Navegue pela Home do seu time
J.J. Watt derrota Andy Dalton

J.J. Watt derrota Andy Dalton

Nos esportes coletivos temos a batalha do ataque contra a defesa, e no caso do futebol americano não é diferente. Na maioria das franquias da NFL a estrela do time é sempre o quarterback, e no caso do Cincinnati Bengals não é diferente. Andy Dalton que vinha de uma sequência invicta de 9 vitórias e nenhuma derrota na temporada 2015-2016 tinha na sua frente a maior estrela do Houston Texans, um defensive end chamado J.J. Watt.

Desde que foi fundado em 2002 o Houston Texans não consegue resolver o seu maior problema, ter um franchise quarterback, um jogador que se identifique com o time, com a torcida e que traga resultados. O que parecia estar dando certo para Brian Hoyer nessa temporada acabou em contusão, e o treinador dos Texans Tom Herman, teve que substituir o seu quarterback titular pelo T. J. Yates, que não fez feio e marcou o único touchdown da partida, fazendo os Texans ganhar de 10-6 do badalado Bengals.

Outro destaque desse time de Houston é sem dúvidas nenhuma o maior nome da Franquia, J.J. Watt. Com seu espírito guerreiro, Watt contagiou a sua linha defensiva anulando completamente Andy Dalton e o poderoso ataque dos Cincinnati Bengals que não conseguiu produzir nenhum touchdown na partida. Pelo visto não foi só a sua linha defensiva que ficou contagiada pelo espírito de J.J. Watt, a torcida dos Texans não se aguentam de tanto entusiasmo, e confesso que até mesmo eu estou um pouco empolgado com essa defesa.

Os Bengals estavam contando muito com essa vitória para manter a sua sequência invicta, jogando em casa em um jogo de Monday Night Football transmitido para todo o mundo, a sua linha defensiva se mostrou muito fraca ao não conter a defesa de Houston, deixando o seu quarterback Andy Dalton muito desprotegido no pocket, dificultando os passes aéreos e as jogadas corridas.

Mas toda derrota traz uma aprendizado, e no caso do até então invicto Bengals, deve servir para corrigir os erros na sua proteção e colocar o time de volta aos trilhos das primeiras 8 partidas da temporada, para conseguirem classificar para os playoffs sem nenhuma dor de cabeça.

Por hora, J.J. Watt derrotou Andy Dalton.

Jay Cutler se redime em cima dos Chargers

Jay Cutler se redime em cima dos Chargers

Atualmente na NFL um dos quarterbacks mais contestado é sem dúvidas nenhuma Jay Cutler. Apesar de ter levado o Chicago Bears para os playoffs na temporada 2013, ele continuou a ser bastante criticado por não ser tão efetivo em momentos decisivos para a equipe desde que chegou em 2009. Mas algumas dessas críticas podem sumir após o jogo desse último Monday Night Football, pela 9 semana da temporada 2015-2016, com a vitória do Chicago Bears em cima do San Diego Chargers por 22 x 19.

Um dos maiores problemas de Chicago até então era a sua linha ofensiva. Outro problema que Cutler enfrentava eram os muitos problemas com Marc Trestman no cargo de treinador até a temporada 2014. Mas com a chegada do treinador novato Matt Forte, os Bears conseguiram encontrar o caminho para voltar aos playoffs e Jay ganhou a confiança de uma equipe preparada para seguir nas vitórias.

O Bears mostrou que mesmo em situações complicadas é capaz de reverter o jogo. Isso não acontecia desde que este que vos posta começou a escrever sobre futebol americano em 2013. Cutler superou o recorde de passes para touchdown no jogo de ontem, e vem recuperando aos pouco a confiança que tinha há uns anos atrás. Outro destaque individual da partida foi Jeremy Langford, o rookie do Bears que está nos holofotes da mídia americana, fez o seu primeiro jogo de Monday Night Football, aparentando estar muito tranquilo em campo, o que não é normal para um novato. Os torcedores de Chicago esperam que a juventude de Jeremy Langford e a experiência de Jay Cutler sirvam de inspiração para o time em uma possível classificação para os playoffs, para alegria do presidente americano Barack Obama.

Já o Chargers está numa situação desesperadora. Mesmo marcando um touchdown de retorno com Jason Verrett, perdeu a partida em erros tolos cometidos tanto pela linha defensiva, quanto pelo time de ataque. Essa derrota e os muitos problemas de contusões que desfalcam o time, prejudicaram muito o Chargers que deixou a chance do time classificar para os playoffs em uma eventual vaga de wild card ainda mais longe.

 

Os quarterbacks e os seus turnovers

Os quarterbacks e os seus turnovers

Nesse último Monday Night Football, em partida válida pela 6ª rodada da temporada 2015-2016, o Philadelphia Eagles venceu o New York Giants por 24 a 7. Um resultado normal para a acirrada divisão NFC East se não fosse pelo grande número de fumbles, interceptações e turnovers. Tanto Eli Manning dos Giants, quanto Sam Bradford dos Eagles, tiveram muitos problemas para encontrar os companheiros de ataques.

Ao mesmo tempo em que o técnico do Giants, Tom Coughlin, se irritava com os erros grosseiros cometidos pela equipe, pelo outro lado o técnico dos Eagles, Chip Kelly, não tinha do que reclamar de sua linha defensiva que conseguia conter os avanços do time de Nova Iorque comandado pelo quarterback Eli Manning, que ainda se abala psicologicamente quando o time não joga bem.

