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Harold frustrado com situação de Kaepernick

Harold frustrado com situação de Kaepernick

A NFL é uma liga que antes de qualquer coisa visa o lucro, e neste sentido é extremamente bem sucedida. E entre algumas deliberações para que a liga continue neste rumo a disciplina é ponto alto, e casos de prisão, violência doméstica, porte ou consumo de drogas e outras atitudes que pudessem manchar a imagem da liga são severamente punidas.

Mas ano passado um fato chamou a atenção de todos e a NFL ficou de “mãos atadas” para punir, já que alguns atletas capitaneados por Colin Kaepernick resolveram se ajoelhar durante a execução do hino nacional, expressando suas opiniões. Aquela atitude não era uma “atitude de NFL“, e depois de um ano conturbado o grande idealizador destes processos está sendo punido de outra forma.

Talvez não, mas é assim que Eli Harold vê a situação. O linebacker do San Francisco 49ers divide este pensamento com outro jogador que no ele seguiu Colin Kaepernick nos protestos, Eric Reid, e como muitos acredita que o ex-companheiro de time estar sem emprego tem muito mais a ver com os protestos do ano passado que com suas performances em campo.

É frustrante para mim porque realmente acho que tem tudo a ver com o protesto que ele fez. Alguns gerentes e proprietários estão com medo de toca-lo simplesmente porque eles estão com medo de perder receita, dinheiro. Todos sabemos que ele é melhor que alguns desses caras que entraram na agência livre, mas não está em nenhuma equipe. Ele vai assinar com alguma equipe no campo de treinamento. Mas é frustrante.”

Harold contou que sempre conversa com Kaepernick e que ele participou da decisão de não se ajoelhar durante o hino este ano. Segundo ele a ideia do protesto era chamar a atenção para uma causa que acontecia e ainda acontece, porém Kaepernick está pagando o preço de assumir a responsabilidade de assuntos que deveriam ser dos governantes.

Colin Kaepernick protest

Eu respeito a decisão de Colin de me levantar e eu estou seguindo ele”, afirmou Harold. “Eu realmente sinto que o mundo deu um passo adiante ao ver o protesto, mas mostra que na NFL não demos um passo à frente porque ele ainda não está empregado. Sinto que é maior que o que ele fez, é maior do que o futebol (…) Ele é um bom quarterback. Você volta e olha os números, ele teve uma boa temporada para os jogos que jogou.”

Para terminar o jogador também falou um pouco do trabalho que ele tem com Kam Chancellor, do Seattle Seahawks em Virginia. Lá eles fazem palestras junto com policiais falando sobre os direitos civis. No ano passado Kaepernick foi um convidado de honra, porém este ano sua presença ainda não está confirmada.

Foi louco o acampamento que eu tive no ano passado com Kam Chancellor, tivemos um seminário incorporado no acampamento com a polícia local e isso foi muito antes de eu saber que Colin se ajoelharia no hino”, disse HaroldFoi um pouco louco do jeito que foi e vamos incorpora-lo novamente no acampamento. Também teremos algo como o Colin fez com ‘Know Your Rights‘ e incorporar isso lá. Sinto que se você começar em algum lugar, você deve começar em sua comunidade.”

São os atletas da NFL defendendo causas sociais e tentando mudar o mundo. Talvez não dá maneira correta na visão de muitos, mas é muito interessante ver jogadores que recém salários milionários se preocupando com suas comunidades.

 

 

 

Baldwin fala sobre a “polêmica do vestiário” do Seahawks

Baldwin fala sobre a “polêmica do vestiário” do Seahawks

Depois de grande polêmica envolvendo o vestiário do Seattle Seahawks e principalmente Richard Sherman, muitos fatos foram revelados a respeito do trabalho da equipe. Sherman e outros jogadores acreditavam que Pete Carroll dava tratamento diferenciado a Russell Wilson, causando inveja por parte deles. Já outros relatos dão conta da dificuldade de Carroll motivar os veteranos em seus discursos. Então o recebedor Doug Baldwin foi convidado por uma rádio ontem para tirar algumas dúvidas, e ele falou a respeito de Wilson e sobre o trabalho de Carroll com a equipe.

Baldwin chegou a dar uma declaração no fim de março, após Sherman ser declarado como “negociável”, dizendo que “o orgulho de Sherman lhe fez crescer e agora estava lhe levando para baixo”. Agora, o atleta falou a respeito de como o treinador trata os atletas e principalmente Russell Wilson, que segundo relatos é “protegido” pelo treinador.

“Honestamente não sei se isso acontece. Penso que Pete (Carroll) faz um trabalho fantástico ao lidar com diferentes indivíduos de forma tão boa” disse Baldwin. “Todos temos personalidades diferentes. Todos nós agimos de maneiras diferentes. E Pete faz um trabalho fantástico ao trabalhar essas personalidades. Ele fez isso comigo. Ele fez isso com Russ (Wilson), com Sherman, com Marshawn (Lynch), com todos nós. Ele faz um excelente trabalho nesse aspecto.”

Outra polêmica criada após o relato dos problemas no vestiário da equipe, é que Carroll não estava mais conseguindo motivar os atletas veteranos, grande parte da equipe. Segundo as fontes o discurso do treinador continua o mesmo dos anos anteriores e não impacta mais os jogadores que estão na equipe há alguns anos. Baldwin foi sincero e surpreendeu na resposta.

“Sinceramente,​ não (o motiva mais)”, disse Baldwin. “Ouvi isso por sete anos, então eu sei o que ele vai dizer. Mas não se perdeu. Não me entenda mal, não é que ele não tenha o mesmo impacto. Não tem o mesmo impacto sobre mim porque já ouvi.”

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Mas o recebedor fez questão de elogiar o trabalho de Carroll. Segundo ele por ser um discurso voltado aos mais jovens funciona, uma vez que os veteranos já sabem o que devem fazer. Como um “bônus” para os fãs da equipe, ele ainda contou um pouco do processo.

“Na primeira reunião que temos, ele levanta a bola e diz: ‘É tudo sobre a bola. Temos que cuidar da bola. Temos que rouba-la do ataque adversário e cuidar dela quando o tivermos a posse’. E essas coisas não mudam. Isso é provavelmente uma das coisas que eu mais amo em Pete, sua consistência quando se trata de sua filosofia. Ele não vai vacilar sobre isso. Ele tem uma base sólida sobre a maneira que ele quer o seu programa, a sua filosofia de ataque, a defesa e as equipas especiais. Pete pode ser adaptável quando se trata de personalidades diferentes, mas quando se trata de filosofia, não muda.”

Em meio a algumas polêmicas que surgiram na semana passada em relação ao relacionamento da equipe o Seattle Seahawks continua o trabalho. Sua segunda semana de treinos voluntários conta com os principais nomes da equipe, incluindo algumas novas contratações, com destaque para Eddie Lacy e os novos calouros selecionados no Draft.

Rams e Bears movimentam o mercado de quarterbacks

Rams e Bears movimentam o mercado de quarterbacks

Os treinos voluntários entraram na sua segunda semana e as equipes continuam fazendo movimentos para alinhar seu elenco, e duas equipes da NFC que foram mal na temporada passada deram uma “arrumada” na parte que garante a passagem da bola e organização de seu ataque. Porém os movimentos foram visando os quarterbacks para a segunda suplência.O Los Angeles Rams anunciou Dylan Thompson, que teve passagem pelo San Francisco 49ers e o Chicago Bears anunciaram a dispensa de Connor Shaw, que estava na equipe desde julho do ano passado. A grande coincidência é que eles jogaram juntos em South Carolina.

Shaw chegou na NFL em 2014 como agente livre não selecionado após liderar o ataque de South Carolina por três temporadas. Assinou com o Cleveland Browns como jogador do practice squad e foi ativado alguns meses depois, devido as lesões de Johnny Manziel e Brian Hoyer. Começou um jogo pela equipe e chamou muito a atenção do New Orleans Saints e do Seattle Seahawks, mas o Browns não quis liberá-lo. Depois de uma cirurgia no dedo polegar direito foi dispensado pela equipe de Cleveland.

Assinou com o Bears no início em julho do ano passado, em um episódio bem “interessante”. O New Orleans Saints iria revindica-lo no waivers, mas quando foi enviar o e-mail para o Browns, “sem querer” adicionou a lista todas as outras trinta equipes da liga. O Bears tinha prioridade na escolha de Shaw, e esperando uma proposta do Saints assinou com ele. Menos de um mês depois o jogador fraturou a perna em uma partida da pré-temporada.

