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Que se salve um!

Que se salve um!

Em mais um ano decepcionante para os Buccaneers, o coordenador ofensivo Dirk Koetter e seu ataque, 13º em pontos e em jardas na NFL, são os únicos destaques positivos da equipe.

Depois da incrível derrota nos últimos segundos para o Washington Redskins por 31-30 na ultima semana, cumprir tabela se tornou o objetivo do Bucs para o resto da temporada, a menos que o time tenha uma improvável reação e um restante de campanha quase perfeito.

Se dentro de campo o resultado final parece certo, fora dele muitas coisas ainda podem acontecer, Lovie Smith, por motivos já discutidos aqui, não deve ser o head coach do time em 2016, porem o coordenador ofensivo Dirk Koetter pode garantir seu cargo ano que vem mesmo com outro head coach, para isso o ataque e principalmente Jameis Winston devem continuar progredindo.

O trabalho de Koetter até aqui tem sido excelente, pegou uma das piores offensive lines da NFL ano passado e mesmo com dois calouros e com contusões de jogadores importantes a transformou em uma unidade, no mínimo, razoável. Seu trabalho com os running backs é ainda mais notável, o segundo “anista” Charles Sims está sendo devidamente aproveitado como a ótima arma que é devido sua capacidade de ser um bom corredor e um recebedor acima da média, Doug Martin renasceu em 2015, o running back vinha desacreditado depois de duas campanhas marcadas por contusões e pelo nível de jogo abaixo da média e hoje é o terceiro no ranking da NFL em jardas terrestres, atrás apenas de Devonta Freeman e Chris Johnson que ainda não tiveram sua semana de bye.

Mas o verdadeiro trunfo para a permanência de Koetter é o desenvolvimento do quarterback Jameis Winston, hoje o calouro parece estar bem adaptado ao esquema ofensivo do time e uma mudança de esquema ofensivo logo em seu segundo ano na NFL poderá trazer consequências ruins para o jogador e atrapalhar a evolução de seu jogo.

Em um primeiro momento, parece estranha a ideia de o time trocar a principal peça de seu staff, mas manter um treinador do regime antigo, porem há precedentes na liga, eis os casos nos últimos sete anos:

Brian Schottenheimer, coordenador ofensivo do New York Jets: Em 2009, os Jets trocavam de treinador, saia Eric Mangini e entrava Rex Ryan para arrumar uma defesa que era apenas mediana em 2008, Brett Favre se aposentava pela segunda vez e o time buscou seu sucessor no primeiro round do draft de 2009: Mark Sanchez. O ataque do Jets em 2008 foi o nono da liga em pontos e o 16º em jardas.

Chan Gailey, coordenador ofensivo do Kansas City Chiefs: Também em 2009, saia Herman Edwards e chagava Todd Haley em Kansas, o time passou por uma completa reformulação, inclusive na posição de general manager. Gailey foi mantido no cargo e ganhava um quarterback promissor na época, Matt Cassell, para liderar o ataque. Os Chiefs não tiveram um bom ataque em 2008 (22º em jardas e 25º em pontos), mas o mesmo havia mostrado progresso se comparado a 2007.

Greg Manusky, coordenador defensivo do San Francisco 49ers: O ultimo dos três casos em 2009, Mike Singletary assumia os Niners após virar head coach interino no meio da temporada de 2008 e manteve praticamente todo o staff do head coach antigo, Mike Nolan. A única mudança ocorreu na posição de coordenador ofensivo já que Singletary e o então offensive center Mike Martz não se entendiam. A defesa de Manusky em 2008 havia sido mediana, 23º em pontos e 13º jardas.

Gus Bradley, coordenador defensivo do Seattle Seahawks: 2010 começava o projeto que resultou na situação atual dos Seahawks, Pete Carroll substituía Jim Mora e mantinha o “pai” da Legion of Boom, Gus Bradley, em 2008 a defesa dos Hawks havia sido boa contra corrida, 15º na NFL, mas péssima contra o passe sendo apenas a 30º. Na offseason de 2010 chegaram peças importantes para a defesa como o defensive end Chris Clemons, o cornerback Walter Thurmond e os safeties Earl Thomas e Kam Chancellor.

