…

Depois disso tudo arrumado e organizado, aí podemos cobrar uma melhor postura de Ryan Tannehill. Até lá, é muito injusto creditar o fracasso de toda uma franquia nele. Ele não será a solução para os problemas dos Dolphins. Porém, também está longe de ser a principal causa de todo o caos.

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Rafael Leal

Texto elaborado por Rafael Leal, administrador do canal do Youtube "O Outro Futebol", do twitter @BrDolphins, e colaborador de conteúdo do Entre Jardas.

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