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E então chegou o tão esperado 29-11

E então chegou o tão esperado 29-11

Na minha última coluna, escrevi um pouco sobre como me tornei fã, e depois junto com alguns amigos começamos a escrever sobre o esporte e como tudo isso tinha me trazido ao dia 29/11/2015.

Não sabia o que esperar do dia, como torcedor dos Broncos sinceramente não esperava a vitória (sim, aqui no Entre Jardas temos torcedores dos Broncos, Jets, Steelers, Dolphins, etc… e todos procuram, na medida do possível, escrever com imparcialidade, escrevendo inclusive sobre assuntos e times alheios aos nossos), os Broncos iam enfrentar 1 dos 2 últimos invictos da temporada que tem a combinação técnico-quarterback que julgo perfeita. Pra mim, assim como para a maioria dos analistas, o jogo seria vencido pelos Patriots.

Como amante do esporte estava ansioso e extremamente animado com a experiência que estava prestes a viver. Além de ver a festa da torcida, o clima no estádio, eu veria caras que toda a nossa geração admira e sinceramente não via a hora da magia acontecer quando a bola saísse das mãos de Brady e chegasse até o Gronkowski (já vou poder contar para meus filhos e netos que vi isso).

Antes de ir para o estádio, tive o prazer de me encontrar com um brasileiro , torcedor dos Patriots e que, como fiquei sabendo ontem, acompanha e curte o Entre JardasAlmoçamos num bar no centro de Denver, ali já fomos trocando experiências e expectativas e então fomos até o Mile High!!!

Chegando lá nos deparamos com uma cena que insisto em relatar, mas não canso de me emocionar: familias inteiras fazendo sua festa, as duas torcidas convivendo em paz sabendo que no final das contas é só um jogo!!! Nos dirigimos então para a entrada dos jogadores dos Broncos, por ali ficamos uma meia hora, tempo suficiente pra ver alguns dos grandes jogadores do time a poucos metros: C. J. Anderson, Demarcus Ware, Peyton Manning (não, não infartei) e Aqib Talib que deu até um alô para o Brasil!!! Todos eles procuram ser atenciosos e atender os fãs, muito bacana!!! Os visitante entram no estádio de ônibus, então infelizmente não pudemos ver os Patriots chegando.

Fui então para o meu assento (perto da linha de 20, do lado da saída dos vestiários, na sideline que os Patriots ocuparam). Foi dali que experimentei um dos maiores frios e também uma das melhores experiências da minha vida!!

Embora o jogo corrido dos Broncos estivesse muito melhor e em jardas totais o jogo estivesse parelho, a conexão que eu tanto ansiava ver entre Brady e Gronk estava funcionando relativamente bem e o turn over cometido pelo Osweiler fizeram a diferença e mantiveram o placar em 14-7 para os Patriots no final do 1 tempo.

Algumas impressões do 1 tempo:
Como é bonito ver o Tom Brady lançando a bola. O Gronk parece que joga numa categoria acima dos demais, tipo os caras no fraldinha e ele no profissional, Máquina de quebrar tacklesWade Phillips você é gênio, mas não dá pra deixar o Von Miller sozinho, sem a ajuda de um safety, cobrir um passe contra um tight end, não precisa ser Tom Brady pra ver que é TD na certa. Sempre achei meio besteira esse negócio de estádio hostil, mas como os caras fazem barulho, meu Deus do céu, imagino como deve ser assistir jogos no Arrowhead Stadium ou no Centurylink Field.

No terceiro quarto os ataques pouco produziram, exceção feita ao belo passe de Brady para Brandom Bolden no final do período para colocar 21 no placar dos Pats, aquela altura esse touchdown parecia sacramentar a vitória dos Patriots (vi até alguns torcedores deixando o estádio), mas quando já no 4º quarto, em mais um punt do ataque dos Broncos, tudo parecia perdido, eis que Cody Latimer força um fumble que foi recuperado por Shaqil Barrett e depois de 4 jogadas do touchdown de C. J. Anderson a esperança foi devolvida aos torcedores dos Broncos.