Mike McCoy, coordenador ofensivo do Denver Broncos: 2010 foi um ano para se esquecer para os Broncos, o experimento Josh McDaniels falhou miseravelmente, e John Fox chegava para arrumar a defesa, a pior da liga e jardas e pontos em 2010. O ataque de Mike McCoy fora mediano, 13º em pontos e 19º em jardas, e tinha um quarterback novato, Tim Tebow. Tebow foi titular nos últimos jogos, ganhando uma partida e perdendo duas, mas sempre marcando mais de 23 pontos, em 2011 esperava-se que com Tebow de titular e a manutenção do esquema o ataque ia progredir ainda mais.

Mel Tucker, coordenador defensivo do Jacksonville Jaguars: Jaguars teve um dos piores ataque (28º em pontos e 32º em jardas) e uma das melhores defesas (sexta em jardas e 11º em pontos) em 2011. Mike Mularkey substituía Jack Del Rio para arrumar o ataque, e os motivos eram claros para não mexer na defesa.

John Pagano, coordenador defensivo do San Diego Chargers: 2012 para os Chargers foi marcado pelo pior ano de Philip Rivers, muitos diziam que seu tempo como bom quarterback havia acabado, o ataque havia sido abismal (31º em jardas e 20º em pontos), mas sua defesa terminou o ano, na medida do possível, bem (nona em jardas e 16º em pontos). Mike McCoy assumia no lugar de Norv Turner a posição de head coach e tinha como objetivo ressuscitar Rivers depois de trabalhar com Peyton Manning em Denver, reformular uma boa defesa não ajudaria em nada no momento.

Observando principalmente os casos dos coordenadores ofensivos, podemos perceber que a situação em que Koetter se encontra é bastante semelhante, um ataque promissor com um jovem quarterback. Dar as melhores condições possíveis para Winston maturar deve ser a prioridade da franquia.

No final da temporada, dentre mortos e feridos, que se salve o Koetter.

Quem é Jameis Winston?

Quem é Jameis Winston?

Como era de se esperar, o calouro selecionado na primeira escolha geral do ultimo draft vem oscilando durante as primeiras semanas da temporada, deixando uma pulga atrás da orelha dos torcedores.

Se a primeira impressão é a que fica, a imagem que Jameis Winston passou logo no seu primeiro passe como profissional não foi das melhores, nada pior que começar a temporada lançando uma interceptação retornada para touchdown. Para piorar a situação, Marcus Mariota, “concorrente” a primeira escolha, teve uma estreia dos sonhos, contra o Buccaneers de Winston, além de guiar seu time a uma vitória incontestável, ele lançou quatro touchdowns e nenhuma interceptação em seu jogo de estreia, feito que ocorreu apenas uma vez na NFL no longínquo ano de 1961 com o Hall da Fama Frank Tarkenton em sua estreia pelo Minnesota Vikings.

Após um primeiro jogo para se esquecer, Winston teve duas boas atuações, a primeira foi na vitória sobre o Saints em New Orleans, que valeu a premiação como o Calouro da Semana, e a segunda em Houston contra o Texans, que se não fosse os drops cruciais do Mike Evans e o começo da pior sequencia de atuações de um kicker que já presenciei, também terminaria em vitória. Os fãs começavam a se esquecer do desastre da primeira semana, e o jogo contra o Panthers em casa era a chance de enterrar de uma vez as preocupações sobre nosso franchise-quarterback.

Era, em sua pior partida incluindo os tempos de universidade, Winston lançou outra pick-6 e mais outras três interceptações, além de perder um fumble. Diferentemente da primeira semana em que a defesa não existiu, a atuação de Winston contra os Panthers custou a chance de o time vencer um confronto crucial, as duvidas sobre se ele foi a escolha certa no draft voltavam com força total.

A partida contra o Jacksonville Jaguars antes do bye week serviu para acalmar um pouco os ânimos, o jogo corrido encaixou perfeitamente e Winston só teve o trabalho de cuidar da bola e não atrapalhar o jogo de Doug Martin e Charles Sims.

Mas afinal, quem é Jameis Winston?

Hoje ele é, como qualquer outro rookie, alguém no processo de adaptação e tentando encontrar seu jogo entre os melhores do esporte, é raro algum quarterback novato já chegar à NFL jogando em alto nível e é loucura exigir atuações assim. Winston tem aprendido, seja da melhor maneira ou da pior, que o nível de competição é outro, se no nível universitário uma ótima defesa tem cerca de seis jogadores talentosos ou excepcionais atletas, na NFL isso é o mínimo que qualquer defesa possui.