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Este ano a equipe de Chicago assinou com nada menos que três quarterbacks, Mike Glennon, Mitch Trubisky e Mark Sanchez. Assim o jogador ficou sem espaço e foi liberado. Resta saber se o Saints ainda tem interesse nele.

Já o Rams anunciou o antigo reserva de Connor Shaw em South Carolina, Dylan Thompson.  A equipe que contava com apenas Jared Goff e Sean Mannion em seu elenco, assinou um contrato com o jovem que em apenas uma temporada com South Carolina alcançou grandes números, incluindo uma grande atuação na vitória do Independence Bowl de 2015.

Chegou à NFL como um agente livre não selecionado assinando com a equipe de treinos do San Francisco 49ers. Depois da contusão de Colin Kaepernick ele foi promovido para a equipe principal, ficando no banco de reservas de Blaine Gabbertt por quatro partidas. Deixou o Niners em 2016 e assinou com o Rams, onde fez parte da equipe de treinos até ser dispensado no final do ano. Agora, com o apoio do novo comando da equipe, chega para disputar a posição de reserva com Sean Mannion.

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Lacy será fundamental no ataque do Seahawks

Lacy será fundamental no ataque do Seahawks

Eddie Lacy chegou no Seattle Seahawks questionado, afinal, depois de demostrar grande talento com com o Green Bay Packers acumulou contusões e um inexplicável aumento de peso, que lhe rendeu algumas piadas dos rivais. Na temporada passada foi bem até se lesionar, mas mesmo assim a equipe de Wisconsin não fez grandes esforços para mante-lo na equipe.

Agora o atleta demostra comprometimento, e em seu primeiro “teste da balança” foi aprovado, emagrecendo quase cinco quilos desde que assinou contrato com o Seahawks. E essa é uma grande notícia para os fãs de Seattle, uma vez que Eddie Lacy será indispensável nesta temporada no jogo terrestre da equipe.

O treinador Pete Carroll declarou semana passada que a equipe vai voltar a seus melhores dias e apostar no jogo terrestre, coisa que não aconteceu ano passado, mas para isso terá que aumentar em seis corridas por jogo. De 2012 a 2015 a equipe teve uma média de 25,1 corridas por partida, e ano passado o time conseguiu apenas 19 por jogo, forçando Russell Wilson a passar.

Thomas Rawls

E a importância de Lacy é exatamente nestes números. Thomas Rawls (foto) vinha de uma temporada em que liderou a liga em jardas após o contato com a defesa adversária, mas no ano passado sofreu com lesões e acabou com 349 jardas em 109 tentativas, pior média da NFL ao lado de Todd Gurley e Doug Martin. A equipe teve que apostar no agente livre Christine Michael, que ajudou muito a equipe até Rawls voltar.

A outra aposta do jogo terrestre da equipe foi CJ Prosise, mas o jogador teve apenas seis partidas com a equipe, e para a surpresa de todos o grande destaque dele em campo foi recebendo passes. Teve 30 corridas e 172 jardas, bem menos que o que atingiu recebendo 19 passes e chegando a 208 jardas. Definitivamente não será usado como um power back.

E aí que entra Lacy é sua grande importância no ataque da equipe. O corredor é muito forte quebrando tackles e se saudável terá grande protagonismo no jogo terrestre, uma vez que liderará a equipe em snaps. E o motivo é simples, com o Packers ele teve uma média de 25 corridas por jogo durante o período de 2012 e 2015, e agora em forma ele deve chegar a uma média de 15 a 20 corridas.

Esta é a aposta do Seahawks, Lacy quebrando tackles e mantendo a equipe em campo por mais tempo. Claro que ainda é uma projeção, afinal, os treinos começaram agora e o running back precisa perder mais 5 quilos até o fim da pré-temporada. Mas Lacy está focado em recuperar seus melhores dias, e com o ataque do Seahawks funcionando como Pete Carroll projeta, ele pode ser o grande nome do ataque terrestre da equipe na temporada deste ano.

Dono do Giants explica porque Kaepernick ainda está sem emprego

Dono do Giants explica porque Kaepernick ainda está sem emprego

Desde o início da agência livre muito tem se falado de Colin Kaepernick, que ficou famoso na liga por levar o San Francisco 49ers ao Super Bowl e principalmente por se envolver em um dos protestos mais polêmicos dos últimos anos. E o co-proprietário do New York Giants em recente entrevista a uma rádio de sua cidade deixou claro o porque de Kaepernick ficar no exílio: a repercussão negativa dos fãs.

Quando Kaepenick se recusou a ficar em pé e prestar respeito ao hino nacional do país, o jogador ofendeu muitos torcedores, e John Mara explicou em poucas palavras o que a atitude do quarterback causou na época, e classificou como “emocional” a rejeição de algumas equipes em relação ao jogador. Muitas das franquias da NFL preferiram assinar com um jogador de qualidade inferior e preteriram Kaepernick, e o motivo fica claro na declaração de Mara.

“Em todos os anos que estou no campeonato, nunca recebi tantos e-mails apelativos e emocionais de fãs quanto sobre essa questão (Kaepernick se ajoelhar durante o hino)”, disse o co-proprietário do Giants“Os fãs diziam que se algum de nossos jogadores fizessem aquilo (protestar durante o hino), nunca mais iriam a um jogo dos Giants. Não foram um ou dois e-mails, foram muitos, milhares. Foi uma questão emocional que abalou muitas pessoas, mais do que qualquer outra problema que eu já tenha visto em todos estes anos que estou na liga.”

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A declaração de John Mara (foto) corrobora com os fatos. É claro que o jogador não teve uma performance muito boa nas duas últimas temporada, mas era óbvio que seu jogo era muito superior a o de alguns jogadores contratados na agência livre. Porém fica evidente que o medo das equipes era com a repercussão dos fãs com a chegada dele na equipe, o que fez que equipes que realmente precisavam de um quarterback de seu nível deixassem de lado a chance de contratá-lo para buscar outro nome.

Colin Kaepernick fez uma visita e participou de treinos com o Seattle Seahawks na última quarta-feira e segundo fontes ele tem muita chance de assinar com a equipe, uma vez que ambas as partes estão interessadas no negócio. Kaepernick tem a segunda melhor taxa de conclusão de passes para touchdowns/interceptações da NFL dos últimos 20 anos.

O reencontro de Hoyer e Shanahan

O reencontro de Hoyer e Shanahan

Uma das franquias mais observadas da NFL neste período de offseason é o San Francisco 49ers. Seja pela demissão de Chip Kelly  e o anúncio de um comentarista e ex-atleta para a gerencia geral ou pelo anúncio do melhor coordenador ofensivo da liga no ano passado como seu novo treinador principal, a equipe teve muita atenção da mídia devido a diversas nuances em seu jogo.

Além de sair de uma temporada catastrófica de apena duas vitórias e dispensar seus dois quarterbacks que dividiram a titularidade no ano passado, o Niners mostrou agressividade na agência livre, principalmente quando montou o seu ataque, contratando dois quarterbacks novos. E é um deles que está chamando a atenção nos primeiros treinos voluntários da equipe, não por ser uma surpresa, afinal, ele é um veteranos, mas por voltar reunir a sinergia que tinha com Kyle Shanahan, treinador da equipe e seu antigo coordenador ofensivo no Cleveland Browns.

Estamos falando de Bryan Hoyer, quarterback com passagens por várias equipes da NFL, incluindo o Browns. Na época ele teve a oportunidade de treinar com Shanahan e conhecer um pouco de seu jogo. Agora, reencontrando do treinador no Niners, Hoyer comemora a sabedoria adquirida em 2014, uma vez que o estilo do ataque de Shanahan é considerado complexo para os padrões da NFL.

“É muito mais fácil para mim para chamar as jogadas desta vez”, disse Hoyer“Eu me lembro da última vez que tive que trabalhar isso e o quanto é difícil. Agora quando Kyle começa a chamar uma jogada fica mais fácil para mim. Há um monte de palavras, chamar corretamente a jogada é metade do trabalho, e é algo que eu realmente não penso mais, vem naturalmente para mim.”

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Hoyer começou a trabalhar com Kyle Shanahan no início de 2014 quando o treinador chegou na equipe. Lá eles fizeram uma ótima parceria na temporada e em 13 jogos ele atingiu 3326 jardas e 12 touchdowns, incluindo um rating de 91 pontos de média nas nove primeiras partidas. Porém a “sombra” de Johnny Manziel começou a atrapalhar os dois e a temporada não acabou tão bem. O proprietário da equipe pressionava a escalação do atleta e isto culminou com a reserva de Hoyer e o pedido de demissão de Shanahan. Agora, juntos novamente, as perspectivas são as melhores possíveis.