No 4º quarto só deu Broncos. Uma campanha de 52 jardas parecia que ia colocar o jogo em igualdade, mas acabou com um field goal na linha de 3 do time de New England. Gary Kubiak sabia que ainda teria 6 minutos para tentar a campanha da vitória e a confiança na defesa (mesmo que desfalcada de um dos destaques do time, o safety T. J. Ward, que se lesionou ainda no 1 tempo). E não deu outra, o ataque dos Patriots nada produziu, Gronk se lesionou e deixou o jogo (felizmente nada sério) e após uma campanha de 83 jardas em 1:22 Andre Caldwell recebeu belo passe de Osweiler no cantinho da end zone e virou o jogo para o time de Denver 24-21. Só tinha um problema nisso tudo, deixaram 1:09 para que o Tom Brady fizesse algo com um tempo para pedir! Nem do tempo ele precisou para, mesmo sem o Gronk, colocar o time em posição de field goal e o Gostkowski é automático!!! Jogo empatado e vamos para a prorrogação!!!

Impressões do 2 tempo:
Emmanuel Sanders é clutch. Demaryus Thomas pode dropar 20 passes durante o jogo (como ele dropou) mas na hora em que o calor aperta lance pra ele. Tom Brady é sacanagem! 60 mil pessoas gritando na orelha dele e ele age como se tivesse jogando pelada com os amigos. Em um frio de -6, na neve, tenha sempre um hot chocolate à mão.

Na prorrogação os Pats ganharam o Coin Toss (cara ou coroa) e escolheram receber a bola, nada fizeram com ela porque Von Miller pressionou muito o Brady que teve que se livrar rápido da bola e ela foi devolvida para o Broncos. E aí numa daquelas jogadas que você sempre tenta fazer no Madden e nunca funcionam, C. J. Anderson correu para 48 jardas, deu números finais ao jogo (30-24) e colocou o Mile High abaixo!!!! Confesso que chorei!!!!

Impressões da prorrogação:
#GoBroncooooooooooooooooosssssssss!!!
E assim meu 29-11 acabou num 30-24

Na estrada

Na estrada

Como já diria o Cidade Negra “Você não sabe o quanto caminhei pra chegar até aqui“. É um pouco de como esse Sunday Night Football chegou na minha vida!!

Comecei a acompanhar o futebol americano em 2009, me lembro que foi em um domingo qualquer, já farto das mesmices do nosso futebol, decidi zapear pela TV e achei o Ivan Zimmerman narrando um jogo entre o Oakland Raiders e um time que não me lembro (me perdoem a falta de memória). Num primeiro momento os gritos de “Calipso”, “Fogo na bomba” e o “Touch me baby” foi o que mais me chamaram a atenção, mas pude perceber em um ou dois finais de semana que naquele jogo havia muito do que eu prezava nos esportes: o mentalismo do jogo, estratégia, imprevisibilidade e a possibilidade de envolver atletas de vários biotipos, não teve jeito, me encantei.

Nessa fase, narradores como o já citado Ivan, o Silvio Santos Jr., Paulo Mancha, Romulo Mendonça, Everaldo Marques e Paulo Antunes (esses dois últimos com maior relevância) fizeram o que  fazem até hoje com maestria: cativam e explicam o jogo para todo e qualquer fã que esteja começando!! Aí os fumbles, safeties, neutral zone infractions, illegal shifts foram fazendo mais sentido a cada dia.

Naquele mesma temporada só que em 2010 assisti meu primeiro Super Bowl e por um motivo que não consigo até hoje explicar (pois até ali não tinha escolhido um time para torcer), torci para os New Orleans Saints contra o Indianapolis Colts. Como foi bacana (na época) ver aquele on side kick na volta do intervalo e a interceptação do Tracy Porter no passe do Peyton Manning (que o Everaldo eternizou como “um retorno para a história”) que decidiu o jogo para os Saints!!!

Pouco tempo depois comprei o Madden 11 e por ter assistido alguns jogos dos Colts, pesquisado algumas coisas e ouvir todos os elogios rasgados que todos que conheciam o esporte faziam ao quarterback de Indianapolis, me decidi e escolhi o Indianapolis Colts de Peyton Manning para jogar e torcer. Confesso que o fato de que o time tinha um rating quase perfeito no jogo ajudou um pouco! Também o fato de que jogando com o Manning você não precisa jogar contra ele, e isso é chato, ô bicho que faz audible.

Vi então a temporada de 2010, a eliminação para o New York Jets (por isso meu ódio contido ao Jim Caldwell), e “nas noites escuras de frio chorei” quando em 2011 as 4 cirurgias tiraram o #18 da temporada e tive que ver Curtis Painter e companhia defender os Colts!!!

