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Harold frustrado com situação de Kaepernick

Harold frustrado com situação de Kaepernick

A NFL é uma liga que antes de qualquer coisa visa o lucro, e neste sentido é extremamente bem sucedida. E entre algumas deliberações para que a liga continue neste rumo a disciplina é ponto alto, e casos de prisão, violência doméstica, porte ou consumo de drogas e outras atitudes que pudessem manchar a imagem da liga são severamente punidas.

Mas ano passado um fato chamou a atenção de todos e a NFL ficou de “mãos atadas” para punir, já que alguns atletas capitaneados por Colin Kaepernick resolveram se ajoelhar durante a execução do hino nacional, expressando suas opiniões. Aquela atitude não era uma “atitude de NFL“, e depois de um ano conturbado o grande idealizador destes processos está sendo punido de outra forma.

Talvez não, mas é assim que Eli Harold vê a situação. O linebacker do San Francisco 49ers divide este pensamento com outro jogador que no ele seguiu Colin Kaepernick nos protestos, Eric Reid, e como muitos acredita que o ex-companheiro de time estar sem emprego tem muito mais a ver com os protestos do ano passado que com suas performances em campo.

É frustrante para mim porque realmente acho que tem tudo a ver com o protesto que ele fez. Alguns gerentes e proprietários estão com medo de toca-lo simplesmente porque eles estão com medo de perder receita, dinheiro. Todos sabemos que ele é melhor que alguns desses caras que entraram na agência livre, mas não está em nenhuma equipe. Ele vai assinar com alguma equipe no campo de treinamento. Mas é frustrante.”

Harold contou que sempre conversa com Kaepernick e que ele participou da decisão de não se ajoelhar durante o hino este ano. Segundo ele a ideia do protesto era chamar a atenção para uma causa que acontecia e ainda acontece, porém Kaepernick está pagando o preço de assumir a responsabilidade de assuntos que deveriam ser dos governantes.

Colin Kaepernick protest

Eu respeito a decisão de Colin de me levantar e eu estou seguindo ele”, afirmou Harold. “Eu realmente sinto que o mundo deu um passo adiante ao ver o protesto, mas mostra que na NFL não demos um passo à frente porque ele ainda não está empregado. Sinto que é maior que o que ele fez, é maior do que o futebol (…) Ele é um bom quarterback. Você volta e olha os números, ele teve uma boa temporada para os jogos que jogou.”

Para terminar o jogador também falou um pouco do trabalho que ele tem com Kam Chancellor, do Seattle Seahawks em Virginia. Lá eles fazem palestras junto com policiais falando sobre os direitos civis. No ano passado Kaepernick foi um convidado de honra, porém este ano sua presença ainda não está confirmada.

Foi louco o acampamento que eu tive no ano passado com Kam Chancellor, tivemos um seminário incorporado no acampamento com a polícia local e isso foi muito antes de eu saber que Colin se ajoelharia no hino”, disse HaroldFoi um pouco louco do jeito que foi e vamos incorpora-lo novamente no acampamento. Também teremos algo como o Colin fez com ‘Know Your Rights‘ e incorporar isso lá. Sinto que se você começar em algum lugar, você deve começar em sua comunidade.”

São os atletas da NFL defendendo causas sociais e tentando mudar o mundo. Talvez não dá maneira correta na visão de muitos, mas é muito interessante ver jogadores que recém salários milionários se preocupando com suas comunidades.

 

 

 

Quarterback do Titans se lesiona e perderá seis semanas

Quarterback do Titans se lesiona e perderá seis semanas

Não está fácil a vida do Tennessee Titans na abertura dos treinos desta temporada, afinal, a equipe terá que utilizar seu terceiro reserva para comandar o ataque durante os treinos voluntários e o minicamp obrigatório. Tudo porque seu quarterback reserva, Matt Cassell perderá seis semanas de treino para operar o polegar.

O titular Marcus Mariota está em processo de recuperação de uma fratura na fíbula sofrida na semana 16 da temporada passada, e só deve retornar aos treinos integrais no final de junho. O anúncio da contusão de Cassell veio através do treinador da equipe, Mike Mularkey.

Cassel precisará ter um pino colocado no polegar e provavelmente vai demorar cerca de seis semanas para sua recuperação”, disse o treinador dos TitansEle deve estar pronto para ir ao campo de treinamento, em julho.”

Com a situação quem comandará o ataque nos treinos da equipe é Alex Tanney, terceiro no gráfico de profundidade. O jogador chegou na equipe no ano passado após passar pelas equipes de treinos de várias franquias desde 2012. Calouro não selecionado no Draft 2012, teve o Cowboys como sua primeira equipe, depois passando por Browns, Buccaneers, Bills, Colts, além do próprio Titans.

Tennessee Titans v Jacksonville Jaguarspara

Depois de “herdar” a posição de titular nos treinos voluntários, Tanney se mostrou feliz com a oportunidade, e mesmo sem muitas chances de jogar na temporada regular o quarterback se fiz preparado para o desafio.

Eu estou me preparando como se eu pudesse jogar, mesmo que eu não esteja relacionado no domingo”, disse Alex Tunney. “Eu tenho essa abordagem na baixa temporada e faço isso da mesma forma. Já passei por algumas equipes,  esta é a minha sexta ou sétima equipe, e o núcleo que temos aqui é algo de que quero ser parte, porque está indo em uma direção muito boa.”

Sem Matt Cassell e Marcus Mariota (foto) nos treinos a equipe perde tempo valioso no entrosamento dos jovens valores com os quarterbacks. A equipe selecionou o recebedor Corey Davis na primeira rodada e Taywan Taylor na terceira, e os treinos dos calouros nesta fase da temporada ajuda muito no processo de identificação dos jogadores com o quarterback. O Titans surge como um dos favoritos aos playoffs este caso Mariota volte a jogar como no ano passado.

Steelers planeja mudanças na defesa mirando o Super Bowl

Steelers planeja mudanças na defesa mirando o Super Bowl

O Pittsburgh Steelers tem um dos melhores ataques da AFC, isto é indiscutível. Mas a equipe sofreu muito na defesa, principalmente na linha secundária na temporada passada. E é pensando nisso que a equipe planeja algumas mudanças em seu estilo de jogo, principalmente na linha secundária. Segundo o cornerback Artie Burns a equipe vai priorizar as marcações individuais, principalmente contra ataques com grandes quarterbacks.