Entretanto, “quem será Jameis Winston?” é uma pergunta mais interessante e a sua resposta só poderá ser conhecida a daqui no mínimo dois ou três anos, o máximo que podemos fazer é imaginar. Jameis, cujos problemas de imaturidade parecem ter ficado de vez no passado, tem características claras de um quarterback de elite, em menos de um ano com o time ele já tem o comando do vestiário, é um líder nato, seu talento é absurdo, sua confiança inspiradora e acima de tudo sua dedicação para estudar o jogo em si é exemplar. Porem é fato que pequenas coisas precisam ser trabalhadas em seu jogo, ele ainda se coloca em posições de receber grandes impactos desnecessariamente, seus passes podem ser melhores, seu trabalho de pés não é dos melhores, e sua leitura de defesas tem que melhorar, caso ele estagne em um desses aspectos, ou sofra uma contusão grave, seu jogo poderá ficar prejudicado ao ponto dele virar um bust.

O Bucs está 100% comprometido com Winston, é consenso geral de que o time nunca teve um jogador com tanto talento e potencial em suas mãos, e fazer com que Winston vingue é o caminho mais rápido para o time voltar a brigar por outro Super Bowl.

A volta de quem não foi

A volta de quem não foi

No ano em que encerra o seu contrato de calouro, Doug Martin parece finalmente pronto para se estabelecer como um running back de alto nível NFL.

Em 2012, o Bucs tinha um novo head coach que chegava implantando uma filosofia tradicionalista para os dois lados da linha de scrimmage, e especificamente para o ataque, isso significava um grande foco nas corridas. Porem no ano anterior, o jogo terrestre havia sido desastroso e o treinador sentiu que precisávamos de alguém diferenciado por ali, algo que LeGarrette Blount, Kregg Lumpkin, Mossis Madu e Earnest Graham não eram, apesar do último ter sido um jogador versátil e uma figura carismática, a solução era buscar alguém no draft. Naquele ano, um novato vindo de Alabama era indiscutivelmente o melhor prospecto para a posição em anos, Trent Richardson foi inúmeras vezes especulado como a escolha do Bucs, dono da quinta escolha geral, mas uma trade-up do Cleveland Browns no dia do draft impediu, para o bem de todos, que isso ocorresse. Como Richardson não estaria disponível quando a quinta escolha chegasse, o time trocou essa escolha com o Jacksonville Jaguars, recebeu a sétima escolha como compensação e com ela selecionou o safety Mark Barron. O esperado era que nossa participação no primeiro round tinha acabado por ali, porem o Bucs acertou outra troca, desta vez com o Denver Broncos, e conseguiu a 31ª escolha do primeiro round, estrategicamente a frente do New York Giants que também necessitava de um running back na época, e assim começava a trajetória de Doug Martin em Tampa.

1926 jardas totais e 12 touchdowns, correndo foram 1454 jardas em 319 oportunidades e 11 touchdowns, junto com 472 jardas recebendo em 49 recepções e mais um touchdown. Essas foram as estatísticas finais da temporada de 2012-2013 do então calouro Doug Martin. Essa campanha memorável pode ser resumida em uma comparação interessante, Doug ficou a 286 jardas de bater o recorde de jardas conquistadas por um jogador em sua primeira temporada na NFL que pertence até hoje ao running back Hall da Fama Eric Dickerson.

Bastou uma temporada para que o jogo terrestre, de grande preocupação virasse a grande certeza do time, só que na NFL nada é certo, e um conjunto de fatores como contusões e o declínio das atuações dos jogadores da linha ofensiva fizeram com que Martin em 2013 só atuasse por seis jogos com uma média de 3,6 jardas por corridas, uma queda de uma jarda se comparada com a média da temporada de 2012 de 4,6 jardas por corrida. Martin realmente não teve um bom ano, e seu substituto, Bobby Rainey, com as mesmas condições rendeu mais e ameaçava brigar pela posição de titular na temporada de 2014. Uma temporada ruim foi o suficiente para que surgisse a ideia de que Martin podia virar reserva.

