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Nada a comemorar

Nada a comemorar

O Miami Dolphins, sabe-se lá como, venceu o Baltimore Ravens, neste último domingo, por 15 a 13, no Sun Life Stadium, apesar de todo o esforço do time em perder a partida. Isso só não aconteceu porque o kicker adversário, Justin Tucker, um dos melhores da história da NFL, errou um field goal de 55 jardas que poderia dar a vitória aos visitantes. Mas porque o título deste texto é “Nada a comemorar”? Vamos lá!

O ataque foi mais uma vez inoperante, tendo marcado somente 15 pontos. Ryan Tannehill fez uma das piores partidas de sua carreira, tendo lançado para somente 86 jardas. Apesar do lindo passe para o touchdown de DeVante Parker, talvez o ponto alto do jogo, o quarterback de Miami esteve muito mal no comando das ações ofensivas e já começa a levantar questionamentos quanto ao seu futuro na franquia.

A defesa contra o jogo aéreo teve alguns problemas em conter o fraquíssimo Matt Schaub, que lançou para 308 jardas e um touchdown. O time também não consegue parar running backs pegando passes do back field, uma característica recorrente dos Dolphins há alguns anos. De positivo aqui, a pressão em Schaub que resultou em três sacks e duas interceptações, uma delas retornada para touchdown de Derrick Shelby.

Para não dizer que tudo saiu errado, o time correu bem, como era desejo de Dan Campbell. Lamar Miller finalmente recebeu 20 oportunidades de corrida e não decepcionou com suas 113 jardas. No total, foram 26 tentativas de corrida com 137 jardas conquistadas, uma ótima média de 5.3 jardas por tentativa.

A defesa contra o jogo corrido até que foi sólida, permitindo apenas 94 jardas totais aos Ravens em 26 corridas, com média de 3.6 jardas. Jogando sem o titular Earl Mitchell, machucado, o calouro Jordan Phillips fez uma boa apresentação e dá mostras de que pode ser o titular do time para o futuro, ao lado de Ndamukong Suh, que continua sendo um dos raros pontos positivos no ano.

Eu não torço por derrotas dos Dolphins, porém, com a vitória sobre os Ravens, o time, que detinha a sexta posição no draft de 2016, agora escolheria em 11º. Claro que isso ainda pode (e deve) mudar até o fim da temporada. Mas depois de um ano trágico como este, ficar no meio do draft é lamentável. Perder, neste caso, é mesmo melhor.

A culpa é mesmo de Ryan Tannehill?

A culpa é mesmo de Ryan Tannehill?

Mais uma derrota dos Dolphins, desta vez para o Dallas Cowboys, no Sun Life Stadium, por 24 a 14, e muitos torcedores já começam a questionar se Ryan Tannehill é de fato o franchise quarterback de Miami para o futuro. Alguns destes torcedores já falam até em buscar um novo quarterback já na primeira rodada do próximo draft (meu Deus!!!). Mas a culpa pela fraca temporada dos Dolphins (mais uma) é somente de Tannehill?

Eu vou tentar responder a essa questão sendo o mais imparcial possível, visto que não tenho motivos para defender o jogador ou jogá-lo aos leões. O mais óbvio a se dizer no momento é constatar que ele tem defeitos. Muitos. Ainda não sabe ler muito bem as defesas adversárias (identificar blitzes, melhores matchups), não sabe (ou não pode) mudar as chamadas ofensivas na linha de scrimmage (audibles), e o pior de seus defeitos: sua presença (ou falta de) no pocket.

Entretanto, é fundamental lembrar que Ryan Tannehill ainda é um quarterback em desenvolvimento. Quando entrou em Texas A&M, sua universidade, ele atuou em seus dois primeiros anos como wide receiver. Somente no terceiro ano ele dividiu alguns snaps com o titular Jerrod Johnson. Isso foi em 2010. Somente em 2011 é que Tannehill assumiu a posição de titular dos Aggies. E em 2012 ele já foi selecionado por Miami para ser, finalmente, o substituto de Dan Marino.