Veio 2012 e com ele a transferência de Manning para os Broncos, naquele momento percebi algo que me incomodou no começo, mas vi que é bastante natural, principalmente entre os torcedores americanos: na verdade não torcia para um time, mas sim pelo seu quarterback e com sua mudança para Denver a minha mudança de foco foi natural. Naquele mesmo ano já estava planejando uma viagem para os Estados Unidos com minha (agora) esposa, em que o Futebol Americano não era o objetivo, mas vocês sabem como é, dei um jeitinho e estiquei de um lado, puxei do outro e comprei ingressos para assistir Denver Broncos x Carolina Panthers. Aluguei um carro e “percorri milhas e milhas” de Orlando até Charlotte, 16 horas entre ida e volta e diferente da música dei sim minhas cochiladinhas!!! Não só vi uma vitória dos Broncos com uma atuação de gala de Manning, mas vi como os americanos tratam o esporte, uma rivalidade sadia, foi de chorar, ainda mais porque sei que minha geração não verá algo assim no Brasil.

Em meio as frustrações de 2012 (como não lembrar do arranha-céu narrado pelo Rômulo Mendonça?!) e da derrota no Super Bowl de 2013, quando vi o auge de um ataque e de um jogador sucumbir a uma defesa monstruosa. Foi nesse momento que com mais dois amigos decidimos criar o Entre Jardas! Depois desses quase 2 anos de muuuuuita dedicação, e agora com a contribuição dos nossos colaboradores, é bem bacana ver os resultados desse projeto, que a cada dia nos traz mais alegrias.

A temporada regular de 2014 e o desempenho já diferente de outros tempos nada contribuíram para mudar minha idéia de assistir ainda que pela última vez o #18 jogar! E decidi que seria em grande estilo, e assim foi. Comprei no começo do ano ingressos para o jogo de hoje contra os Patriots. As atuações apagadas de Manning e do ataque me fizeram ver que algo acontecia (além da idade que já pesa) e quis o destino que hoje eu não assistisse um Manning x Brady, mas sim um Brock x Brady, confesso a vocês que foi meio frustrante no início, mas com o tempo consegui me consolar e ao chegar na cidade e ver como eles respiram os Broncos, não há como não se animar e não ficar ansioso (além do fato de poder ver outro mito da minha geração – depois de ver Brady, ainda quero ver Rodgers, Brees e Big Ben)!!

Passa das 8 da manhã em Denver (1 da tarde aí no Brasil). Estou teminando de escrever, vou tomar um café, e enfim partir para o Mile High. Meu caminho até lá?! “Meu caminho só meu pai pode mudar“!!

Continua….

O seleto grupo de 8 com 7

O seleto grupo de 8 com 7

O jogo do último fim de semana entre New Orleans Saints e New York Giants pela semana 8 da temporada 2015-2016 foi recheado de pontos e números que não são vistos todo dia na NFL, as equipes marcaram 101 (não é NBA, é NFL amigos) pontos e uma batalha travada por Eli Manning e Drew Brees deixou o fã de esporte ainda mais ligado no jogo.

Eli Manning lançou pela primeira vez em sua carreira 6 touchdowns num mesmo jogo, quebrando seu próprio recorde de 5, marca que atingiu na vitória contra o Philadelphia Eagles por 42 a 7 na semana 17 da temporada 2012-2013. O fã de esporte deve estar pensando: “ Ok, então me diga como foi a vitória dos Giants sobre os Saints”. Nada disso amigo, pois jogando contra um time que tem Drew Brees marcar 42 pontos lançando a bola e mais 7 ao retornar uma interceptação para touchdowns não é sinônimo de êxito (doido não?!).

O #9 não deixou por menos e lançou nada menos que SETE (seria até deselegante não escrever esse número por extenso) passes para end zone e levou o time da terra do Mardi Gras a fantásticos 49 pontos, que somados aos field goal de 50 jardas anotado no zerar do cronômetro por Kai Forbath garantiram a vitória dos Saints.

Com o feito Brees se junta a um seleto grupo de 7 jogadores que anotaram 7 touchdowns numa mesma partida, o que difere a marca de Brees das demais é justamente a performance do adversário: Não fosse o field goal de Forbath o #9 poderia integrar um outro grupo de um homem só: Os que mesmo anotando 49 pontos passando a bola não venceram a partida, já que com seus 7 companheiros a vitória veio de forma tranquila.

Ao lado de Bress estão Peyton Manning e Nick Foles (os últimos a conseguir a marca, ambos na temporada 2013-2014, por Broncos e Eagles, respectivamente), Adrian Burk (Eagles 1950-1956), Y.A Tittle (Baltimore Colts 1948-1950, San Francisco 49ers 1951-1960, New York Giants 1961-1964), Sid Luckman (Chicago Bears 1939-1950), George Blanda (Chicago Bears 1949-1958, Houston Oilers 1960-1966, Oakland Raiders 1967-1975) e Joe Kapp (Minnesota Vikings 1967-1969, Boston Patriots 1970).