“Para mim, felizmente, esta sendo um ótimo reencontro, mas para todos os outros este é realmente mais complicado aprender o jogo”, disse Hoyer“Mesmo para mim, sendo que esta é a minha segunda vez, ainda há coisas que eu sempre estou aprendendo sobre a ofensa. Porque Kyle está sempre mudando as chamadas, ele está tentando afetar as defesas adversárias, e isso tem a ver com quem vamos enfrentar este ano.” 

 

Sherman cumpre promessa e paga bolsa a jovem

Sherman cumpre promessa e paga bolsa a jovem

O cornerback Richard Sherman chamou a atenção neste fim de semana por uma atitude muito legal com um estudante de Virginia. Lhe pagar uma bolsa de estudos na universidade. Mas o jogador do Seattle Seahawks não está simplesmente pagando uma bolsa aleatoriamente, o jogador fez uma promessa ao jovem no ano passado: se ele tivesse as melhoras notas de seu colégio, poderia escolher a universidade que Sherman pagaria.

O primeiro encontro aconteceu no ano passado em um evento de caridade promovido pelo ex-jogador do Seahawks, Michael Robinson, em Richmond, Virginia. Sherman conheceu o estudante Hershai James, que estava caminhando para seu último ano do ensino médio. Ali Sherman fez o desafio: se ele tivesse as melhores notas da Varina High School, sua escola, ele pagaria os estudos da jovem. Hershai cumpriu sua parte e agora o atleta está cumprindo a dele.

O valor das bolsa não foi divulgado, apenas que é integral e que Sherman irá conferir pessoalmente o rendimento de seu “pupilo”. O jovem escolheu Norfolk State, e deve começar as aulas no próximo semestre. Em entrevista ao Richmond Journal o cornerback não quis falar da bolsa do jovem, mas falou a respeito da ação de caridade que seu ex-companheiro de equipe promove, na qual camisas autografadas de ex-atletas são leiloadas em prol de sua comunidade.

“Ter conhecimento é ter poder, e se você tem conhecimento, você vai ser tão poderoso quanto você sempre quis ser”, disse Sherman ao jornal. Ninguém impede ninguém de ler e educar-se, Mike está apenas tentando capacitar essas crianças para serem tudo o que elas podem ser, e nós podemos ajudar com isso com a nossa presença, com as nossas camisas autografadas, nossas palavras. Fazemos tudo o que podemos para ajudar.”

San Francisco 49ers v Seattle Seahawks

O jovem que ganhou a bolsa falou a respeito da atitude de Sherman e como o desafio do atleta a incentivou a encarar o último ano do ensino médio.

Quando meu último ano começou, eu tinha a bolsa na minha cabeça como motivação”, disse James ao jornal. O último ano é realmente estressante, afinal, estamos decidindo nosso futuro. E ter algo para olhar para a frente ajudou. É como dizer que o meu trabalho duro e dedicação foram pagos.”

Richard Sherman volta a se reunir hoje com o Seahawks para mais uma semana de treinos voluntários. O jogador foi oferecido ao mercado no ano passado após uma temporada recheada de polêmicas e problemas de relacionamento dentro do vestiário.

Quanto o Seahawks pode pagar por Kaepernick?

Quanto o Seahawks pode pagar por Kaepernick?

Como noticiamos na quarta-feira em primeira mão, o quarterback Colin Kaepernick fez sua única visita desde que chegou a agência livre e o destino foi Seattle. Segundo os relatórios a visita foi boa para ambas as partes e Kaepernick está inclinado a aceitar a proposta do Seahawks e assinar com a equipe. Mas qual seria esta proposta? Por enquanto não vazou nenhuma informação a respeito de valores, mas não deve fugir de três opções: uma média de US$ 3 milhões por um ano, o pagamento mínimo mais bônus ou um contrato longo.

A opção mais lógica tanto para o atleta quanto para o time é que seja assinado um contrato de um ano com valor entre US$ 3 milhões e US$ 4 milhões, uma vez que esta é a média salarial de jogadores reservas. O mais recente a assinar com esta média salarial foi Ryan Fitzpatrick, antes Mark Sanchez, Case Keenum e Chad Heene, e a média foi mais ou menos esta.

Kaepernick tem um valor maior que estes atletas citados acima, porém já estamos no fim de maio, o que dá vantagem para a equipe oferecer u pouco menos que o valor de contrato. Claro que teremos um grande valor de bônus e benefícios caso ele jogue na temporada regular, mas isso só irá acontecer se Russell Wilson se lesionar.

NFL: Minnesota Vikings at San Francisco 49ers

Ele também pode ser surpreendido com a oferta de um contrato de dois anos, assim o Seahawks poderia pagar um pouco mais a Kaepernick e colocar a maior parte de seu salário no teto salarial do ano que vem. Este movimento seria muito interessante para a equipe e pouco para o atleta, pois se Kaepernick se portar bem na equipe, mesmo não jogando, com certeza encontrará uma proposta melhor ano que vem, e com ela a equipe poderia lucrar na negociação.

O menos provável é que a equipe ofereça um contrato valendo o mínimo, principalmente nesta época do ano. Não tem porque Kaepernick assinar um contrato valendo US$ 980 mil sendo que ainda pode aparecer a proposta de uma equipe até agosto. Vale lembrar que muitos jogadores ainda podem se contundir, e se um quarterback titular ou reserva de uma grande franquia se lesionar ele imediatamente será lembrado.

Agora temos que aguardar a assinatura de Colin com o Seahawks, que é bem provável, mas ainda não aconteceu.

 

Onze calouros que vão mudar o destino do campeonato

Onze calouros que vão mudar o destino do campeonato

Não podemos negar que depois do Draft deste ano muita coisa na NFL vai mudar. Talvez não o campeão de cada conferência ou até os vencedores das divisões mais óbvias, mas temos alguns calouros que prometem dar um “up” em suas equipes e torná-las mais competitivas. Existem muitos bons valores que foram escolhidos no Draft 2017, mas para não ficar massante vamos falar de onze jogadores que terão papel “chave” na reconstrução de suas equipes e que podem mudar o rumo da divisão que vão atuar.

Alguns deles não são uma escolha de primeira rodada e devem ser olhados com muita atenção. Também existem equipes que fizeram um “combo” neste Draft para privilegiar sua primeira escolha e contam como fatores preponderantes para quem sabe acabar com alguma hegemonia ou derrubar um favorito. Então vamos lá:

AFC NORTE:

Myles Garrett  -  A primeira escolha geral é cotada para ser o “novo” Von Miller ou Julius Peppers, e pelo que foi visto nos primeiros treinos tem muita chance de ser mesmo. Garrett não vai  fazer o Browns vencer a divisão, mas com ele na defesa podem apostar que além da equipe não terminar 1-15 vai derrubar pelo menos duas equipes da AFC Norte em pelo menos uma das duas partidas. Não existe futebol americano sem uma defesa que pressione o quarterback e ele chega para fazer isso. Foi sem  dúvida a melhor escolha do Draft 2017.

Joe Mixon - Podem falar o que quiser dele, afinal, ele tem que ouvir de cabeça baixa e aceitar. Imperdoável o que ele fez no seu primeiro ano de College, mas se tivesse tido a oportunidade de participar do NFL Combine e sua escolha não causasse tanta repercussão negativa, arriscava ser escolhido antes de Leonard Fournette. O Cincinnati Bengals volta a ter um jogo terrestre e com os outros jogadores que vão compor o elenco tem muita chance de voltar aos playoffs. Notem que citamos Mixon mesmo com a equipe selecionado John Ross.

NFC NORTE:

Dalvin Cook (foto) - Três acusações criminais e três sentenças que lhe declararam inocente. Foi isso que fez Cook cair tanto no Draft 2017, seu passado. E o Vikings adorou, afinal, sem escolhas na primeira rodada conseguiu um jogador que promete ser o futuro da franquia no jogo terrestre. Talvez não seja um Adrian Peterson, mas foi escolhido por dois anos consecutivos para a “primeira equipe” da América, foi o MVP do Orange Bowl e ainda ganhou o Jim Brown Award.

Delano Hill, Dalvin Cook

O Vikings não teve um jogo terrestre ano passado, sobrecarregando Sam Bradford e sua linha, que acabou sofrendo muitas baixas. Agora, com ele somando forças com o veterano Latavius Murray a equipe de Minnesota muda totalmente o panorama da NFC Norte.