Em 2014 a historia se repetia, novo treinador nova filosofia, e com a nova filosofia vinha mais um jogador para a posição, Charles Sims foi selecionado na terceira rodada do draft e chegava para ser o running back especialista em recepção de passes. Martin continuava prestigiado pelo novo front office e foi mantido como o titular, talvez porque Sims passou a primeira parte da temporada contundido, ou talvez porque Lovie Smith e Jason Licht realmente acreditavam que o verdadeiro Martin era o do ano de 2012 e não o de 2013. Tudo caminhava para a volta por cima de Martin, até o momento em que o time perdeu o seu coordenador ofensivo Jeff Tedford, afastado por causa de problemas no coração, e o sistema ofensivo ficou sem ninguém capaz de comanda-lo durante todo o ano. Juntando essa bagunça no sistema ofensivo, uma das piores linhas ofensivas da NFL e mais contusões, o destino de Martin parecia selado: mais uma temporada abaixo da média, onde novamente seu reserva jogou melhor, e o começo do uso da palavra “bust” ao ser mencionado.

Publicamente, o front office nunca deixou de apoiar e acreditar em Martin, mas suas ações pareciam dizer o oposto, selecionar Charles Sims no draft fazia sentido por ele ser um ótimo recebedor como running back e por isso ser uma peça ofensiva interessante, mas Martin não era ruim nesse aspecto, estatísticas de sua primeira temporada mostravam isso, e uma escolha de terceira rodada era valiosa para um time em reconstrução. Sem contar que após a temporada de 2014, o time declinou a opção de estender o contrato de Martin por mais um ano, até 2016, ou seja, 2015 seria o ano decisivo na carreira do jogador, ou ele mostrava que 2012 não era um ponto fora da curva ou seus dias como running back do Tampa Bay Buccaneers estavam contados.

E algo realmente se acertou em 2015, Dirk Koetter chegou como novo coordenador ofensivo, implantando um esquema que se encaixa melhor nas qualidades de Martin e já deixando bem claro que ele era o seu running back titular. O jogador por sua vez chegou para as atividades de pré-temporada na sua melhor forma física desde a época de calouro, fato notado e elogiado por setoristas e membros do time. Outro fator foi a linha ofensiva, apesar das contusões, encontrar uma estabilidade e começar a jogar razoavelmente bem como a tempos não se via em Tampa. Todos esses fatores foram evidenciados na vitória de domingo contra o Jacksonville Jaguars com, até então, a quarta melhor defesa contra a corrida, Martin quebrou tackles e brigou por cada jarda a mais, a linha ofensiva abriu espaços para que o jogo corrido encaixasse e o OC Koetter chamou um jogo eficaz. O resultado foi uma atuação monstruosa de Doug Martin que correu 24 vezes para 123 jardas e dois touchdowns, além de receber três passes para 35 jardas e outro touchdown.

Após o fechamento da quinta semana, Martin está com uma boa média de 4,5 jardas por corrida e se encontra empatado em segundo lugar no ranking da NFL com 405 jardas corridas, Matt Forte do Chicago Bears lidera com 438. Se continuar nesse ritmo, Doug Martin terminará a temporada com 1597 jardas totais em 323 toques na bola e 13 touchdowns. Após duas temporadas vivendo de lampejos casuais, finalmente a espera acabou, bem vindo de volta Doug Martin, sentimos sua falta.

Lovie is Gone.

Lovie is Gone.

Quem não se apaixonou pela a pessoa errada? O Tampa Bay Buccaneers também se iludiu, várias vezes. Vamos falar dos três amores da franquia que sucederam o casamento coroado com um Super Bowl, com Jon Gruden, Raheem Morris, Greg Schiano e Lovie Smith.

Raheem Morris foi aquele amor jovial, a mistura do novo e do excitante. Em sua primeira temporada como nosso Head Coach, Raheem pegou um time envelhecido e com o pouco dinheiro. Junto com o também novato e até então GM Mark Dominik começaram uma renovação intensa na franquia, nomes de peso foram liberados (linebacker Hall da Fama e lenda da franquia Derrick Brooks dentre eles), a ideia era montar o time principalmente via draft. O começo da relação foi difícil, como era de se esperar e o time terminou a temporada 2009-2010 com uma campanha de 3-13. Consequentemente a terceira escolha no draft 2010. A segunda temporada foi o ápice da relação, com a terceira escolha no draft veio um jogador que hoje esta entre os melhores de sua posição, DT Gerald McCoy, e o time aparentava ter encontrado seu sonhado quarterback, Josh Freeman, com todos estes fatores, 2010 terminou com uma inspiradora campanha de 10-6 onde ficamos de fora dos playoffs por detalhes. A escolha parecia ter sido certeira em 2009, o amor parecia que só estava começando e que a eternidade era o limite. Eis que chega o ano de 2011, de uma hora para outra o time parou de jogar, era claro que Raheem tinha perdido o controle dos jogadores e o desgaste na relação ficou irreparável, era hora de ambos seguirem caminhos diferentes após uma campanha de 4 vitórias e 12 derrotas naquela temporada.

