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Green Bay Packers no Superbowl?

Green Bay Packers no Superbowl?

Green Bay Packers se reinventa e é novamente candidato ao Superbowl

O gosto amargo ainda está na boca do torcedor do Green Bay Packers. A derrota para o Seattle Seahawks na final da conferência nacional (NFC) deixou o fã do time verde e dourado sem chão. A vitória dominante ao longo de toda a partida deu a impressão de que mais uma vez Aaron Rodgers e companhia levariam o Troféu Lombardi para Wisconsin.

Faltando 3 minutos e 52 segundos para o final do último quarto, no entanto, as cores verde e amarela dos Packers sumiram. O time apagou. Corridas monstruosas da “besta” Marshawn Lynch, arremessos e corridas perfeitas do quarterback Russell Wilson, e diversas falhas dos jogadores de Green Bay levaram o time a ver sua vantagem de 12 pontos (com 3:52 restantes) darem lugar a uma amarga derrota no overtime (prorrogação). Com a derrota, um dos melhores times que o time já teve nos últimos anos ficou, mais uma vez, pelo caminho.

A offseason
Com o dramático fim de temporada, coube ao técnico, Mike McCarthy, e ao gerente geral e vice-presidente de operações, Ted Thompson, lidar com a situação. Green Bay viu alguns veteranos de renome saírem da offseason (pós-temporada). Nomes como o dos cornerbacks Tramon Williams e Davon House, além dos inside linebackers A.J. Hawk e Brad Jones, deixaram uma grande preocupação no setor defensivo. No ataque, por outro lado, algumas peças-chave foram mantidas, destaque para o wide receiver Randall Cobb e para o right tackle Bryan Bulaga. Além disso, mudanças no departamento técnico também foram executadas.

O draft
Como de costume, o time de Wisconsin não foi atrás de nomes de impacto do mercado – usualmente caros. Seguindo a linha de raciocínio que tem mantido os Packers nos playoffs nos últimos anos, Ted Thompson e Mike McCarthy optaram por repor as peças no Draft. As escolhas deixaram os cheeseheads (apelido dado aos torcedores de Green Bay) empolgados. Os dois primeiros picks foram usados em dois defensive backs. Demaryus Randall e Quinten Rollins foram escolhidos por sua versatilidade, já que são capazes de atuar como cornerbacks e como safeties – algo que agrada muito ao coordenador defensivo Don Capers. Ty Montgomery, wide receiver de Stanford, foi pego no 3º round, seguido de Jake Ryan – inside linebacker.

Novas estrelas surgem, uma grande estrela se perde
A pré-temporada deu boas surpresas ao torcedor de Green Bay. Com a saída dos veteranos, era esperado dos jovens jogadores uma atitude mais firme. No ataque, os destaques foram os wide receivers Davante Adams e Ty Montgomery e, na defesa, dois azarões roubaram a cena: LaDarius Gunter e Jayrone Elliot. A pré-temporada, no entanto, reservou uma rasteira para as ambições de Green Bay: Jordy Nelson, o melhor recebedor do time, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho direito e foi declarado fora da temporada. Para suprir a falta de uma de suas maiores estrelas, Ted Thompson buscou o wide receiver James Jones, que tinha acabado de ser dispensado do New York Giants e do Oakland Raiders. Jones parecia uma escolha óbvia, já que conhecia o ataque comandado por Aaron Rodgers, graças aos 7 anos que passou com a equipe dos Packers (de 2007 a 2013).

Mudanças na equipe técnica
As alterações do time na pré-temporada não se restringiram aos jogadores. O coordenador de special teams Shawn Slocum foi demitido e deu lugar a Ron Zook. Edgar Bennet foi promovido para coordenador ofensivo, no lugar de Tom Clements – também promovido para o cargo de Associate Head Coach/Offense. Com a mudança, Clements passou a assumir o papel de chamar as jogadas do ataque, liberando o Head Coach Mike McCarthy para se dedicar mais ao time em todas as suas três vertentes: ataque, defesa e special teams.

Início rápido
A temporada regular começou com tudo para os Packers. A tabela colocou os campeões da NFC Norte diante dos arquirrivais Chicago Bears, que tinham acabado de trocar de Head Coach e vinham cheios de energia para afastar os males da péssima temporada de 2014. Depois do Bears, vinham Seattle Seahawks, Kansas City Chiefs e San Franscisco 49ers. Em comum entre os times: o perigo do jogo corrido – algo que o time tem tido dificuldade nas últimas temporadas. Matt Forte, Marshawn Lynch/Russel Wilson, Jamaal Charles, Carlos Hyde/Colin Kaepernick prometiam dor de cabeça para a defesa de Green Bay. Mas não foi o que aconteceu. Conseguiu uma importante vitória sobre o rival Bears, venceu um apertado jogo contra o Seahawks, superou com propriedade o Kansas City Chiefs e, no último jogo, venceu o 49ers com uma belíssima atuação da defesa.

Expectativas
Apesar da lesão de Jordy Nelson, os Packers continua uma potência no ataque, muito por conta do atual MVP (Most Valuable Player = jogador mais valioso) Aaron Rodgers. ARod tem a capacidade de escapar da pressão das defesas adversárias e encontrar seus recebedores em ótimas situações. Rodgers também desenvolveu uma capacidade de leitura de jogo impressionante, antecipando substituições ilegais de oponentes, encontrando brechas no esquema adversário e, assim, colocando a franquia sempre um passo a frente. Na defesa, o time tem uma grande variedade de jogadores versáteis e competentes, estrelados pelo linebacker Clay Matthews. Com o bom início de temporada, e demonstra força e coesão. A expectativa é que a equipe de Mike McCarthy seja campeã da divisão Norte da NFC pela sexta vez consecutiva.

O gosto amargo ainda está na boca do torcedor. A esperança é que o dissabor da derrota no ano passado tenha sido somente o aperitivo ruim do que virá a ser mais um título na história da franquia: o SuperBowl 50.

Jogadores em destaque:
- Aaron Rodgers: 995 jardas, 11 TDs, 0 INTs
- James Jones: 17 recepções, 317 jardas, 4 TDs
- Randall Cobb: 25 recepções, 289 jardas, 4 TDs
- Clay Matthews: 3 sacks, 1 INT
- Julius Peppers: 3,5 sacks
- Sam Shields: 2 INTs

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014