AFC SUL:

Leonard Fournette - Antes de falarmos do melhor running back do Draft 2017 ( no contexto geral), precisamos enaltecer a contratação de Tom Coughlin para comandar o futebol da equipe. Além de escolher um dos melhores jogadores do Draft, ele ainda conseguiu um dos melhores jogadores de linha ofensiva para bloqueios de corrida da classe, Cam Robinson. Mas voltando ao atleta que vai fazer diferença na divisão, Fournette era o sonho de qualquer equipe.

Na avaliação pré-draft ele conseguiu uma pontuação maior que Ezekiel Elliott e Adrian Peterson. Isso significa que se os três estivessem na mesma classe Fournette seria escolhido antes. Tem tudo para ser grande na NFL, mas só depende dele. Segundo Coughlin, o ataque vai ser construído em volta dele e deveremos ver – agora vai – o Jaguars disputando o título da divisão.

Corey Davis - Todos esperavam que o Titans escolhesse Jamaal Adams ou Marshon Lattimore, mas a equipe precisava de um recebedor para dar dinâmica a seu ataque. Quando Davis foi escolhido, o futuro Hall da Fama Steve Smith Jr, que comentava pela NFL Network disse: “A melhor escolha se você quer que alguém realmente pegue a bola, não corra rotas e espere o passe, mas que pegue a bola”. O bom ataque do Titans vai se tornar ótimo com ele e tem grandes chances de vencer a divisão.

NFC SUL:

Christian McCaffrey (foto) - Uma das melhores escolhas do Draft e que chegou no minicamp com uma atitude de profissional. Ele sabe que é muito veloz e bom nas rotas do jogo terrestre, mas mesmo assim treinou muito para ser uma opção recebendo a bola. E não estamos falando de passes curtos dos quais os running backs estão acostumados, mas de bolas em profundidade. Ele é muito rápido, inteligente e vai ser a grande opção de Cam Newton no ataque. Ele ajuda a colocar o Panthers como postulante da sua divisão.

OJ Howard - Uma das melhoras escolhas do Draft 2017 pela posição que saiu. Talvez por se poupar no Senior Bowl alguém tenha pensado que ele não é tudo o que falamos, mas Howard é um tight end pronto para brilhar. É um futuro Pro Bowl, principalmente jogando no esquema que consagrou Mike Evans. Com ele o Buccaneers fecha um dos melhores ataques da NFL e vai jogar para vencer a divisão.

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AFC LESTE:

Jamaal Adams - Apesar de na nossa opinião esta divisão já estar decidida, temos que citar este atleta como a segunda melhor escolha do Draft. Não falamos pela posição que foi baixa devido seu talento (6° escolha geral), mas por ele ser um futuro Pro Bowl, Caiu em uma equipe que já declarou estar em reformulação e que não disputará nada este ano, mas deve ter números expressivos mesmo jogando no Jets.

NFC LESTE:

Derek Barnett - Finalmente o Eagles terá um jovem edge que vai fazer a diferença. Quando ele foi anunciado os fãs da equipe que lotavam as dependências do Draft foram a loucura, e não é para menos. Terá um impacto imediato na equipe e desde já ficamos imaginado ele lutando contra a linha ofensiva do Cowboys. Tem tudo para ser o “calouro defensivo do ano”, e sabe por que? Fácil, 33 sacks e 53 tackles para perda de jardas em três anos de SEC.

AFC OESTE:

Mike Williams - O melhor recebedor escolhido em na primeira rodada de um Draft desde Amari Cooper, quinta escolha geral de 2015. E coincidentemente eles irão se enfrentar este ano. Não foi nenhuma surpresa ele ser escolhido no “top 10″ e jogando com Philip Rivers vai mudar de maneira absurda o jogo do Chargers, A equipe agora de Los Angeles está seguindo o mesmo caminho do Oakland Raiders e vai dificultar muito a vida dos favoritos de sua divisão. Mike Williams, Tyrell Williams e Antonio Gates por cima, e Melvin Gordon por baixo vão fazer um grande estrago nas defesas adversárias.

NFC OESTE:

Reuben Foster (foto) - Muitos dirão: “Como assim o Foster e não o Thomas… Mas o tempo dirá aos fãs do San Francisco 49ers e aos fãs do esporte em geral se estamos certos ou não. Foster era uma escolha alta que caiu por três infortúnios praticamente no mês do Draft. Primeiro declarou a cirurgia no ombro, que na verdade não é nenhuma preocupação, afinal, ele ganhou o prêmio de melhor linebacker do país jogando “contundido”. Depois veio a confusão no Combine e ele saiu de lá sem poder apresentar os exames do ombro para as equipes, e por último, testou positivo por diluir substâncias no organismo antes do teste de substâncias da liga.

NCAA Football: CFP National Championship-Alabama vs Clemson

O Niners fez um grande movimento ao subir da segunda rodada para a primeira e pega-lo na 31° escolha. Se as equipes tivessem um dia de tempo – primeiro para segundo dia de Draft – para pensar em escolher Foster teria gente dando a “alma” pela 33° escolha geral. Foster vai ser o grande nome da defesa do Niners este ano, mesmo com Solomon Thomas na equipe.

Estas são nossas apostas para “mudar” o panorama das divisões este ano. No total doze jogadores dos 253 escolhidos, e que se confirmarem as expectativas vão fazer a NFL muito mais emocionante. Busts? É provável que tenha algum. Lesionados? Sempre acontece. Mas se nada de “anormal” acontecer veremos estes jovens fazendo a diferença, e quem sabe um deles estará no Super Bowl LII, não é mesmo?

 

Nocivo: Como Sherman dividiu o vestiário do Seahawks

Nocivo: Como Sherman dividiu o vestiário do Seahawks

Em 2010 o treinador Pete Carroll e o gerente geral John Schneider começaram o novo projeto do Seattle Seahawks, e eles tinham uma fórmula simples: poucas estrelas e muitos guerreiros. E assim Carroll começou seu trabalho, com algumas escolhas altas no Draft, mas a maioria vinda de escolhas subsequentes e da agência livre. Além de formar um time formou uma família, onde todos saíram de desacreditados a estrelas. Em sete temporadas a equipe chegou por seis vezes aos playoffs, duas ao Super Bowl, conquistando o título por uma vez.

Na sua segunda temporada com a equipe, Carroll encontrou na quinta rodada do Draft um cornerback “desacreditado” pela maioria. Ele acreditou no jovem e começou a lhe dar espaço na equipe. Na sua primeira temporada em dez jogos como titular conseguiu 4 interceptações. Ali ele se tornava especial para a equipe e principalmente para o treinador, que começava a montar uma das melhores defesas da história da NFL.

Porém o tempo passou e esse jovem cresceu em números, atitudes e principalmente em arrogância. Para ele não bastava ser apenas o melhor, ele queria que todos soubessem que era o melhor, e não só os adversários, mas também qualquer companheiro de equipe – principalmente do ataque – que se destacasse em campo. É claro que estamos falando de Richard Sherman, e com fatos relatados pelo jornalista americano Seth Wickersham vamos contar porque Carroll não queria mais Sherman na equipe e o principal, porque o jogador conseguiu se torar tão nocivo no vestiário.

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Sherman saiu de sua temporada de estreia emplacando duas temporadas seguidas com nada menos que oito interceptações, sendo que na segunda ele foi eleito para o Pro Bowl. A equipe chegou ao Super Bowl contra o incrível ataque do Denver Broncos e a defesa da equipe foi a grande responsável por aquela conquista. Porém, algo não estava bem na defesa, e não era performance ou alguma briga interna, mas o descontentamento e um pouco de inveja de Russell Wilson, que saiu do Super Bowl como grande estrela do time.

Wilson virou o “xodó” do front office e era visto frequentemente nos escritórios dos “manda-chuvas” da equipe, e isso não era legal para a “temida” Legion of Boom, considerada a melhor da liga. Para Sherman e alguns integrantes da defesa o ataque da equipe não era tão relevante quanto eles, e tirando Marshawn Lynch os atletas restantes eram substituíveis. Internamente os jogadores da defesa comentavam que Wilson não era tão “negro” quanto deveria, e este pensamento ficou evidente nos primeiros treinos de 2014.