A constatação da equipe veio após a derrota para o New England Patriots na final da AFC na temporada passada. A equipe tentou marcar o ataque comandado por Tom Brady por zona e acabou sofrendo uma derrota por 36 a 17. Naquela partida Brady passou para 384 jardas, e depois de perceber que a equipe estava marcando por zona assionar mais Chris Hogan, responsável por dois dos três touchdowns. Uma defesa por zona fica sempre suscetível ao aparecimento de alvos não visualizados quando enfrenta uma equipe com um quarterback elite.

Todos os times que venceram os Super Bowls nos últimos dois anos jogavam marcando homem-a-homem”, afirmou BurnsQueremos ser uma equipe que possa jogar assim, pressionar o quarterback e atacar no campo de cobertura.”

NFL: AFC Championship-Pittsburgh Steelers at New England Patriots

E não foram apenas as equipes que venceram o Super Bowl nos últimos dois anos. Além do Denver Broncos e do Patriots o Carolina Panthers e o Atlanta Falcons utilizaram este estilo de marcação em partidas decisivas. Agora a equipe de Pittsburgh pretende aderir ao estilo para se tornar mais competitivo na defesa, principalmente enfrentando os melhores quarterbacks de sua conferência.

Artie Burns chegou na equipe na temporada passada, depois de ser selecionado na primeira rodada do Draft (25° escolha geral). Em doze partidas como titular ele conseguiu 3 interceptações, 60 tackles e 14 passes defendidos.

 

Baldwin fala sobre a “polêmica do vestiário” do Seahawks

Baldwin fala sobre a “polêmica do vestiário” do Seahawks

Depois de grande polêmica envolvendo o vestiário do Seattle Seahawks e principalmente Richard Sherman, muitos fatos foram revelados a respeito do trabalho da equipe. Sherman e outros jogadores acreditavam que Pete Carroll dava tratamento diferenciado a Russell Wilson, causando inveja por parte deles. Já outros relatos dão conta da dificuldade de Carroll motivar os veteranos em seus discursos. Então o recebedor Doug Baldwin foi convidado por uma rádio ontem para tirar algumas dúvidas, e ele falou a respeito de Wilson e sobre o trabalho de Carroll com a equipe.

Baldwin chegou a dar uma declaração no fim de março, após Sherman ser declarado como “negociável”, dizendo que “o orgulho de Sherman lhe fez crescer e agora estava lhe levando para baixo”. Agora, o atleta falou a respeito de como o treinador trata os atletas e principalmente Russell Wilson, que segundo relatos é “protegido” pelo treinador.

“Honestamente não sei se isso acontece. Penso que Pete (Carroll) faz um trabalho fantástico ao lidar com diferentes indivíduos de forma tão boa” disse Baldwin. “Todos temos personalidades diferentes. Todos nós agimos de maneiras diferentes. E Pete faz um trabalho fantástico ao trabalhar essas personalidades. Ele fez isso comigo. Ele fez isso com Russ (Wilson), com Sherman, com Marshawn (Lynch), com todos nós. Ele faz um excelente trabalho nesse aspecto.”

Outra polêmica criada após o relato dos problemas no vestiário da equipe, é que Carroll não estava mais conseguindo motivar os atletas veteranos, grande parte da equipe. Segundo as fontes o discurso do treinador continua o mesmo dos anos anteriores e não impacta mais os jogadores que estão na equipe há alguns anos. Baldwin foi sincero e surpreendeu na resposta.

“Sinceramente,​ não (o motiva mais)”, disse Baldwin. “Ouvi isso por sete anos, então eu sei o que ele vai dizer. Mas não se perdeu. Não me entenda mal, não é que ele não tenha o mesmo impacto. Não tem o mesmo impacto sobre mim porque já ouvi.”

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Mas o recebedor fez questão de elogiar o trabalho de Carroll. Segundo ele por ser um discurso voltado aos mais jovens funciona, uma vez que os veteranos já sabem o que devem fazer. Como um “bônus” para os fãs da equipe, ele ainda contou um pouco do processo.

“Na primeira reunião que temos, ele levanta a bola e diz: ‘É tudo sobre a bola. Temos que cuidar da bola. Temos que rouba-la do ataque adversário e cuidar dela quando o tivermos a posse’. E essas coisas não mudam. Isso é provavelmente uma das coisas que eu mais amo em Pete, sua consistência quando se trata de sua filosofia. Ele não vai vacilar sobre isso. Ele tem uma base sólida sobre a maneira que ele quer o seu programa, a sua filosofia de ataque, a defesa e as equipas especiais. Pete pode ser adaptável quando se trata de personalidades diferentes, mas quando se trata de filosofia, não muda.”

Em meio a algumas polêmicas que surgiram na semana passada em relação ao relacionamento da equipe o Seattle Seahawks continua o trabalho. Sua segunda semana de treinos voluntários conta com os principais nomes da equipe, incluindo algumas novas contratações, com destaque para Eddie Lacy e os novos calouros selecionados no Draft.

Derek Carr dá ultimato ao Raiders

Derek Carr dá ultimato ao Raiders

Ele foi um dos melhores quarterbacks da temporada, eleito para o Pro Bowl e ainda recebeu votos para MVP da temporada, porém não está feliz. Derek Carr, quarterback do Oakland Raiders demonstrou na tarde de ontem toda a sua frustração com o time após mais uma semana se passar e a equipe não lhe procurar para negociar a extensão de contrato. Carr deu prazo para a equipe: 28 de julho. Segundo ele, depois disso vão se encerrar as negociações e ele jogará com o contrato antigo, que se finda ao fim da temporada.

“Isso não é uma ameaça ou qualquer coisa desse tipo. Só estou dizendo que eu não vou lidar com nada que atrapalhe a minha concentração em ganhar”, disse Carr. “O dinheiro não é o que me impulsiona. O que me move é ter certeza de que estou dando tudo o que tenho para chegarmos a vitória. E não quero nada que distraia meu pensamento.”

Carr chegou na equipe no Draft 2014 e ganhou a posição no mesmo ano. Em uma crescente ano passado jogou para 3937 jardas, 28 touchdowns e apenas 6 interceptações, números ótimos. E caso não haja uma renovação de seu contrato antes do campo de treinamento o jogador irá receber apenas US$ 1,15 milhões, muito pouco para um quarterback de seu nível.