É muito claro que o jogador não estava preparado para tal função de forma tão rápida. Para ajudar na sua transição, a organização trouxe Mike Sherman, seu treinador em Texas A&M, como coordenador ofensivo, que trouxe consigo Zac Taylor, seu genro, para ser o treinador de quarterbacks da equipe. Qual qualificação Taylor tinha (ou tem) para isso, não se sabe.

Na verdade, o que deveria ajudá-lo apenas serviu para segurar o seu desenvolvimento. Num primeiro momento, o coaching staff liderado por Joe Philbin acreditava que Tannehill não deveria correr tanto com a bola, fazer passes longos ou até mesmo realizar audibles. Com o perdão do termo, mas castraram o jogador. O resultado disso? Joe Philbin e Mike Sherman demitidos.

Então veio Bill Lazor, que parecia ter feito mágica como treinador de quarterbacks do Philadelphia Eagles com Nick Foles, e assumiu como coordenador ofensivo. Houve uma melhora no rendimento de Tannehill, sem dúvidas, mas ele ainda não era o que todos esperavam. Já o ataque do time não consegue render como unidade. As chamadas ofensivas vem sendo horríveis! O trabalho de Lazor já pode ser considerado como péssimo.

Na verdade, o que falta para os Dolphins vencerem e voltarem a ser uma franquia relevante dentro da NFL novamente é uma linha ofensiva que proteja melhor seu principal jogador; um esquema de jogo comprometido com as corridas, visto que temos dois bons running backs em Lamar Miller e Jay Ajayi; uma defesa que vá além de Ndamukong Suh e Reshad Jones, já que ninguém mais está bem por ali, nem mesmo o outrora excelente Brent Grimes; o melhor uso de nossas escolhas no draft; um treinador experiente e vitorioso dentro da NFL, que saiba explorar o que seu elenco tem de melhor e possa ajudar a desenvolver os talentos que lá estão. Claro que Sean Payton é o nome ideal, mas…

Depois disso tudo arrumado e organizado, aí podemos cobrar uma melhor postura de Ryan Tannehill. Até lá, é muito injusto creditar o fracasso de toda uma franquia nele. Ele não será a solução para os problemas dos Dolphins. Porém, também está longe de ser a principal causa de todo o caos.

A carruagem virou abóbora em Miami

A carruagem virou abóbora em Miami

E parece que a carruagem dirigida por Dan Campbell virou abóbora muito antes do esperado. O Miami Dolphins perdeu outra vez de maneira dolorosa para um rival da sua própria divisão, quando o Buffalo Bills fez 33 a 17 no placar, no Ralph Wilson Stadium na tarde deste último domingo, em partida válida pela semana 9 da temporada 2015-2016.

E não foram somente os Bills que venceram. Os Dolphins também fizeram sua parte e não mostraram muito para buscar a vitória fora de casa, especialmente em termos defensivos. Ryan Tannehill foi o mesmo de sempre: se não é parte do problema, está longe de ser a solução. Foram 27 passes completados em 36 tentados, com 309 jardas. Nenhum touchdown, nenhuma interceptação. Alguns diriam que foi uma atuação bem “água de salsicha”.

Ainda no ataque, o jogo corrido até que teve uma boa atuação enquanto foi acionado. Os running backs somaram 106 jardas corridas, com destaque para o calouro Jay Ajayi, que fez sua estreia com a camisa dos Dolphins e correu para 41 jardas em apenas cinco tentativas (média de 8,2 jardas por corrida). Lamar Miller somou 44 jardas em 12 tentativas e anotou os dois touchdowns do time no jogo. Miller se destacou como receiver, tendo recebido para 97 jardas. Porém, com Miami sempre atrás do placar, o jogo corrido foi logo deixado de lado, mais uma vez.

Se Miller foi o destaque no jogo aéreo, vale chamar atenção para a melhora no entrosamento entre Tannehill e Kenny Stills. O quarterback lançou uma bela bomba de 46 jardas que caiu no colo do seu receiver. E também foi só. Lembram? “Água de salsicha”.