No primeiro minicamp integrado da equipe isso começou a ficar mais claro. Em um treino sem contato de ataque contra defesa a Legion of Boom decidiu mostrar quem “mandava” ali e começaram a atingir os atletas. Em um lance Sherman arrancou o capacete e a camisa do recebedor Phil Bates, instaurando a primeira de muitas brigas que aconteceram naquele dia. Normal para um treino entre campeões, muitos pensaram, mas quando Sherman interceptou Russell Wilson deu para notar que havia uma “rusga” pessoal, afinal, ele jogou a bola de volta para o quarterback e aos gritos disse: “You f**ing suck, your as* is mine”… Novamente houve uma briga e Carroll encerrou o treino.

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E ali começava a temporada que marcou a divisão ente ataque e defesa do Seahawks. Claro que existe esta rivalidade em todas as equipes, mas no fim todos torcem pelo mesmo time, não é mesmo? Talvez. A equipe foi ao Super Bowl e perdeu de uma forma inesquecível para o cornerback. Um ex-treinador da equipe disse que Sherman nunca perdoou Wilson e Carroll por aquilo, a derrota foi a maior frustração da carreira dele e isso é carregado até hoje.

Para quem não lembra, o Seahawks estava na linha de uma jardas quando faltavam apenas 36 segundos para o fim. Havia 36 segundos no relógio, era uma segunda descida, a equipe tinha mais um pedido de tempo e precisava de um touchdown para vencer, quando Pete Carroll chamou uma jogada de passe e Wilson acabou interceptado.

Começava a  verdadeira “revolta” interna de Sherman na equipe. Pouco vazou de tudo que ele falou internamente, desde tirar satisfações com Pete Carroll, críticas a Russell Wilson e declarações contra o ataque da equipe. Vale lembrar que naquela partida a defesa deixou que o Patriots completasse uma terceira descida para 14 jardas no último quarto, no drive que terminou em touchdown. Sherman fez questão de criticar publicamente a jogada.

Um dia após o jogo, Pete Carroll e Russell Wilson vieram a público e disseram que não se arrependiam do erro, que fez parte da partida e que com o passe a equipe poderia marcar o touchdown ou “poupar” seu último pedido de tempo. Ali Sherman se sentiu ofendido, pois para ele a culpa foi sim dos dois, e segundo fontes no Seahawks o atleta aguardava um pedido de desculpas de Carroll sobre a jogada, coisa que nunca aconteceu e provavelmente não vai acontecer.

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O tempo foi passando e a derrota para o Carolina Panthers foi ponto fundamental na equipe. Algo deveria mudar para que a equipe voltasse ao Super Bowl, mas antes defesa e ataque se enfrentariam novamente na pré-temporada, e um episódio foi emblemático para demonstrar qual seria o tom do ano de 2016 na equipe.

Os atletas foram para uma reunião com os treinadores e quando Sherman entrou na sala viu o calouro Germain Ifedi, da linha ofensiva sentado em uma das cadeiras. Na cultura da equipe os calouros se sentam no chão, deixando que os veteranos se sentem com mais “conforto”. Sherman chegou no jovem com toda a “humildade” que ele vem demonstrando desde sua estreia na liga e ordenou que Ifedi levantasse. O calouro não obedeceu e continuou na cadeira, até que Sherman começou a gritar para que ele se levantasse. Ifedi, com seus mais de 150 quilos e quase dois metros se levantou e jogou a cadeira do outro lado da sala como se fosse uma “bolinha de papel”. Ali ficou claro o que seria o vestiário da equipe na temporada.

O que se viu foi um Seahawks abaixo dos anos anteriores, principalmente no ataque, afinal, Russell Wilson jogou grande parte da temporada lesionado. E aí o cornerback se sentiu no direito de “cobrar” mais ainda do “protegido” e de seus comandados, culminando em uma discussão com o treinador Pete Carroll na semana 16 desta temporada, quando o mesmo fez uma chamada igual ao que levou a equipe a derrota no Super Bowl XLIX. Sherman ainda não esqueceu aquilo, não perdoou o treinador pelo que ele julga um erro. E isto está atrapalhando a equipe desde 2015.

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E é por isso que o Seahawks anunciou ele na agência livre, queria trocá-lo, o cornerback que mais interceptou adversários nos últimos cinco anos. Não é pelo que ele joga, afinal, Sherman é um futuro Hall da Fama, um dos maiores da NFL e talvez o melhor cornerback em atividade na liga. Porém parafraseando um atleta do ataque do Seahawks, “seu orgulho lhe trouxe ao topo e está lhe levando a ruína”. Ele não foi negociado, ninguém na liga quis dar ao Seahawks uma escolha de primeira rodada por ele, e isso é emblemático.

Paralelo a isso a equipe começa a apostar em novos talentos tanto para a defesa quanto para o ataque. Carroll anunciou que a equipe vai voltar a apostar no jogo terrestre, que levou o Seahawks a dois Super Bowls seguidos. E Russell Wilson continua prestigiado, o que incomoda Sherman. Não que eles sejam inimigos, pelo contrário, segundo relatos eles se ignoram e tentam coexistir em um ambiente desfavorável. Porém Wilson não critica abertamente Sherman, o que claramente não é reciproco.

Grandes jogadores são importantes, mas a equipe é o principal. Sherman voltou a treinar e segundo os relatórios ele está se dedicando nestes primeiros dias a ajudar os calouros que chegaram à equipe. Antes, participou de pelo menos três reuniões com Pete Carroll para alinhar certos termos de conduta na temporada. Se esta será sua nova postura ainda não sabemos, mas uma coisa fica clara, Sherman tem sido nocivo para o Seahawks nos últimos anos, e talvez a equipe só volte a vencer um Super Bowl quando ele não estiver mais na Legion of Boom, afinal, em um esporte coletivo união é tudo.

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Kaepernick está treinando hoje com equipe da NFL

Kaepernick está treinando hoje com equipe da NFL

Chegou a hora de Colin Kaepernick mostrar que ainda tem condições de jogar na NFL, e o dia é  hoje e o local é  o campo de treinamentos do Seattle Seahawks. Isso mesmo, como já informamos por diversas vezes aqui, o Seahawks tem interesse no atleta para ser reserva de Russell Wilson nesta temporada.

Porém não se trata de um teste privado, e sim um try out que a equipe irá promover para escolher seu reserva na temporada. Com Trevone Boykin desapontando fora de campo, a equipe admitiu que busca um veterano e já estava em contato com Robert Griffin III e com Kaepernick. Não foi divulgado se Griffin estará lá, mas o insider Ian Rapoport da NFL Network confirmou, salvo algum imprevisto, que o ex-quarterback do Niners será avaliado durante o dia de hoje, inclusive voou ontem da Costa Leste em direção a Seattle.

Além de mostrar condições de campo, Kaepernick será avaliado em sua forma física, sendo que segundo seu treinador particular – contamos aqui - ele está treinando cinco vezes por semana e está em plena forma. Na entrevista ele garantiu que se Colin fizesse algum teste seria aprovado, afinal, está em grandes condições físicas. Este treino é a primeira chance real de Kaepernick conseguir uma assinatura de contrato desde que se desligou do Niners, no fim de fevereiro.

NFL: San Diego Chargers at San Francisco 49ers

Em entrevista na segunda-feira o novo treinador do Niners, Kyle Shanahan deu entrevista explicando porque – na opinião dele – Kaepernick está encontrando dificuldades para assinar com alguma equipe (contamos aqui). Segundo Shanahan, ele tem um estilo que é difícil de se encaixar ao jogo de equipes que já tem um titular sem as mesma s características, não valendo o investimento. O Seahawks é uma das poucas equipes que as características do ataque se assemelham com Kaepernick, e as chances são grandes de uma acerto.

Última temporada?

Última temporada?

Muitos conhecem a história de Larry Fitzgerald, um dos melhores recebedores da década e futuro Hall da Fama. Porém ele está entrando para sua 14° temporada com o Arizona Cardinals, e mesmo tem ultrapassado as mil jardas na temporada passada a idade chega e com ela as incessantes perguntas de se este será o último ano do atleta em campo.

Não dá para negar que a vontade de todos os fãs que realmente amam o espore é que ele responda que tem futebol para pelo menos mais duas ou três temporadas, mas Fitzgerald está com 33 anos e ninguém quer vê-lo largando na agência livre – assim como aconteceu com alguns grandes nomes da liga – esperando um contrato de produtividade em uma franquia mediana na qual ele seria a segunda ou terceira opção.

Então para acabar com esta polêmica em torno de sua aposentadoria, o futuro Hall da Fama deu uma declaração importante na segunda-feira relativo a sua aposentadoria. Larry Fitzgerald vai fazer uma declaração oficial sobre o assunto durante esta semana e depois não falará mais sobre o assunto até o fim da temporada.