Um problema antigo dos Eagles são os quarterbacks que de alguma forma não conseguem se encaixar no time, desde 2013 já contou com Michael Vick, Nick Foles, Mark Sanchez e agora deposita em Sam Bradford a difícil tarefa de atender as exigências de Kelly e suas jogadas rápidas.

Coughlin ainda tem problemas com os altos e baixos nos Giants. Mesmo que os times da mesma divisão como Dallas Cowboys, Philadelphia Eagles e Washington Redskins tem dúvidas em relações aos quarterbacks dos mesmos. Mas tais equipes tem bons recebedores como Odell Beckham Jr dos Giants, Demarco Murray dos Eagles e Dez Bryant dos Cowboys, que ajudam as franquias em momentos decisivos.

Coughlin não sabe como lidar com Eli, que sempre tem um passe interceptado. O que prejudica o Giants durante as partidas. Já Kelly tem que montar um time preparado para as suas estratégias que sempre adotou nos tempos de treinador em equipes universitárias para serem usadas por seus jogadores. Mas mesmo assim, ambos os técnicos ainda tem que lidar com os quarterbacks e seus turnovers.

O renascimento de Michael Vick

O renascimento de Michael Vick

No draft de 2001, Michael Vick foi a primeira escolha geral feita pelo Atlanta Falcons. Porém sua carreira foi muito turbulenta, teve altos e baixos, e foi marcada por muitas atuações irregulares. Após 14 anos da sua estreia na NFL, surge uma oportunidade de ouro no Pittsburgh Steelers, após a lesão do Big Ben Roethlisberger, Vick teve uma chance de se redimir.

No Monday Night Football dessa 5ª rodada da temporada 2015-2016, o Steelers venceram o San Diego Chargers por 24 a 20. O jogo tinha dois destaques, se Michael iria fazer uma boa partida devido ao passado recente de más atuações, e se o Tight end do Chargers, Antonio Gates iria fazer o centésimo touchdown aério de sua carreira. Bom, Gates fez dois touchdowns entrou para um seleto grupo de 10 jogadores com mais de 100 touchdowns aérios na história da NFL, para Michael Vick a redenção.

Se tem uma coisa que se faz presente em um jogo de futebol americano é capacidade de um jogador se reinventar mesmo tendo várias adversidades em sua carreira. Vick teve uma boa fase no Philadelphia Eagles sobre o comando de Andy Reid. Depois disso, foi para o New York Jets, time com uma famosa instabilidade quando o assunto é quarterbacks, Mark Sanchez, Tim Tebow e Geno Smith ilustram esse comentário.

No último período de um jogo monótono, a emoção estava presente em ambos os times que procuravam a vitória à todo custo, mas era no detalhe que essa batalha seria resolvida. A figura de Vick surge após um longo tempo de ostracismo na partida, naquele momento onde um jogador tem que chamar a responsabilidade para si como forma de resolver a partida.

Os touchdowns rápidos e precisos foram o segredo da vitória dos Steelers, justamente era o que os Chargers não esperavam. Essas jogadas levaram a franquia à endzone nos últimos segundos da partida, e com um esforço há muito tempo não visto, Le’Veon Bell marcou o touchdown que deu a vitória para os Steelers e consecutivamente o renascimento de Michael Vick

PS: A NFL confirmou que houve um erro de cronometragem no jogo de ontem. Mais uma decisão para Dean Blandino.

Chamando o Blandino

Chamando o Blandino

Em partida válida pela quarta rodada da temporada 2015-2016, o Seattle Seahawks venceu o Detroit Lions por 13 a 10 em um daqueles jogos duros de se assistir, com um festival de punts nunca visto na história. Mas a jogada que marcou as discussões durante a partida foi um fumble forçado pelo Safety do Seahawks Kam Chancellor em cima de nada mais, nada menos, que Calvin “Megatron” Johnson na linha da Endzone, o que poderia ter resultado em uma vitória para a equipe de Detroit.

A discussão sobre essa jogada foi tanta, que até o vice-presidente de arbitragem da NFL, Dean Blandino foi chamado para esclarecer a dúvida. Supostamente o jogador dos Seahawks, K.J. Wright fez uma falta no lance. Isso poderia ter mudado o rumo do jogo, mas a regra do campo prevaleceu e foi confirmado o fumble. Os Lions ficariam muito perto da Endzone com possibilidade clara de marcar um touchdown, assim, venceriam a partida sem maiores problemas ou polêmicas.

A jogada foi tão inusitada que até o técnico dos Lions, Jim Caldwell, não pediu uma revisão da jogada, e afirmou para o Detroit Free Press que não vai chorar diante do ocorrido. Essa polêmica não dá a vitória para os Lions, pelo contrário, o time perdeu os quatros primeiros jogos desta temporada 2015-2016. Já se fala por Detroit que as chances dos time se classificar para os playoffs é muito pequena.

Uma coisa resultará dessa confusão toda, o conselho de arbitragem vai ter que ver e rever a jogada, para assim criar um padrão entre os árbitros para que esse tipo de joga não gere mais polêmicas, quem sabe assim, os treinadores não parem de pedir a intervenção de Dean Blandino.

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014