“Tenho muitas coisas para trabalhar e não quero distrair meus colegas de equipe”, disse Carr. Khalil (Mack) teve que responder a perguntas sobre minha situação no outro dia, e isso me deixa mal, porque não há motivo para ele ter que falar sobre isso.”

NFL: Preseason-Detroit Lions at Oakland Raiders

Porém Carr deixa claro que está focado no trabalho da equipe e quer continuar​ no Raiders pelo resto da carreira. A equipe teve uma grande temporada ano passado, só caindo de produção quando Carr sofreu uma fratura na fíbula na semana 16. Agora o atleta aguarda os movimentos da equipe para assinar o contrato que promete ser o maior da NFL, superando Andrew Luck. Mas se o movimento não acontecer até o fim de julho, o jogador pode se tornar um agente livre na próxima temporada.

Eu deixei muito claro que eu quero ser um Raider por toda a minha carreira”, disse CarrEu não quero jogar para outro time. Eles (Raiders) sabem disso. Eles me disseram o quanto eles me querem. Então, estou esperando.”

 

“Kaepernick não cometeu nenhum crime”

“Kaepernick não cometeu nenhum crime”

Um dos proprietários do New York GiantsJohn Mara, deu uma entrevista polêmica falando a respeito do quarterback Colin Kaepernick e isto lhe trouxe algumas consequências. A principal foi a revolta de alguns fãs do quarterback e principalmente de seu ex-colega de equipe, o recebedor Torrey Smith, que na agência livre assinou um contrato com o Philadelphia Eagles. Na entrevista Mara disse que muitos fãs do Giants ameaçaram não ir mais aos jogos da equipe se algum atleta protestasse durante o hino americano. Pelo Twitter, Smith fez questão de responder o dirigente.

Ouvi dizer que ele é um dos melhores proprietários da liga, então eu não quero que as pessoas pensem que estou desrespeitando esse cara. Eu não estou”, disse Smith hoje depois do treino. “Mas é apenas o fato de ele comentar sobre as pessoas, os fãs, ficando loucos por isso, sendo que ele acabou de ter um kicker em sua equipe que ele tentou proteger até a última hora”.

A referência foi a Josh Brown, kicker do Giants que renovou o contrato mesmo sendo investigado por um caso de violência doméstica. A equipe só dispensou Brown em outubro, após ficar clara a culpa do atleta e a punição. Brown confessou o crime e passa por tratamento.

As pessoas estão dispostas a perdoar as pessoas quando agridem as mulheres, vendem drogas, fazem o que quer que seja e cometem todos os tipos de crimes”, continuou Smith. “Eu acredito nas segundas chances. Eu acredito na segunda chance de um cara como Joe Mixon, apesar de ter se envolvido em um caso de violência doméstica.”

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Eu acho que você tem que ter a mente aberta para saber que Kaepernick não cometeu um crime, ele não machucou ninguém, ele não fez nada. Foi um protesto, e agora as pessoas estão prestes a bloquea-lo ou não apoiar alguém que esteja associado a ele. Mas estão dispostos a apoiar as pessoas que bateram em mulheres, fazem todos os tipos de coisas loucas. Isso simplesmente não faz sentido.”

O desabafo de Smith, que foi companheiro de Kaepernick no Niners, começou endereçado ao proprietário do Giants e se propagou a outras equipes, sendo concluído da seguinte forma:

Nesta época do ano há 96 quarterbacks empregados. Você não pode me dizer que há 96 quarterbacks melhores que ele. Você olha isso, simplesmente não faz sentido.”

Kaepernick se tornou o grande personagem da offseason desta temporada, e mesmo que alguns não gostem de abordar o assunto, e ainda é proeminente, causando grande repercussão. A história já envolveu personagens como Donald Trump, Spike Lee, muitos proprietários de franquias, além claro de atletas que declararam apoio ao atleta. Por hora ele se encontra sem time, mas existe chances do Seattle Seahawks anuncia-lo nas próximas semanas.

A NFL ainda é “pequena” internacionalmente?

A NFL ainda é “pequena” internacionalmente?

Quando a ESPN lançou na manhã de hoje sua lista dos jogadores mais famosos no mundo, contamos – leia aqui – que entre os 100 ranqueados apenas cinco jogadores da NFL estão na lista. Parece pouco para uma liga que conta com 32 equipes e muitos atletas com salários maiores que 15 milhões anuais, não é mesmo?

Pois bem, a lista foi baseada no número de seguidores em redes sociais, impacto na mídia, patrocinadores e eventos que os atletas são convidados, e o resultado são 19 atletas do futebol tradicional, 9 da NBA e jogadores de esportes com números mais módicos e transmissões muito menos globalizadas. Tom Brady, considerado por muitos como o “maior de todos os tempos” é apenas o 21° na lista, e se formos olhar para os 20 jogadores que vêm antes, existem dois nomes ligados ao cricket, esporte que muitos nem sabem como funciona.

Enfim, o resultado foi catastrófico para a NFL como um todo, e começamos a avaliar o que está faltando para que a liga e torne realmente grande internacionalmente. David Schwab, vice-presidente executivo da Octagon, grande empresa de marketing, acredita que o resultado reflete o regionalismo das transmissões e principalmente do marketing pessoal dos atletas, além da falta de jogadores estrangeiros disputando a liga.

“A desvantagem da NFL é a natureza doméstica dos jogos, junto com a cobertura televisiva e a participação a nível de jovens”, disse Schwab. “Não é um esporte que as pessoas estão jogando internacionalmente como o basquete, por exemplo. Se você tem um esporte como basquete, onde você tem mais jogadores internacionais jogando na NBA, você tem a participação pesada em todo o mundo.”

Nós até temos um brasileiro jogando na NFL, mas o mercado asiático, grande termômetro do mundo hoje em dia não conta com ninguém. Se pararmos para pensar, Tom Brady fará sua primeira turnê na Asia este ano, 19 anos após Kobe Bryant ir pela primeira vez a China. Quatro anos depois de Kobe o primeiro jogador chinês de relevância chegou a liga, Yao Ming, e a partir dali o mercado da NBA explodiu mundialmente. Hoje a liga faz jogos de pré-temporada na maioria dos continentes, e conta com pelo menos um jogador de cada continente jogando o campeonato, atraindo público e consequentemente verbas.