 “Todo mundo quer saber o que o futuro reserva, mas ninguém sabe realmente o que o futuro reserva”, disse Larry Fitzgerald em um jantar da Arians Family Foundtion, instituição de seu treinador. “Eu vou responder uma vez e não vou mais abordar este assunto até o fim da temporada.”

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O jogador cotou que vai tomar esta postura pois na temporada passada ele não deu uma entrevista sem que a pergunta fosse feita, tirando o foco de seu trabalho e principalmente do time. Depois de um ano sensacional do Arizona Cardinals em 2015 a equipe foi mal em 2016, e espera agora uma temporada marcante, uma vez que além da possível aposentadoria de Fitzgerald pode ser também o último ano do quarterback Carson Palmer.

O recebedor caminha à passos largos para o Hall da Fama após liderar a temporada em recepções, se tornando o terceiro maior da história. Em jardas está entre os dez da história da liga e acumula dez seleções para o Pro Bowl, além de ter marcado dois touchdowns no único Super Bowl que disputou. Em  202 jogos, a terceira escolha geral do Draft 2014 alcançou 14389 jardas em 1125 recepções e 104 touchdowns. Agora é aguardar a entrevista e torcer para que Fitzgerald anuncie que vai ficar na liga por pelo menos mais duas temporadas.

 

 

 

Ativistas irão às ruas para defender Kaepernick

Ativistas irão às ruas para defender Kaepernick

Parece que com as ações do ano passado e principalmente deste ano do quarterback Colin Kaepernick conquistaram não só mais fãs, mas parceiros de ativismo dispostos a ir às ruas pelo atleta. E isto irá acontecer na próxima quarta-feira, quando um grupo ligado a uma instituição que ajuda presos em liberdade condicional irá ao prédio da NFL em New York para protagonizar um ato a favor do ex-quarterback do San Francisco 49ers.

O que fica meio “sem explicação” é o que a liga tem a ver com o desemprego de Kaepernick, uma vez que a atitude de não contrata-lo até agora partiu das equipes e não da liga em si. Muitos, inclusive o cineasta Spike Leecontamos aqui – indicam a existência de uma “teoria conspiratória” na qual a liga e os proprietários da franquia estejam “boicotando” o quarterback devido a sua posição política.

“Ele se levantou por nós, levou nossos problemas em nossas comunidades para o nível nacional. Sacrificou seu salário e agora está sendo ‘esquecido’ pela NFL, disse Kevin Livingston, um dos responsáveis pelo movimento. “Era justo que nós agora fossemos o defender, literalmente. Quando ele veio ao meu escritório eu fiquei comovido, eu trabalho com pessoas em liberdade condicional, as pessoas geralmente querem ‘esquecer’ essa população em particular. Ele quer o melhor para todas as minorias, então eu pensei que era justo que eu defendesse ele também.”

Livingston é responsável pela instituição que Kaepernick doou cem ternos no mês passado – contamos aqui – para que os presos colocados em liberdade condicional possam fazer entrevistas de emprego com uma aparência melhor. E agora as instituições que o quarterback tem ajudado querem fazer algo para recompensa-lo. Porém o organizador deixa claro que não será um protesto, mas sim uma forma de mostrar a NFL que Kaepernick tem o apoio de muita gente, é que é uma injustiça – segundo ele – o que estão fazendo com o quarterback.

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“Não estamos protestando, isso não é algo anti-NFL, isso não vai contra a polícia”, disse Livingston. “O que estamos fazendo exatamente é mostrar solidariedade ao campeonato em nome de Colin Kaepernick. Isso não é nada planejado por ele. Mas eu tenho que dizer, Colin Kaepernick realmente mexeu  com todos quando ele fez isso para a nossa comunidade. E assim, a razão pela qual eu escolhi a sede da NFL é que a liga precisa ver que Colin está sendo apoiado, e que nós, os consumidores, não achamos que é justo a forma como ele está sendo tratado pelo campeonato.”

A “marcha” em prol do quarterback que está desempregado acontece a partir das 17 horas desta quarta são esperadas pelo menos 50 pessoas participando. Como alguns dos presos que foram ajudados já estão empregados, o organizador diz que muitos chegam para engrossar o coro em prol de Kaepernick um pouco mais tarde. Resta saber agora se esta manifestação irá ajudar ou atrapalhar o futuro do quarterback na liga.

 

Quem são os favoritos de cada conferência – Parte 2

Quem são os favoritos de cada conferência – Parte 2

Comentamos no texto anterior quem são os favoritos da Conferência Americanaleia aqui – e agora vamos falar um pouco dos favoritos da Conferência Nacional. Claro que ainda é cedo, uma vez que não dá para saber ao certo o impacto que calouros que chegaram no Draft e veteranos da agência livre terão nas equipes. Porém da para se ter uma ideia de como as equipes irão jogar e se seus elencos estão melhores ou piores que na temporada passada.

Se na AFC o favorito é o campeão New England Patriots, na NFC não da para cravar que o Atlanta Falcons é o favorito na NFC. A equipe manteve grande parte do elenco que venceu a conferência ano passado, porém perdeu o principal nome de seu ataque: Kyle Shanahan. O coordenador ofensivo que agora treina o San Francisco 49ers fará falta na equipe, e este ano será fundamental para vermos se era o elenco ou as jogadas que faziam a diferença em campo.

Dan Quinn tinha em Shanahan seu grande apoio quando o assunto era ataque, e Kyle era conhecido pela genialidade ao analisar a defesa adversária e conseguir em poucos minutos mudar o panorama de seu ataque. Sua genialidade foi tão superestimada por Quinn que faltou uma chamada do treinador em seu comandado no Super Bowl LI, e isso custou a vitória da equipe. Agora, Quinn vai ter que demostrar que o elenco pode vencer novamente a conferência mesmo sem Shanahan.

NFL: New Orleans Saints at Atlanta Falcons

E quem fez a final da NFC contra o Falcons, chega com muito mais força depois da recuperação na segunda metade da temporada passada. Mike McCarty e seus comandados saíram da zona de conforto no ano passado, e só garantiram a conquista da divisão na última partida da temporada. Muita coisa mudou na equipe, principalmente em sua defesa, que foi reforçada nas primeiras escolhas do Draft. E mesmo sem conseguir um nome forte para o ataque terrestre, com a chegada de Martellus Bennett e com toda a energia que a equipe demonstrou ano passado pode sim vencer a conferência este ano. Tudo está na mão de Aaron Rodgers e do Green Bay Packers.

O Dallas Cowboys também tem muito a provar este ano, e depois de uma eliminação difícil de aceitar no divisional round, quando perdeu nos últimos segundos para o Packers, vem com tudo para voltar a jogar um Super Bowl. Dak Prescott tem uma responsabilidade incrível este ano: manter o nível do ano passado. Segundo a história mostra, o “calouro ofensivo do ano” de 2016 deve decair um pouco em seus números, o que é normal. Seu jogo será muito mais arrojado que na temporada passada, principalmente nos primeiros jogos do ano passado, onde Jason Garrett protegeu muito o quarterback de interceptações e jogadas arriscadas.

Mas Prescott demonstra muita presença no vestiário, e como está bem entrosado com Jason Witten e Dez Bryant, não terá tanta dificuldade nos passes. Pela terra a grande linha ofensiva da equipe e principalmente Ezekiel Elliott são os grandes trunfos, e depois da equipe investir suas principais escolhas do Draft 2017 em defensores, o Cowboys surge como uma dos favoritas da NFC. O Cowboys nos proporcionará duas partidas no ano com outra equipe que surge com muita força este ano: o New York Giants.

O Giants fez uma segunda metade da temporada muito boa e chegou com muita força aos playoffs. Teve de enfrentar o Packers na congelante Winsconsin e seu jogo naquele dia não funcionou. Porém a equipe melhorou muito com duas aquisições, uma na agência livre e outra no Draft. Evan Engram e Brandon Marshall trazem a equipe azul de New York um impacto imediato no ataque, e se somarmos eles a Odell Beckham Jr, Sterling Shephard e Eli Manning, temos um dos – senão o – melhor conjunto de ataque aéreo da liga.

New York Giants v Dallas Cowboys

Falta muito ainda no ataque terrestre, que tem seu principal nome Shane Vereen, mas se surgir algum anúncio importante na equipe até o início da temporada podemos avaliar a equipe melhor ainda. LeGarrette Blount esteve muito perto de assinar com a equipe, porém preferiu a proposta do rival Philadelphia Eagles.

