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A primeira temporada de Peyton Manning

A primeira temporada de Peyton Manning

MKC

Nas últimas duas temporadas vimos uma porção de bons prospectos finalmente se tornando quarerbacks na NFL. Só nesta temporada, quatro dos cinco querterbacks que saíram na primeira rodada já são titulares de suas equipes. E claro, assim como muitos fãs se empolgam, outros tantos começam – precocemente – a opinar sobre o futuro “incerto” destes calouros após uma ou duas partidas ruins.

Sam Darnold, por exemplo, considerado um dos melhores prospectos dos últimos anos, lançou para uma pick six – interceptação com retorno para touchdown – em seu primeiro snap na liga e logo choveram tweets dizendo que ele era um “bust”. O mesmo aconteceu com Josh Allen, Josh Rosen e mais recentemente com Baker Mayfield, que em sua primeira partida como titular sofreu quatro turnovers.

Então resolvemos contar como foi a primeira temporada de um futuro Hall da Fama, que quebrou vários recordes na liga, venceu dois Super Bowls e foi eleito MVP por cinco temporadas. Assim fica mais fácil de avaliar a primeira temporada destes calouros, traçando um paralelo com  que Peyton Manning fez na NFL. Não estamos dizendo que um destes jovens possa ser o “novo Peyton Manning”, mas o futuro só pertence a eles.

A primeira coisa a dizer sobre Peyton é que ele soube esperar. Ao contrário de muitos querterbacks projetados como escolhas de primeira rodada, Manning esperou o quanto pode parra fazer a transição do College para a NFL.

Em suas duas primeiras temporadas defendendo Tennessee, Manning já era considerado um prodígio, inclusive sendo um dos indicados para o Troféu Heisman. Mas foi em seu terceiro ano – 1996 – que as coisas aumentaram de proporção e, ao fim da temporada, todos os scouts da NFL já estavam o visitando. Ele era projetado para ser a primeira escolha geral do Draft, mesmo assim – já formado – voltou para o quarto ano no College.

Ele chegou a NFL como primeira escolha do Draft 1998, rivalizando com Ryan Leaf, que era um outro bom prospecto. A história mais engraçada deste Draft é que os scouts da equipe de Indiana eram unânimes em escolher Leaf e, em um expertise, Jim Irsay preferiu Peyton, citando conversas e a pontualidade nas reuniões que eles tiveram, Isso mesmo, Leaf não foi a primeira escolha daquele draft por chegar atrasado nas entrevistas com o Colts.

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Naquele ano, Peyton encontrou um projeto de jogo terrestre muito bem estabelecido na equipe. O Colts contava com o Hall da Fama Marshall Faulk, que depois brilharia no St. Louis Rams e chegaria a dois Super Bowls, vencendo um. Ele era a grande estrela do ataque da equipe, já que havia sido a segunda escolha geral do Draft 2004.

Peyton tinha como treinador de quarterbacks um especialista, Bruce Arians, que depois foi ao Arizona Cardinals como treinador principal. Seu coordenador ofensivo era o veterano Tom Moore, que havia se consagrado anteriormente com o Pittsburgh Steelers. Seu treinador principal era Jim Mora, conhecido por vencer muito na temporada regular e nunca ter sentido o sabor de uma vitória na pós-temporada.

Mas vamos focar em Peyton, calouro de envergadura atrativa, braço considerado não tão forte e que chegava a uma franquia que havia perdido 13 jogos no ano anterior. Em sua estreia ele não contava com nenhum nome de expressão como recebedor. Para se ter uma ideia, Faulk, o “running back” havia sido um dos líderes no quesito na temporada passada, então a situação era: Manning jogava em um ataque aéreo ruim.

No dia 06 de setembro de 1998 ele estreava no RCA Dome, casa do Colts na época. O adversário era o Miami Dolphins, que contava com Dan Marino como titular. Estrear contra um dos melhores não deve ter sido nada fácil para Manning, que lançou 3 interceptações e apenas um passe para touchdown. No total foram 302 jardas, mas um aproveitamento de apenas 56% dos passes. A derrota foi a primeira de quatro seguidas que Peyton experimentaria como titular.