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Em contrapartida a NFL conta com jogos no México, país que faz divisa com os Estados Unidos e jogos na Europa, onde ainda tenta colher os “louros” da fracassada tentativa de implantar uma liga por lá. Uma das principais armas para crescer em público internacionalmente seria fazer o Pro Bowl em outro país, assim como fazia no distante Hawaii. Porém a liga prefere apostar no mais simples, e por mais um ano vai realizar os jogos em Orlando, Flórida.

A NFL anunciou esta semana que vai incorporar jogadores estrangeiros nos Practice Squads das equipes da AFC Sul, e quatro europeus chegaram. Mas nenhum deles vai realmente jogar, não tem o nível adequado. Seria o mesmo que um jornalista brasileiro dizer que algum jogador de nosso campeonato nacional merece uma chance na NFL. Chega a beirar o ridículo, irresponsável e apelativo, uma vez que os americanos que brilharam na Superliga Nacional do ano passado e competições estaduais disputaram no máximo a Divisão II do College americano. Schwab falou a respeito desta jogada da liga para atrair a atenção internacional, que segundo ele é imediatista.

“Isso fornece pontos individuais de interesse humano para uma determinada base de fãs, mas se você não pode assistir regularmente o que eles estão fazendo na TV, e no dia-a-dia você não vive ou conhece o esporte, é difícil manter a relevância. Funciona por apenas a duração da manchete no jornal.”

Muitos vão dizer que a NFL  - futebol americano – é o esporte que mais cresce em audiência na televisão brasileira, e que isto também é relevante em países como México e Europa. Mas não podemos esquecer que a meta da liga era de 400 milhões de espectadores assíduos e que consumissem a liga anualmente, e no “continente” Brasil, não chegamos nem aos 2,5 milhões de espectadores no pico da temporada. Sem o mercado asiático a NFL nunca vai alcançar este número.

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Outro motivo para o crescimento da NFL ser menor que outras ligas fora dos Estados Unidos é o “bairrismo” das principais estrelas quando o assunto é marketing. Grandes estrelas preferem assinar com anunciantes mais direcionados ao público americano e não tem a exposição devida fora. Veja por exemplo Peyton Manning, que assinou com Papa John’s e Nationwide Insurance. A grande maioria dos brasileiros nem sabia que ele fazia propaganda destas empresas por não ter acesso ao NFL Gamepass, por exemplo. Já Tom Brady tem patrocinadores de nível mundial (Under ArmourUGG, Tag Heuer, Stetson e Aston Martin), até por isso apareceu na lista bem a frente dos outros.

A NFL tem uma importante decisão a tomar: crescer ou não mundialmente. Se a decisão for positiva, terá que chegar à China e ao Brasil o quanto antes, mesmo que traga apenas uma ou duas estrelas e o restante do elenco reserva. Talvez ainda o Brasil não esteja em um nível para receber jogos de temporada regular, mas já passou da hora de termos pelo menos um jogo de pré-temporada – ou até um Pro Bowl – aqui. Os fãs que já existem merecem e com certeza trará mais torcedores para a frente da tevê nas quintas, domingos e segundas.

Telvin Smith solta o verbo contra a equipe

Telvin Smith solta o verbo contra a equipe

Imagine se um analista de futebol americano viesse a público e dissesse que pelo que viu nos treinos voluntários uma equipe iria fracassar. Seria um desastre para a carreira deste profissional, afinal, todos diriam que é muito cedo e que ainda há tempo para a equipe montar seu time. Agora imagine se esta equipe fosse uma das que mais investiu na agência livre, foi bem no Draft e ainda tivesse trazido para esta temporada um novo diretor para gerir o futebol. Seria uma crítica ainda mas infundada e precipitada?

Pois bem, a crítica veio nesta terça-feira e não foi de um analista ou jornalista, mas sim de um dos principais jogadores da defesa do Jacksonville Jaguars, o linebacker Telvin Smith. Em três anos com a equipe o atleta só sentiu o “gosto” da vitória por 11 vezes e não poupou seus colegas em entrevista coletiva. O jogador ente outras coisas se diz insatisfeito com o trabalho demonstrado até aqui, e que se não mudar a postura e a postura da defesa o time novamente terá apenas três vitórias na temporada.

“Com os jogadores que temos deveríamos estar pelo menos um nível além do que estamos”, afirmou Smith. “Como jogadores, temos que fazer a nossa parte e nos comprometer em campo. É o que queremos? Qual a nossa mentalidade? A mentalidade dessa equipe não é grande e os adversários ainda estão nos vencendo.”

O desabafo a princípio parece um discurso motivacional, mas não é. Em certa parte da entrevista Smith acusa alguns de seus colegas de não estarem se comprometendo para aprender o novo sistema. Ele acredita que uma equipe “grande” deve e já está fazendo isso, enquanto o Jaguars novamente está se preparando para perder.

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“Ainda existe uma cultura aqui que deve ser quebrada antes que uma outra possa ser criada”, disse Smith“Eu falo porque quero que a equipe esteja bem, alguns caras que estão aceitando o sistema e querendo fazer parte dele estão se esforçando, mas só alguns se esforçarem não é o suficiente. Todas as outras equipes também estão se esforçando.”

A revolta de Telvin Smith não é para menos, afinal, o jogador chegou no Jaguars vindo de uma campanha muito boa em Tallahassee. Em 55 jogos sua equipe venceu 45, então em três temporadas vencer apenas 11 jogos é muito frustrante. O Jaguars tem a pior campanha dos últimos três anos junto com o Cleveland Browns, somando 37 derrotas. Neste período a equipe teve o maior índice de turnovers, foram os piores em forçar sacks e também em interceptações. Blake Bortles é o quarterback que mais sofreu turnovers e o segundo em interceptações nas últimas três temporadas.

“Eu entendo que agora é a hora de montarmos o time”, afirmou Smith“Não podemos esperar chegar o campo de treinamento para começarmos a nos dedicar. Temos que decidir onde a equipe está e quer chegar neste momento.”