Bem vindo ao clube Drew!!!

Existe uma fórmula ideal para o título do Denver Broncos?

Existe uma fórmula ideal para o título do Denver Broncos?

Até 2012 ou 2013 falar de Denver Broncos era falar de Peyton Manninng, Demaryus Thomas e companhia, enfim, era falar de ataque. E não podia ser diferente: em 2012 foram 49 touchdowns ofensivos, 37 deles saindo das mãos de Manning para 7 recebedores diferentes, que fizeram que o #18 completasse a temporada com o quarterback rating de 105.8 (dos 158.3 possíveis). Neste mesmo ano a linha ofensiva protegeu muito bem o quarterback e cedeu apenas 21 sacks e permitiu que o ataque rasgasse os campos por 1.835 jardas.

Em 2013 o ataque chegou no seu auge,  71 (isso mesmo), 71 touchdowns ofensivos e novamente o braço de Manning estava calibrado. Thomas, Erick Decker, e Wes Welker foram os principais alvos dos 55 passes que levaram a bola oval até a end zone. Novamente a linha ofensiva fez um trabalho primoroso permitindo apenas 18 sacks e abriu caminho para 1.873 jardas para o ataque terrestre. Todas as estatísticas foram superiores ao ano anterior e o ataque conduziu o time até o Super Bowl 48, mas acabou sucumbindo a excelente defesa dos Seahawks e perdeu de maneira esmagadora a grande decisão por 43-8.

A história começou a mudar em 2014: o ataque aéreo chegou a end zone 40 vezes, a precisão do #18 caiu ligeiramente e após as primeiras semanas de um desempenho ruim a linha ofensiva se reuniu para mudar o rumo da temporada e manter seus números: foram 17 sacks cedidos e a manutenção das jardas terrestres perto das 1.800.

Paralelo a isso, na mesma temporada, a defesa que era comandada por Jack Del Rio (hoje técnico do Oakland Raiders) e tinha como estrela maior o camisa #58 Von Miller, recebeu reforços de peso como o cornerback #21 Aqib Talib, o Defensive End #94 Demarcus Ware e o Safety #43 T.J Ward. A defesa conseguiu 18 interceptações, chegou 41 vezes no quarterback adversário e anotou 3 touchdowns. A torcida e a imprensa começaram a ver que os Broncos iam além do seu ataque.

O começo da temporada de 2015 e a mudança de comando com a vinda de Wade Phillips (ex-técnico do Dallas Cowboys) trouxeram maiores expectativas sobre essa defesa e mesmo com a mudança de formação de 4-3 para 3-4 grandes resultados são esperados. As vitórias contra Baltimore  e Kansas City deixaram claro a que veio essa defesa: já são 4 interceptações (1 retornada para touchdown), 3 fumbles (1 retornado para touchdown) e 7 sacks.

Por outro lado o ataque não é nem de perto o de 2 anos atrás. Até agora Denver tem apenas o último ataque aéreo da liga e é o 4º pior em jardas terrestres. Claramente Peyton já não tem a precisão e força de outrora, mas a última campanha contra os Chiefs mostraram que ele ainda consegue ser brilhante e trabalhando no West Coast Offense (ataque com passes rápidos e curtos) que sempre foi sua especialidade, o ataque pode começar a engrenar. O que realmente preocupa e precisa passar por sérias alterações é a linha ofensiva, são 4 novos jogadores na linha e o único que permaneceu foi trocado de posição, todas essas mudanças renderam números assustadores. A linha já cedeu 7 sacks, o ataque terrestre não tem funcionado e a falta de proteção à Manning tem feito ele tomar algumas decisões ruins que já resultaram em 2 interceptações.

Acredito que com esses ajustes na linha ofensiva e Manning com calma dentro do pocket o ataque irá deslanchar e conseguirá números consistentes (nunca os de 2013) e contribuirão para mais uma passagem do time para a pós temporada. E na pós-temporada uma defesa que “fala alto” conseguirá dar boas possibilidades ao time. E lembrem-se: “Grandes ataques vencem jogos, grandes defesas vencem campeonatos”

Como amante do futebol tenho a fórmula ideal para o título: A defesa de 2015 de Wade Phillips e o ataque de 2013 de Adam Gase.

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014