Além da derrota para o Dolphins, Manning perdeu para o New England Patriots, New York Jets e New Orleans Saints, antes de conhecer o sabor de uma vitória. Nas partidas em questão, ele sofreu maiss 8  interceptações e deu apenas 2 passes para touchdown. Isso mesmo, o ídolo de hoje começou sua temporada com 11 interceptações e apenas 3 passes para touchdown. Além disso, ele havia sofrido 11 sacks, com um deles resultando em fumble. Como você avaliaria isso hoje? O chamaria de bust, não é mesmo?

Em sua primeira vitória na NFL, Peyton lançou para apenas 137 jardas. Novamente foi interceptado, no entanto pela primeira vez ficava empatado na média touchdowns/interceptações. Foram uma para cada lado e seu passe de touchdown de 19 jardas foi para o corredor Marshall Faulk. Este confronto foi interessante, pois nele se encontravam Manning e Leaf, que era o titular do San Diego Chargers. Ao contrário de Manning, Leaf havia vencido as duas primeiras e estava 2-2 na temporada.

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Depois da vitória vieram mais quatro derrotas em sequência. O time do Colts não era bom, mas Manning estava aprendendo a cuidar da bola. Foram 6 interceptações, é verdade, mas 8 passes para touchdown. Em uma das derrotas, para o San Francisco 49ers  de Steve Young e Jerry Rice, Peyton fez sua melhor partida da carreira até então, pela primeira vez jogando sem nenhuma interceptação.

Foram três passes para touchdown e um rating de 117 pontos. Aquele dia o Niners só venceu porque era cheio de estrelas na equipe, pois o Colts de Manning liderava até o último quarto por 31 a 17. O “comeback” veio quando o relógio marcava apenas 8 segundos para o fim, em uma field goal que desempatou a partida (34 a 31 para o Niners). Ali a imprensa começou a valorizar o calouro de Indianapolis.

Na semana 11, Peyton Manning conseguiu sua segunda vitória na NFL. Em cima do New York Jets, que venceu a divisão daquele ano, Manning teve seu primeiro momento “clutch”. Sofrendo 20 pontos no segundo quarto de uma equipe que contava com Curtis Martin e Vinny Testaverde, Peyton conseguiu a virada nos minutos finais.

A virada começou com um passe de 38 jardas para Marvin Harrison, em uma terceira descida para uma jarda. A big play animou o time que foi buscar a vitória com apenas 3 minutos no relógio. Neste drive, Peyton percorreu 66 jardas antes do passe derradeiro de touchdown. Foram oito passes completos e mais duas corridas dele para alcançar primeiras descidas. No final, um passe de 14 jardas para Marcus Pollard quando faltavam 30 segundos para o fim da partida. trouxeram a segunda vitoria de Manning na NFL.

Três derrotas vieram a seguir, com 5 interceptações e 6 passes para touchdown, até que a última vitória da temporada veio com sua melhor partida na NFL até então. Foram 3 touchdowns, nenhuma interceptação, 210 jardas e um rating de 128 pontos. Peyton deu três passes para touchdown. Em uma partida dominante, que chegou a estar 39 a 12 no início do último quarto, Manning começava a provar seu valor na NFL.

Teve mais duas derrotas antes do fim da temporada, que acabou 3-13 para o Colts. No final daquele ano a equipe de Indianapolis trocou sua maior estrela, Marshall Faulk com o Rams. Com as escolhas de segunda e quinta rodadas da troca a equipe conseguiu começar a montar um time que dominou sua divisão por anos. É claro que no draft seguinte a escolha de Edgerrin James ajudou muito, mas esta história serve para mostrar que mesmo com um início ruim (em uma equipe ruim), tanto um quarterback quanto uma franquia podem dar a volta por cima e chegar marcar época na NFL.

Foi assim com o Colts e, principalmente com Manning. De uma primeira temporada com 326 passes certos em 575 tentativas (56% de aproveitamento), 3.739 jardas, 26 passes para touchdown e 28 interceptações, surgiu um dos maiores quarterbacks da história. Que pela mesma franquia que terminou 3-13 em sua primeira temporada viria a ganhar 8 títulos de divisão, 2 títulos da AFC e um Super Bowl, se sagrando – só pelo Colts – o melhor jogador da NFL por 4 vezes.

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Leopoldo Scremin

Leopoldo Scremin é jornalista com passagem por diversas plataformas de comunicação (rádio, jornais e televisão).

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