O Jacksonville Jaguars - como todas as outras equipes – ainda está treinando off pads, e normalmente os jogadores mais veteranos, caso da defesa do time costumam se poupar nos exercícios físicos e drills, e talvez este seja o motivo a revolta de Smith com o restante da equipe. Agora temos que aguardar para ver o que Tom Coughlin e Doug Marrone pretendem fazer a respeito da declaração.

Rams e Bears movimentam o mercado de quarterbacks

Rams e Bears movimentam o mercado de quarterbacks

Os treinos voluntários entraram na sua segunda semana e as equipes continuam fazendo movimentos para alinhar seu elenco, e duas equipes da NFC que foram mal na temporada passada deram uma “arrumada” na parte que garante a passagem da bola e organização de seu ataque. Porém os movimentos foram visando os quarterbacks para a segunda suplência.O Los Angeles Rams anunciou Dylan Thompson, que teve passagem pelo San Francisco 49ers e o Chicago Bears anunciaram a dispensa de Connor Shaw, que estava na equipe desde julho do ano passado. A grande coincidência é que eles jogaram juntos em South Carolina.

Shaw chegou na NFL em 2014 como agente livre não selecionado após liderar o ataque de South Carolina por três temporadas. Assinou com o Cleveland Browns como jogador do practice squad e foi ativado alguns meses depois, devido as lesões de Johnny Manziel e Brian Hoyer. Começou um jogo pela equipe e chamou muito a atenção do New Orleans Saints e do Seattle Seahawks, mas o Browns não quis liberá-lo. Depois de uma cirurgia no dedo polegar direito foi dispensado pela equipe de Cleveland.

Assinou com o Bears no início em julho do ano passado, em um episódio bem “interessante”. O New Orleans Saints iria revindica-lo no waivers, mas quando foi enviar o e-mail para o Browns, “sem querer” adicionou a lista todas as outras trinta equipes da liga. O Bears tinha prioridade na escolha de Shaw, e esperando uma proposta do Saints assinou com ele. Menos de um mês depois o jogador fraturou a perna em uma partida da pré-temporada.

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Este ano a equipe de Chicago assinou com nada menos que três quarterbacks, Mike Glennon, Mitch Trubisky e Mark Sanchez. Assim o jogador ficou sem espaço e foi liberado. Resta saber se o Saints ainda tem interesse nele.

Já o Rams anunciou o antigo reserva de Connor Shaw em South Carolina, Dylan Thompson.  A equipe que contava com apenas Jared Goff e Sean Mannion em seu elenco, assinou um contrato com o jovem que em apenas uma temporada com South Carolina alcançou grandes números, incluindo uma grande atuação na vitória do Independence Bowl de 2015.

Chegou à NFL como um agente livre não selecionado assinando com a equipe de treinos do San Francisco 49ers. Depois da contusão de Colin Kaepernick ele foi promovido para a equipe principal, ficando no banco de reservas de Blaine Gabbertt por quatro partidas. Deixou o Niners em 2016 e assinou com o Rams, onde fez parte da equipe de treinos até ser dispensado no final do ano. Agora, com o apoio do novo comando da equipe, chega para disputar a posição de reserva com Sean Mannion.

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Brees, Brady e Newton entre os atletas mais famosos do planeta

Brees, Brady e Newton entre os atletas mais famosos do planeta

A ESPN Americana desenvolveu um sistema muito interessante para avaliar os esportistas mais famosos do mundo e lançou uma lista na tarde de ontem. Este sistema não avalia a performance em campo/quadra, mas o índice de popularidade de cada atleta.

São avaliados os contratos publicitários, patrocínios individuais, popularidade nas mídias sociais e imprensa e a qualidade de seguidores que os atletas tem nas plataformas digitais, assim é possível chegar a um número e consequentemente ao ranking.

E o primeiro jogador da NFL a entrar no ranking dos jogadores mais famosos do mundo é Tom Brady, quarterback do New England Patriots. Não que Brady tenha grande destaque na lista, afinal, ele é apenas o 21° colocado. Mas ficar a frente de atletas como o lutador de MMA Connor McGregor, por exemplo, é um excelente handicap.

Entre os 50 mais famosos ainda aparece mais um atleta da NFL. Trata-se do MVP da temporada 2015, Cam Newton. “Super Cam” tem grande popularidade nos Estados Unidos, além claro de contar com vários patrocínios e estrelar um programa no canal Nickelodeon. Cam aparece na 47° posição.

Ainda temos mais alguns atletas da NFL citados na lista: Drew Brees aparece na 52° posição, Russell Wilson na 55°, Aaron Rodgers na 56° e Odell Beckham Jr na 64°. O atleta mais famoso segundo o ranking é o português Cristiano Ronaldo, jogador do Real Madrid.

 

Lacy será fundamental no ataque do Seahawks

Lacy será fundamental no ataque do Seahawks

Eddie Lacy chegou no Seattle Seahawks questionado, afinal, depois de demostrar grande talento com com o Green Bay Packers acumulou contusões e um inexplicável aumento de peso, que lhe rendeu algumas piadas dos rivais. Na temporada passada foi bem até se lesionar, mas mesmo assim a equipe de Wisconsin não fez grandes esforços para mante-lo na equipe.

Agora o atleta demostra comprometimento, e em seu primeiro “teste da balança” foi aprovado, emagrecendo quase cinco quilos desde que assinou contrato com o Seahawks. E essa é uma grande notícia para os fãs de Seattle, uma vez que Eddie Lacy será indispensável nesta temporada no jogo terrestre da equipe.

O treinador Pete Carroll declarou semana passada que a equipe vai voltar a seus melhores dias e apostar no jogo terrestre, coisa que não aconteceu ano passado, mas para isso terá que aumentar em seis corridas por jogo. De 2012 a 2015 a equipe teve uma média de 25,1 corridas por partida, e ano passado o time conseguiu apenas 19 por jogo, forçando Russell Wilson a passar.

Thomas Rawls

E a importância de Lacy é exatamente nestes números. Thomas Rawls (foto) vinha de uma temporada em que liderou a liga em jardas após o contato com a defesa adversária, mas no ano passado sofreu com lesões e acabou com 349 jardas em 109 tentativas, pior média da NFL ao lado de Todd Gurley e Doug Martin. A equipe teve que apostar no agente livre Christine Michael, que ajudou muito a equipe até Rawls voltar.