Não podemos deixar de citar o Seattle Seahawks, que deve – salvo alguma surpresa – novamente dominar a NFC Oeste. O Seahawks tem um ótimo trabalho feito há algum tempo por Pete Carroll e a equipe continua sob o controle do treinador. Se não sofrer com contusões como aconteceu no ano passado, tem chances de vencer a conferência. Na agência livre a equipe não se reforçou tanto, e a contratação de Eddie Lacy foi a que mais chamou a atenção. No Draft teve Malik McDowell para reforçar a defesa e o center Ethan Pocic para renovar a linha ofensiva.

Por outro lado a equipe precisa anunciar um quarterback reserva para Russell Wilson. Ano passado ele foi obrigado a jogar contundido por não ter um reserva a altura na equipe. Trevone Boykin não é exatamente um nome para ser apoio de uma equipe tão boa quanto o Seahawks, e todos aguardam o anúncio de Colin Kaepernick, que segundo rumores está flertando com o time de Seattle.

É claro que algumas equipes como Carolina Panthers, New Orleans Saints e Minnesota Vikings tiveram movimentos interessantes nesta offseason e podem chegar aos playoffs, e como no futebol americano tudo é possível também não podem ser esquecidas.

 

De repositor de supermercado ao Hall da Fama

De repositor de supermercado ao Hall da Fama

Os mais antigos conhecem esta história, mas como temos muitos fãs jovens da NFL nunca cansamos de contar esta história. Ela fala como um sonho pode se tornar realidade quando se tem talento, amor pelo que faz e principalmente fé. Não fé em alguém (no caso este personagem é cristão), mas em si mesmo. E garantimos que esta é uma grande história.

Tudo começou quando um jovem chamado Kurt começou a se interessar pelo futebol no ensino médio. Chegou tarde no esporte, mas mesmo assim conquistou a titularidade na Regis High School, onde atuou por dois anos. Ali ele – ao contrário de muitos estrelas do esporte – não impressionou tanto, e mal ranqueado conseguiu uma bolsa em North Iowa.

Como ele chegou sem muito glamour do ensino médio, sofreu para ter chances de jogar na faculdade, sendo terceiro no gráfico de profundidade da equipe até seu último ano, quando assumiu a titularidade. Jogou muito bem, mas não o suficiente para ser escolhido no Draft 1994 . Assim, Kurt começou a procurar equipes para fazer teu outra na liga, e recebeu uma chance de treinar no Green Bay Packers.

Kurt agradou pelo braço potente e pelo estilo, porém a equipe de Wisconsin contava com Brett Favre, Mark Brunell e o vencedor do Troféu Heisman Tu Detmer, e mesmo achando o jogador interessante acabaram dispensando-o no final dos treinos voluntários. Na época tanto Steve Mariucci quanto o treinador de quarterbacks, Andy Reid, disseram que gostaram muito de Kurt, mas que os outros quarterbacks estavam um nível acima.

Sem dinheiro e sem uma equipe interessada nele, coube ao jovem Kurt voltar a sua cidade natal. Sem a bolsa da faculdade ele não podia terminar seu curso, e sem emprego não conseguiria pagar seu aluguel em Iowa. Kurt voltou a Cedar Falls e lá arrumou um emprego como repositor de prateleiras em um supermercado. Sua namorada da faculdade morava lá, e mesmo ele não sendo uma estrela do futebol ela decidiu se casar com ele. Kurt trabalhava no mercado de dia e a noite treinava, pois ainda mantinha vivo o sonho de jogar na NFL. No emprego do mercado ele ganhava US$ 5,50 por hora.

Sem chances na NFL ele decidiu um ano depois arriscar na Arena Football League, afinal, precisava sustentar uma família. Depois de um bom try out assistido por diversos treinadores ele assinou um contrato com o Iowa Barnstormers, onde ele conseguiu reerguer sua carreira. Já na primeira temporada foi eleito Pro Bowl. Nós dois anos seguintes ele levou a equipe para o Arena Bowl, final da competição, e com isso se tornou mais conhecido, recebendo um convite para jogar no Chicago Bears.

Mas a história de Kurt é bem mais longa e difícil e sua caminhada está ainda no começo. Kurt havia recebido um convite de uma equipe da NFL, mas em uma viagem com a esposa uma semana antes foi picado no cotovelo por uma aranha, o que impediu que ele fizesse o teste. Continuou com sua equipe por mais um ano no Arena Bowl, até que o seu grande sonho se tornou realidade em 1998.

Kurt recebeu um convite para treinar com o St. Louis Rams, e chegou à NFL. Pelo menos ele pensou que havia chegado, pois a equipe o queria para jogar na sua franquia holandesa, o Amsterdam Admirals. Era a época em que a NFL estava tentando expandir a franquia para a Europa. De certa forma foi lá que Kurt consegui mostrar que era um jogador de NFL, afinal, como contamos ele nunca foi um destaque no ensino médio e no College. Com o Admirals liderou a liga em jardas e passes para touchdowns, conquistando um lugar no Rams.

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Kurt chegou a equipe como reserva de Trent Green, mas na pré-temporada o titular sofreu uma contusão e a chance de Kurt chegava. O ataque contava com grandes jogadores como o corredor Marshall Faulk e os recebedores Torry Holy e Isaac Bruce, e Kurt soube aproveitar isso. Logo na estreia 3 passes para touchdown, o que se repetiu nas duas partidas seguintes, no quarto jogo, contra o grande San Francisco 49ers, uma das melhores equipes da época, Kurt colocou seu nome na história dá equipe e começou a ser conhecido na liga.

O Rams não ganhava do grande time do Niners havia 17 partidas, e com Kurt comandando o ataque, foram nada menos que 3 passes para touchdown nas 3 primeiras posses da equipe. Todos ficaram atônitos com o que estava acontecendo, principalmente quando acabou o primeiro tempo com o placar de 28 a 10 e o jogador tinha sido responsável direto (passes ou corrida) por quatro touchdowns. O placar acabou 42 a 20 e só em passes para touchdown foram cinco. Um calouro undrafted que passou um ano abastecendo prateleiras, dois anos na Arena Football e mais um ano na NFL Europa levava o Rams a um inédito 4-0, e na capa da Sports Illustrated foi lançada uma pergunta: “Quem é esse cara?”

Ele é Kurt Warner, e nesta temporada além de levar seu ataque a ultrapassar os 500 pontos, chegar aos playoffs após a 10 anos e vencer dia divisão após 14 temporadas, foi eleito MVP da temporada. E não foi a única vez.

Mas o ano de 1999 não acaba ainda, pelo menos não para Kurt Warner e seu ataque, chamado de “O grandioso show do Turf”, relacionado a época maravilhosa que as corridas de cavalo passavam no país. A equipe tinha muita velocidade, e esta velocidade toda levou a Rams ao Super Bowl. O adversário era o Tennessee Titans, e em uma atuação histórica levou a equipe ao título.

Ele lançou naquela partida 414 jardas em 45 passes sem nenhuma interceptação, recordes na época. Também ficou marcado por um lance histórico, pois a dois minutos do fim e com o placar empatado deu um passe de 73 jardas para colocar a equipe na frente do placar. Bem precisamos dizer quem foi eleito o MVP da partida.

E assim Warner continuou por mais duas temporadas, levando seu ataque ao recorde de três anos consecutivos atingindo mais de 500 pontos. Também foi a primeira equipe a alcançar consecutivamente por três temporadas seis vitórias nos primeiros seis jogos. Chegou ao Super Bowl em 2001, e desta vez foi derrotado pelo New England Patriots, mas antes venceu pela segunda vez o título de MVP da temporada.

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Depois como em todas as franquias os decrescentes resultados fizeram com que o Rams apostasse em outro jovem, e Kurt Warner assinou um contrato com o New York Giants. Warner passava por uma fase difícil em seu casamento e mesmo levando a equipe à vitória em 5 das 7 partidas perdeu o emprego para Eli Manning. Deixou o Giants e assinou com o Arizona Cardinals, onde novamente voltaria a brilhar.

Demorou pouco mais de três anos, mas depois de insistentemente ser colocado na reserva do mediano Matt Leinert, o ex-repositor de mercado teve sua grande chance a levou a equipe a um inédito Super Bowl. Antes, atuações seguras contra Atlanta Falcons, Carolina Panthers e Philadelphia Eagles levaram-o aos tempos de glória na liga. Perdeu o Super Bowl por 27 a 23 para o Pittsburgh Steelers, mas ganhou um contrato muito alto.