O pesadelo foi mais uma vez o setor defensivo. De positivo, somente Ndamukong Suh e Reshad Jones, este, ao meu ver, o MVP do time na temporada. Os linebackers não sabem aproveitar o estrago que Suh faz sozinho e o jogo corrido de Buffalo destruiu os Dolphins. Foram 266 jardas corridas e várias “big plays” de LeSean McCoy e do ótimo calouro Karlos Williams.

Contra o passe, os Dolphins também foram alvo fácil para Tyrod Taylor, que completou 11 de 18 passes para 181 jardas e um espetacular touchdown de 44 jardas para Sammy Watkins. O receiver de Buffalo, aliás, teve a melhor atuação de sua carreira em cima de Brent Grimes, que mostrou (outra vez) o porquê será cortado ao fim da temporada. Sua atuação foi desastrosa, talvez uma das piores em sua carreira em Miami. Sua saída pode aliviar os cofres da equipe em aproximadamente 10 milhões de dólares.

Falando em fim de temporada, que ela venha logo. Com três vitórias e cinco derrotas, sendo quatro dentro de sua própria divisão, os Dolphins já podem e devem iniciar o planejamento para 2016. O que nos resta agora é observar o que pode ser aproveitado para o próximo ano, torcer para que um Sean Payton da vida, nos resgate da mediocridade e que essa franquia volte a ser o que foi nos anos 70.

Phins Up!

Treinador é demitido no começo da temporada

Treinador é demitido no começo da temporada

Miami Dolphins demite seu treinador após péssimo início de temporada

Fim da linha para Joe Philbin no comando do Miami Dolphins. Essa ruptura na relação, porém, chegou com muito tempo de atraso. Alguns dizem quem o treinador deveria ter sido demitido no fim da temporada de 2013-2014, quando perdeu jogos importantes no fim do ano e terminou com uma campanha 8 vitórias e 8 derrotas. Após mais uma brusca queda no fim da temporada 2014-2015 e a repetição da campanha 8-8, não só Philbin permaneceu no cargo como ganhou uma inexplicável extensão contratual. E com apenas quatro jogos na temporada 2015-2016, o dono da franquia Steven Ross fez o que deveria ter sido feito a muito tempo, demitiu o treinador do time.

Philbin foi escolhido para dirigir os Dolphins em 2012, vencendo uma disputa direta com Mike McCoy, então coordenador ofensivo do Denver Broncos, que acabou indo para o San Diego Chargers. Philbin exercia a mesma função no Green Bay Packers, porém não chamava as jogadas de ataque, visto que o técnico Mike McCarthy era o responsável por isso. Muitos torcedores dos Dolphins se iludiram pensando que Philbin era um dos responsáveis pelo desenvolvimento de Aaron Rodgers, quarterback dos Packers, também não. Entretanto, Philbin teve uma excelente entrevista com Ross e por conta disso ficou com o emprego em Miami.

Logo em seu primeiro ano, Joe foi responsável pela saída de Brandon Marshall, o principal recebedor do time, Karlos Dansby, o principal linebacker do time e Vontae Davis, o principal cornerback do time. Depois foi a vez de outra estrela deixar os Dolphins, caso do running back Reggie Bush. A intensão era clara, eliminar as vozes mais fortes do vestiário, com isso permitiu casos como o Bullygate, onde companheiros de equipe, mais claramente o guard Richie Incognito, agissem com desrespeito (e algo a mais) contra o tackle Jonathan Martin.

Se Philbin tinha dificuldades em lidar com seus jogadores fora de campo, dentro dele também não era muito diferente. O time não tinha nenhuma gana de vencer e sempre entrava em campo apático. Na temporada de 2015-2016, por exemplo, os Dolphins foram superados por 37 a 3 no primeiro período dos quatro primeiros jogos. Foram 622 jardas cedidas, contra apenas 125 conquistadas.