A outra aposta do jogo terrestre da equipe foi CJ Prosise, mas o jogador teve apenas seis partidas com a equipe, e para a surpresa de todos o grande destaque dele em campo foi recebendo passes. Teve 30 corridas e 172 jardas, bem menos que o que atingiu recebendo 19 passes e chegando a 208 jardas. Definitivamente não será usado como um power back.

E aí que entra Lacy é sua grande importância no ataque da equipe. O corredor é muito forte quebrando tackles e se saudável terá grande protagonismo no jogo terrestre, uma vez que liderará a equipe em snaps. E o motivo é simples, com o Packers ele teve uma média de 25 corridas por jogo durante o período de 2012 e 2015, e agora em forma ele deve chegar a uma média de 15 a 20 corridas.

Esta é a aposta do Seahawks, Lacy quebrando tackles e mantendo a equipe em campo por mais tempo. Claro que ainda é uma projeção, afinal, os treinos começaram agora e o running back precisa perder mais 5 quilos até o fim da pré-temporada. Mas Lacy está focado em recuperar seus melhores dias, e com o ataque do Seahawks funcionando como Pete Carroll projeta, ele pode ser o grande nome do ataque terrestre da equipe na temporada deste ano.

Goodell pediu ajuda a Ochocinco

Goodell pediu ajuda a Ochocinco

Muito foi falado a respeito da “afrouxada” que a NFL deu na regra das comemorações na semana passada. Depois dos árbitros aplicarem diversas faltas – e multas – depois de comemorações consideradas inapropriadas pela liga, veio a boa notícia e todos ficaram felizes, afinal, as dancinhas vão voltar.

Mas uma entrevista de um ícone da NFL e especialista em comemorações polêmicas chamaram a atenção no dia de hoje. Segundo Chad Johnson, conhecido popularmente como “Ochocinco”, o comissário Roger Goodell lhe pediu conselhos antes de liberar a maioria das comemorações, e ele, que foi um dos causadores dessas proibições, é responsável pelos algumas liberações.

“Eu sabia que a mudança de regras estava chegando, eu tinha conversado com Roger algumas vezes, talvez duas ou três antes da mudança de regra”, disse JohnsonEle pediu meu conselho sobre o que ele poderia fazer para ser capaz de afrouxar as rédeas sobre a regra de celebração, mas, ao mesmo tempo, manter o respeito do jogo.”

Johnson brincou durante a entrevista dizendo que tinha uma linha direta com Goodell. Apesar de ser um grande jogador e de ter dado ao longo do dia carreira declarações polêmicas, o jogador sempre se mostrou respeitoso com a liga e principalmente com o comissário, e segundo ele o seu conselho foi apreciado por Goodell.

Eu disse para Roger que existe uma linha tênue e você tem que encontrar uma maneira de equilibrar tudo. Tem que ser capaz de deixar os jogadores se divertir sem perder a integridade do jogo.”

Entre as comemorações ainda proibidas temos a utilização do “Y”, que segundo a NFL pode tirar a trave do lugar, o que demandaria tempo para arrumar, além de comemorações ofensivas e de conotação sexual. Qualquer outra que também possa atrapalhar o andamento do jogo também será punida.

Chad Johnson também respondeu a respeito da reação de seu ex-treinador, Marvin Lewis, que após a liberação das comemorações disse que “é um péssimo exemplo para os jovens atletas”. 

“Ouça, o futebol é um jogo de equipe, porque há 11 pessoas no campo, então todos os 11 jogadores devem ter o mesmo direito, é isso inclui as comemorações.”

Cowboys ainda tem esperança no retorno de Romo?

Cowboys ainda tem esperança no retorno de Romo?

Todos sabem que o quarterback Tony Romo anunciou que estava deixando o futebol no fim de março para se dedicara a carreira de analista. Já começou seus trabalhos com a Rede CBS comentando um torneio de golf no final de semana que se passou e segundo fontes deixou de lado grande parte de seus treinamentos diários. Mas parece que o Dallas Cowboys ainda não tem certeza da real despedida dos gramados do quarterback.

Segundo Todd Archer, repórter da ESPN Americana a equipe texana etá deixando algumas evidências de que Tony Romo não está completamente descartado dos planos da equipe e alguns sinais podem ser vistos neste início de pré-temporada. Primeiro a equipe dispensou ele como um atleta normal, em processo diferente de quando um jogador se aposenta. Quando é anunciada a aposentadoria o jogador é colocado na “reserva por aposentadoria”, e se decidir voltar a jogar a equipe tem os direitos do atleta, assim como aconteceu com Marshawn Lynch. O Cowboys não fez isso, facilitando uma volta do atleta.

Paralelo a isso a equipe fez dois movimentos muito curiosos na organização. Mesmo não homenageando o atleta com o “Ring of Honor” ou algo semelhante, seu número não foi cedido a nenhum outro jogador, e olha que tivemos pelo menos mais dois quarterbacks de agência livre não selecionados no Draft que já treinaram com a equipe, e mesmo podendo escolher qualquer número o “nove” não estava disponível. Mas este não é um indício dos maiores.

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O maior deles é a distribuição dos veteranos no vestiário da equipe. Jason Garrett, assim como a maioria das equipes fazem, distribuiu pelos cantos do vestiário os líderes da equipe, porém , o lugar de Tony Romo – seu armário – permaneceu vago. É claro que isso é só uma especulação, porém não podemos nos esquecer que em todas as entrevistas que Romo deu após anunciar sua aposentadoria disse que se o Cowboys precisasse dele ele estaria disposto a voltar. Coincidentemente a equipe ainda não contratou um quarterback veterano para a reserva da equipe, que conta com Kellen MooreJameill Showers, além do titular Dak Prescott.

Será que a equipe e o atleta tem algum acordo caso Prescott se lesione?

 

Dono do Giants explica porque Kaepernick ainda está sem emprego

Dono do Giants explica porque Kaepernick ainda está sem emprego

Desde o início da agência livre muito tem se falado de Colin Kaepernick, que ficou famoso na liga por levar o San Francisco 49ers ao Super Bowl e principalmente por se envolver em um dos protestos mais polêmicos dos últimos anos. E o co-proprietário do New York Giants em recente entrevista a uma rádio de sua cidade deixou claro o porque de Kaepernick ficar no exílio: a repercussão negativa dos fãs.