Na temporada seguinte a equipe de Arizona chegou novamente aos playoffs, e Warner foi o grande protagonista de uma partida histórica que terminou 51 a 45 contra o Green Bay Packers, primeira equipe a tê-lo na NFL e que o dispensou. Depois de se contundir e deixar a partida contra o New Orleans Saints, Warner anunciou sua aposentadoria no início da temporada seguinte. O mais triste desta partida contra o New Orleans Saints, foi que a NFL descobriu dois anos depois que a equipe havia oferecido um prêmio para o jogador que tirasse Warner da partida, final da NFC. Além de tira-lo da partida o Saints conseguiu encerrar a carreira dele com o golpe.

Mas Warner terminou sua carreira com a cabeça erguida e hoje é um dos principais comentaristas da televisão americana. Venceu um Super Bowl, foi eleito por duas vezes o MVP da liga, é um dos únicos três quarterbacks da história a chegar ao Super Bowl por duas equipes diferentes e é por muitos considerado um dos maiores da história. Agora, em agosto receberá as honras de entrar para o Hall da Fama da NFL, em uma das histórias mais incríveis do esporte.

 

 

 

Chuvas podem alterar “casa” do Super Bowl LV

Chuvas podem alterar “casa” do Super Bowl LV

Parece que teremos uma alteração no estádio que sediará o Super Bowl LV. Segundo o Los Angeles Rams e o Los Angeles Chargers, o estádio que está sendo construído em Inglewood, Califórnia e que estava programado para ser inaugurado em 2019 vai sofrer um atraso de um ano em suas obras devido as fortes chuvas que castigaram o local no último inverno.

Segundo o anúncio das equipes as obras sofreram grande prejuízo de tempo devido as chuvas que coincidiram com o período de escavação em massa da construção. Assim os desenvolvedores perderam tempo precioso para fazer os alicerces da construção parte vital para que a obra cumprisse o cronograma. O estádio é financiado pelo dono do RamsStan Kroenke e vai custar US$ 2,6 bilhões.

Assim as duas equipes terão que adiar sua ida para a nova casa, antes prevista para 2019, e ficarão a princípio mais uma temporada nos estádios que já utilizam (Memorial ColiseumStubHub Center). Mas o que impacta mais é que o novo estádio havia sido previamente anunciado como casa do Super Bowl LV, o que pode ter que ser alterado. Tudo por uma regra da liga que impede que um estádio receba a principal partida da temporada em sua temporada de estreia.

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Porém a NFL informou que a alteração ainda não está confirmada e esta norma pode ser “quebrada”, realizando a partida no estádio, caso as obras cumpram o cronograma a partir de agora. Um precedente em relação a regra já havia sido aberto em relação a uma sede de Super Bowl na temporada 2014-2015, quando o MetLife Stadium recebeu a partida. O estádio quebra a regra relativa a temperatura mínima estipulada pela liga, mas o comissário Roger Goodell permitiu que o Super Bowl XLVIII acontecesse lá.

O novo estádio, atualmente chamado Los Angeles Stadium, terá capacidade de 70 mil lugares e incluirá um ginásio adjacente com capacidade para  6 mil pessoas para receber shows, peças e eventos, além de um hotel, espaço para escritórios, um shopping e moradias. O local faz parte do projeto da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de 2024.

 

 

Pronto para jogar

Pronto para jogar

Quando contamos das ações que Colin Kaepernick vem fazendo em New York (leia aqui), ficou a dúvida de que ele não estaria mais interessado em jogar na NFL. Engajado em ajudar aqueles que ele defendia em protestos quando ainda jogava no San Francisco 49ers, deixou uma dúvida crescente sobre seu comprometimento caso assinasse com alguma equipe. Pois bem, seu treinador Josh Hidalgo veio a público com uma notícia: Kaepernick está pronto para jogar.

Colin está treinando comigo desde janeiro, cinco dias por semana”, disse Hidalgo em entrevista“Estamos nos preparando para o futebol como se ele fosse um quarterback titular para uma equipe da NFL. Quando eu li que as pessoas não sabem se Colin quer jogar futebol me surpreendi. Este cara tem estado fazendo isso cinco horas por dia, cinco dias, todas as semanas, como se ele tivesse um emprego na NFL. Como podem pensar isso?”

A verdade é que Colin vem de duas temporadas irregulares com o San Francisco 49ers, e mesmo com o argumento de que seus protestos no hino nacional no ano passado o afastaram das equipes, é difícil imaginar que um quarterback que levou sua antiga equipe ao Super Bowl não tenha espaço na NFL. Se olharmos o elenco de alguns times veremos jogadores como os sofríveis Blaine Gabbertt e Mark Sanchez empregados. Agora, com a declaração de Pete Carroll e John Schneider de que a equipe pensa em Kaepernick em Seattle, o treinador dele quer mostrar que o atleta quer sim voltar a liga e está preparado para isso.

“Desde o começo, Colin foi claro comigo: Estas são as coisas que as equipes de NFL questionarão a princípio – meu peso, minha dieta, se vou ou não prestar referência ao hino”, contou Hidalgo“Então nós cuidamos de sua explosividade, e agora não há nada que ele não pode fazer, ele é saudável, ele é maior, ele é mais rápido do que ele era antes e está pronto. Quem tem qualquer pergunta, estamos mais do que dispostos a mostrar isso. Nós não temos nada a esconder, ele está mais que pronto para jogar como quarterback na NFL. Quando ele tiver a oportunidade, ela não será desperdiçada.”

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Além da possibilidade de assinar com o Seahawks (já adiantávamos aqui há algum tempo), Kaepernick não esta em New York apenas parra tocar seus projetos relacionado a seu ativismo, mas também para ser aconsehado por um grande amigo e que hoje é coordenador ofensivo do New York Jets. Estamos falando de John Morton, responsável pelos melhores momentos da carreira do atleta. Com Morton o jogo aéreo de Kaepernick funcionava muito bem e sua saída do Niners é considerada o principal fator para a decadência do atleta nos anos posteriores.

Morton esteve no Niners de 2011 a 2014, e em 2013 o quarterback lançou 3197 jardas aéreas, marcando 21 touchdowns e sofrendo apenas 8 interceptações. Em 2014 ele foi ainda melhor, jogando para 3369 jardas aéreas, mostrando que não é 100% verdade que ele “só corre”. O grande detalhe destes anos com Morton é que ele não ficou entre os líderes da equipe em jardas terrestres, como aconteceu após sua saída, quando seus números caíram em mais de mil jardas passadas.

Morton não tem um quarterback descente em sua equipe e se não fosse a posição política conflitante entre Kaepernick e Woody Johnson, dono do Jets e embaixador dos EUA no Reino Unido, ele já estaria na equipe verde de New York há muito tempo. Assim Hidalgo deixa claro que Kaepernick está ponto para jogar, e se alguém duvidar de sua condição física ou técnica, é só ir assistir um treino dele.

“Eu deixo o convite para qualquer equipe que tenha alguma dúvida sobre Colin: Venha vê-lo, venha para o ginásio, fale com ele, eles verão que ele está em boa forma como um quarterback, ele está pronto para liderar uma equipe.”

 

 

Cardinals anuncia quarterback

Cardinals anuncia quarterback

Depois de surpreender a todos e não escolher um quarterback nas primeiras escolhas do Draft 2017, o Arizona Cardinals anunciou a contratação do quarterback Blaine Gabbertt, que começou a temporada passada como titular do San Francisco 49ers. A equipe necessita de um apoio para Carson Palmer, que vive seus últimos anos na NFL.

Segundo o insider Adam Schefter o contrato é de apenas um ano e os valores ainda não foram divulgados. Na temporada passada Gabbertt iniciou os cinco primeiros jogos da equipe, vencendo apenas a partida de estréia. Perdeu a posição para Colin Kaepernick e desde então ficou no “limbo”. Liberado no início do ano como agente livre, agora busca mostrar serviço para ficar no elenco dá equipe do Arizona.

 

Gabbertt foi uma escolha de primeira rodada do Jacksonville Jaguars no Draft 2011 (10° geral) e depois de três temporadas foi considerado um bust. Venceu apenas 5 dos 28 jogos que iniciou com a equipe e teve 26 interceptações contra apenas 22 touchdowns.

Dallas Cowboys v San Francisco 49ers

No Niners o jogador de 27 anos foi titular 13 vezes nas duas últimas temporadas, vencendo apenas quatro deles é terminando com um rating de 68%. Chega a ser surpreendente a notícia de que ele acertou com uma equipe.

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014