Em sua carreira como treinador na NFL, Joe Philbin tem um recorde de 24 vitórias e 28 derrotas, sendo apenas uma vitória em 2015 e três resultados tão negativos quanto inesperados. O que nem de longe era inesperado era sua demissão. Essa até demorou para chegar.

Uma tragédia anunciada

Uma tragédia anunciada

Vexame. Vergonha. Desapontamento. Raiva. Indignação.

São com essas palavras que abro o texto para comentar a derrotado Miami Dolphins contra o Jacksonville Jaguars, partida de domingo valida pela segunda rodada da temporada regular 2015-2016, por 23 a 20. Uma atuação inaceitável, mas que não chega a causar tanto espanto assim. Vejamos o porquê:

Será que alguém realmente pensava que nossa linha ofensiva seria algo perto do aceitável, especialmente em com Dallas Thomas, Billy Turner e Jamil Douglas? Ou com Brenden Albert longe de estar 100%? Tivemos a chance de contratar o melhor offensive guard da liga, Evan Mathis, por míseros 4 milhões anuais, o mesmo que seu contrato com os Broncos, mas o técnico dos Dolphins, Joe Philbin afirmava constantemente que estava satisfeito com o que tinha. Resultado: os Dolphins correram apenas 12 vezes com 19 jardas entre Miller e Williams. O quarterback de Miami, Ryan Tannehill conseguiu ainda somar outras 17 jardas, e o Wide Receiver Jarvis Landry mais 6. Esse time não vai a lugar nenhum sem um jogo corrido sólido e foi isso o que vimos contra os Jaguars.

Sabem quantos first downs conseguimos conquistar pelo chão? Nenhum! Zero! Nada!!! Pelo ar foram 15!!! Isso mostra o quanto a equipe “comandada” por Joe Philbin é desequilibrada no ataque. Neste trágico dia, foram 44 jogadas aéreas e 16 terrestres.

Ryan Tannehill fez o que pôde. Seus números finais foram bons. Ele conseguiu completar 30 passes de 44 tentativas para 359 jardas, 2 Touchdowns e nenhuma interceptação. Seu rating foi ótimo, 108%. Algumas decisões tomadas por ele em campo não foram das melhores, como num péssimo passe para Greg Jennings ainda no primeiro período, mas Ryan está muito longe de ser um problema, muito pelo contrário. Ele está até fazendo muito sem proteção e sem qualquer jogo corrido.

Vamos falar de defesa agora. Mas que defesa? Onde está Ndamukong Suh? Alguém viu CameronWake? Com a resposta, ou sem nenhuma resposta, o coordenador defensivo dos Dolphins Kevin Coyle. O maior jogador de defesa a chegar na Free Agency desde Reggie White no início da década de 90 está regredindo no “esquema” montado por Coyle. A culpa também é de JoePhilbin, pois ele teve a chance de contratar o ótimo Jim Schwartz na offseason, mas ficou ao lado de seu amigo. E nossa defesa já é uma das piores da liga nessa segunda rodada da temporada regular de 2015-2016.

Alguém sabe dizer quantos sacks conseguimos no quarterback dos Jaguars, Blake Bortles? Mesmo com ele sendo “protegido” por uma linha ofensiva que levou cinco sacks na primeira rodada da temporada regular de 2015-2016, contra o Carolina Panthers, os Dolphins não encostaram o dedo no quarterback adversário. Nenhuma vez!

Neste exato momento em que estou escrevendo, recebo a informação que os jogadores já questionam internamente a capacidade do seu coordenador. O caso é tão grave que parece que Suh chegou a desobedecer às chamadas de Coyle. Parabéns aos envolvidos.

Há coisas positivas para se falar sobre o jogo também. Ryan Tannehill, Jarvis Landry, o novo Punter Matt Darr, foram destaques positivos do jogo. Mas não é momento para isso. O momento é de críticas e busca por soluções. E a solução é a saída de toda a comissão técnica ao fim da temporada.

PhinsUp!

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014