Quando Kaepenick se recusou a ficar em pé e prestar respeito ao hino nacional do país, o jogador ofendeu muitos torcedores, e John Mara explicou em poucas palavras o que a atitude do quarterback causou na época, e classificou como “emocional” a rejeição de algumas equipes em relação ao jogador. Muitas das franquias da NFL preferiram assinar com um jogador de qualidade inferior e preteriram Kaepernick, e o motivo fica claro na declaração de Mara.

“Em todos os anos que estou no campeonato, nunca recebi tantos e-mails apelativos e emocionais de fãs quanto sobre essa questão (Kaepernick se ajoelhar durante o hino)”, disse o co-proprietário do Giants“Os fãs diziam que se algum de nossos jogadores fizessem aquilo (protestar durante o hino), nunca mais iriam a um jogo dos Giants. Não foram um ou dois e-mails, foram muitos, milhares. Foi uma questão emocional que abalou muitas pessoas, mais do que qualquer outra problema que eu já tenha visto em todos estes anos que estou na liga.”

Giants Bears Football

A declaração de John Mara (foto) corrobora com os fatos. É claro que o jogador não teve uma performance muito boa nas duas últimas temporada, mas era óbvio que seu jogo era muito superior a o de alguns jogadores contratados na agência livre. Porém fica evidente que o medo das equipes era com a repercussão dos fãs com a chegada dele na equipe, o que fez que equipes que realmente precisavam de um quarterback de seu nível deixassem de lado a chance de contratá-lo para buscar outro nome.

Colin Kaepernick fez uma visita e participou de treinos com o Seattle Seahawks na última quarta-feira e segundo fontes ele tem muita chance de assinar com a equipe, uma vez que ambas as partes estão interessadas no negócio. Kaepernick tem a segunda melhor taxa de conclusão de passes para touchdowns/interceptações da NFL dos últimos 20 anos.

O reencontro de Hoyer e Shanahan

O reencontro de Hoyer e Shanahan

Uma das franquias mais observadas da NFL neste período de offseason é o San Francisco 49ers. Seja pela demissão de Chip Kelly  e o anúncio de um comentarista e ex-atleta para a gerencia geral ou pelo anúncio do melhor coordenador ofensivo da liga no ano passado como seu novo treinador principal, a equipe teve muita atenção da mídia devido a diversas nuances em seu jogo.

Além de sair de uma temporada catastrófica de apena duas vitórias e dispensar seus dois quarterbacks que dividiram a titularidade no ano passado, o Niners mostrou agressividade na agência livre, principalmente quando montou o seu ataque, contratando dois quarterbacks novos. E é um deles que está chamando a atenção nos primeiros treinos voluntários da equipe, não por ser uma surpresa, afinal, ele é um veteranos, mas por voltar reunir a sinergia que tinha com Kyle Shanahan, treinador da equipe e seu antigo coordenador ofensivo no Cleveland Browns.

Estamos falando de Bryan Hoyer, quarterback com passagens por várias equipes da NFL, incluindo o Browns. Na época ele teve a oportunidade de treinar com Shanahan e conhecer um pouco de seu jogo. Agora, reencontrando do treinador no Niners, Hoyer comemora a sabedoria adquirida em 2014, uma vez que o estilo do ataque de Shanahan é considerado complexo para os padrões da NFL.

“É muito mais fácil para mim para chamar as jogadas desta vez”, disse Hoyer“Eu me lembro da última vez que tive que trabalhar isso e o quanto é difícil. Agora quando Kyle começa a chamar uma jogada fica mais fácil para mim. Há um monte de palavras, chamar corretamente a jogada é metade do trabalho, e é algo que eu realmente não penso mais, vem naturalmente para mim.”

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Hoyer começou a trabalhar com Kyle Shanahan no início de 2014 quando o treinador chegou na equipe. Lá eles fizeram uma ótima parceria na temporada e em 13 jogos ele atingiu 3326 jardas e 12 touchdowns, incluindo um rating de 91 pontos de média nas nove primeiras partidas. Porém a “sombra” de Johnny Manziel começou a atrapalhar os dois e a temporada não acabou tão bem. O proprietário da equipe pressionava a escalação do atleta e isto culminou com a reserva de Hoyer e o pedido de demissão de Shanahan. Agora, juntos novamente, as perspectivas são as melhores possíveis.

“Para mim, felizmente, esta sendo um ótimo reencontro, mas para todos os outros este é realmente mais complicado aprender o jogo”, disse Hoyer“Mesmo para mim, sendo que esta é a minha segunda vez, ainda há coisas que eu sempre estou aprendendo sobre a ofensa. Porque Kyle está sempre mudando as chamadas, ele está tentando afetar as defesas adversárias, e isso tem a ver com quem vamos enfrentar este ano.” 

 

Falou demais…

Falou demais…

Ontem contamos – assim como os principais sites do mundo – a declaração que Michael Vick, quarterback com passagem por equipes da NFL deu a respeito de sua aposentadoria. Segundo o atleta ele estaria em negociação avançada com o Atlanta Falcons para encerrar sua carreira na equipe. O atleta iria seguir o mesmo caminho de vários atletas e assinar um contrato de duração de um dia, para anunciar sua aposentadoria.

Pois bem, parece que o atleta falou demais, e ontem a noite procurou a ESPN Americana, onde havia dado a declaração, para desmentir o que havia falado e escrever o seu equívoco com as palavras. Segundo Vick existe o desejo de encerrar a carreira na equipe, mas ainda não existe uma negociação.

“Bem, eu não conversei com ninguém sobre isso especificamente”, disse Vick à ESPN Americana. “É algo que eu realmente estive pensando em tentar fazer. Foi-me perguntado a questão no outro dia e eu disse que isso poderia acontecer (…) Então, sim, eu acho que no devido tempo é algo que pode acontecer.”

O atleta explicou que ele havia conversado sobre o assunto com o proprietário da equipe, Arthur Blank, quando foi convidado para assistir a última partida da temporada regular. O jogador passou seis temporadas com o Falcons, e foi o grande destaque da equipe durante este período. Porém depois de ser preso por possuir um ringue de briga de cães e condenado a 23 meses, ele foi dispensado pela equipe, e tem certa aversão de parte dos fãs da equipe da Georgia.