Em 2012, o time flertou com Chip Kelly, outro amor jovial, mas ao se rejeitado por Chip, decidiu seguir em uma direção completamente oposta, um amor tradicional na forma de Greg Schiano, ex treinador de Rutgers. Era hora de entregar seu coração para alguém responsável, alguém que tinha uma filosofia clara: Trust, Belief and Accountability (Confiança, Crença e Responsabilidade). Com a chegada de um novo treinador, a filosofia de gastos do time também mudou, ficamos bem mais ativos na free agency, nomes de destaque como Carl Nicks e do Vincent Jackson chegaram naquela offseason. O ano terminou com uma campanha de 7-9, com o time brigando por playoffs durante toda a temporada e com um dos ataques mais prolíficos da historia da franquia. Era fato, 2013 era o ano do Bucs voltar a ser relevante para o resto do mundo. O time foi buscar no New York Jets o melhor Central Back de toda liga, Darrelle Revis, a peça que faltava para completar a “No Fly Zone”, um grupo de jogadores defensivos formados por ele e pelo então calouro Johnthan Banks, pelos safeties Mark Barron (sétima escolha do draft de 2012) e Dashon Goldson (Pro Bowler com o San Francisco 49ers e contratado na offseason de 2013). Era pra ser o ano, não foi, o time ficou marcado por confusões, a infecção do centro de treinamento pela bactéria MRSA e a briga de Schiano com Freeman foram as mais marcantes. O amor não resistiu tamanha rigidez e acabou, Schiano e Mark Dominik foram demitidos após uma campanha de 4 vitórias e 12 derrotas.

Em um momento de fragilidade, o time se rendeu a um amor antigo, Lovie Smith, ex treinador do Chicago Bears e ex-coordernador do Bucs na época em que o time era treinado por Tony Dungy. Em um dos escritórios de maior sucesso ultimamente o time foi buscar seu novo General Mananger, do Arizona Cardinals veio Jason Licht, um executivo com credenciais de sobra para o cargo. Novamente era tempo de renovação, Darrelle Revis ser dispensado era a clara prova disto, a campanha de 2014 foi marcada como um mix de decepção e esperança, decepção pelo time ser o pior da liga com uma campanha de apenas 2vitórias e 14 derrotas, mas com a esperança de que este primeiro momento era só um período de adaptação e que com uma apimentada na relação, na forma de Jameis Winston, quarterback primeira escolha do draft, esse amor ia vingar.

Hoje estamos na quinta semana da temporada de 2015-2016, e como alguém que de camarote viu todas as aventuras amorosas da franquia, posso dizer: este amor acabou. O time se encontra com uma campanha de 1-3, mais do que isso, sem sinais de melhora. Darrelle Revis foi dispensado para que com o seu salário o time pudesse trazer jogadores chaves, hoje, pouco mais de um ano após o fato, todos os jogadores trazidos com o dinheiro poupado com Revis ou já foram dispensados ou viraram reservas. O time buscou em Jameis Winston um QB capaz de conduzir um ataque e efetuar todos os tipos de lançamento, e ainda sim o playcall é extremamente conservativo. Lovie tem uma campanha de 0-10 em jogos no Raymond James Stadium, sua passividade contamina o elenco, não me lembro de ver o treinador motivando ou comemorando com seus jogadores durante os jogos, mas flags contra o Bucs eu vejo, aos montes. O primeiro jogo da temporada foi simbólico, com uma pré-temporada inteira para se preparar, a defesa não conseguiu segurar um Marcus Mariota que não tentou um passe de mais de 20 jardas durante todo o jogo, e o nosso ataque parecia incapaz de suportar as blitzes da defesa Titans.

Cabe aos donos da franquia, a família Glazer, enxergar que este time está mentalmente estagnado e seguir o exemplo de nossos primos da Florida, o Miami Dolphins, e terminar esta relação antes que ela cause mais tristeza aos envolvidos, inclusive aos torcedores. Como diz a canção de David Guetta que dá titulo a este artigo:

” There is nothing else to prove, Now you still deny the simple truth, Can’t find a reason to keep holding on”

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014