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“Quando falei com Arthur, conversamos sobre várias outras coisas”, disse Vick“Como eu disse, me aposentar como um Falcon é algo que pode acontecer, e eu acho que nós dois sabemos disso, e o que já foi entendido realmente não precisa ser explicado.”

A verdade é que o jogador tentou colocar uma pressão desnecessária na ex-equipe para que isso aconteça, e depois da repercussão ter sido grande o atleta foi obrigado a vir a público desmentir suas próprias palavras. Agora parece que mesmo com Vick declarando a vontade de se aposentar pela equipe, esta ação corre risco de não acontecer. Vick quer muito, mas não existe nenhuma negociação.

“Eu me aposentei e eu não procurei mais ninguém em termos de onde eu queria me aposentar ou como eu queria me aposentar. Foi uma bênção jogar aqui na cidade de Atlanta, um lugar onde eu realmente me identifiquei, onde eu acho que fiz meu legado em um período curto de tempo. Nós tivemos grandes momentos. E eu acho que é algo que eu nunca vou esquecer, e a cidade também.”

Vick anunciou sua aposentadoria em fevereiro, após defender Atlanta Falcons, Philadelphia Eagles, New York Jets e Pittsburgh Steelers.

Sherman cumpre promessa e paga bolsa a jovem

Sherman cumpre promessa e paga bolsa a jovem

O cornerback Richard Sherman chamou a atenção neste fim de semana por uma atitude muito legal com um estudante de Virginia. Lhe pagar uma bolsa de estudos na universidade. Mas o jogador do Seattle Seahawks não está simplesmente pagando uma bolsa aleatoriamente, o jogador fez uma promessa ao jovem no ano passado: se ele tivesse as melhoras notas de seu colégio, poderia escolher a universidade que Sherman pagaria.

O primeiro encontro aconteceu no ano passado em um evento de caridade promovido pelo ex-jogador do Seahawks, Michael Robinson, em Richmond, Virginia. Sherman conheceu o estudante Hershai James, que estava caminhando para seu último ano do ensino médio. Ali Sherman fez o desafio: se ele tivesse as melhores notas da Varina High School, sua escola, ele pagaria os estudos da jovem. Hershai cumpriu sua parte e agora o atleta está cumprindo a dele.

O valor das bolsa não foi divulgado, apenas que é integral e que Sherman irá conferir pessoalmente o rendimento de seu “pupilo”. O jovem escolheu Norfolk State, e deve começar as aulas no próximo semestre. Em entrevista ao Richmond Journal o cornerback não quis falar da bolsa do jovem, mas falou a respeito da ação de caridade que seu ex-companheiro de equipe promove, na qual camisas autografadas de ex-atletas são leiloadas em prol de sua comunidade.

“Ter conhecimento é ter poder, e se você tem conhecimento, você vai ser tão poderoso quanto você sempre quis ser”, disse Sherman ao jornal. Ninguém impede ninguém de ler e educar-se, Mike está apenas tentando capacitar essas crianças para serem tudo o que elas podem ser, e nós podemos ajudar com isso com a nossa presença, com as nossas camisas autografadas, nossas palavras. Fazemos tudo o que podemos para ajudar.”

San Francisco 49ers v Seattle Seahawks

O jovem que ganhou a bolsa falou a respeito da atitude de Sherman e como o desafio do atleta a incentivou a encarar o último ano do ensino médio.

Quando meu último ano começou, eu tinha a bolsa na minha cabeça como motivação”, disse James ao jornal. O último ano é realmente estressante, afinal, estamos decidindo nosso futuro. E ter algo para olhar para a frente ajudou. É como dizer que o meu trabalho duro e dedicação foram pagos.”

Richard Sherman volta a se reunir hoje com o Seahawks para mais uma semana de treinos voluntários. O jogador foi oferecido ao mercado no ano passado após uma temporada recheada de polêmicas e problemas de relacionamento dentro do vestiário.

Projeto ambicioso

Projeto ambicioso

Uma declaração um tanto ambiciosa chamou a atenção pelas bandas do Colorado. E quem foi o responsável por elas foi um dos melhores defensores em atividade na NFL, Von Miller. O jogador que vem em uma crescente em seu futebol tem um plano ambicioso para o o futuro: ser reconhecido como o “Greatest of All Time”. Isso mesmo, em recente declaração o defensor do Denver Broncos disse que está trabalhando para ser reconhecido como o maior de todos os tempos, popularmente conhecido como G.O.A.T.

O engraçado desta declaração é que raramente um defensor da NFL é citado como o maior da história. Após o Super Bowl LI muitos argumentam que o cargo é de G.O.A.T. é de Tom Brady. Outros tantos que acompanham a NFL a mais tempo defendem que o maior de todos os tempos é Joe Montana. Mas Miller está focado e disse que cada vez que entra em campo é para chegar a este objetivo.

“Eu quero ser o melhor jogador, sem dúvida, eu quero ser considerado um G.O.A.T., como o cara que está lá em cima”, disse Von Miller, que continuou. “Eu não tenho nenhum controle sobre o que as pessoas dizem, o que as pessoas pensam. Mas eu quero ser o melhor jogador da NFL. É o que eu faço toda vez que jogo (…) Quando eu terminar, depois de jogar 17 anos ou algo assim, podemos revisitar isso e ver como serei considerado.”

A ousadia de Miller não é em vão. Considerado um dos melhores defensores da NFL no ano passado, o jogador vem de três temporadas seguidas com números sensacionais, além de ser eleito o MVP do Super Bowl 50, quando apareceu em lances fundamentais para dar o título ao Broncos.

Porém para um dia sonhar em ser considerado um dos maiores de todos os tempos, ou o maior como ele mesmo projeta, o desafio nesta temporada é grande. Agora ele terá que liderar um front seven mais jovem, e se manter a média de sacks de suas cinco temporadas em que atuou integralmente (Miller se lesionou em 2012), ele pode alcançar a marca de 80 sacks em sete anos, um número absurdo.

Von Miller foi a segunda escolha geral do Draft 2011 e em 88 jogos aplicou 338 tackles (233 solos), 74 sacks, 19 fumbles forçados e 5 fumbles recuperados. Com 28 anos ele conta com o maior salário de um defensor na história da liga, assinado em 2016, valendo US$ 114,5 milhões por 6 anos com US$ 70 milhões garantidos.

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014