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Falou demais…

Falou demais…

Ontem contamos – assim como os principais sites do mundo – a declaração que Michael Vick, quarterback com passagem por equipes da NFL deu a respeito de sua aposentadoria. Segundo o atleta ele estaria em negociação avançada com o Atlanta Falcons para encerrar sua carreira na equipe. O atleta iria seguir o mesmo caminho de vários atletas e assinar um contrato de duração de um dia, para anunciar sua aposentadoria.

Pois bem, parece que o atleta falou demais, e ontem a noite procurou a ESPN Americana, onde havia dado a declaração, para desmentir o que havia falado e escrever o seu equívoco com as palavras. Segundo Vick existe o desejo de encerrar a carreira na equipe, mas ainda não existe uma negociação.

“Bem, eu não conversei com ninguém sobre isso especificamente”, disse Vick à ESPN Americana. “É algo que eu realmente estive pensando em tentar fazer. Foi-me perguntado a questão no outro dia e eu disse que isso poderia acontecer (…) Então, sim, eu acho que no devido tempo é algo que pode acontecer.”

O atleta explicou que ele havia conversado sobre o assunto com o proprietário da equipe, Arthur Blank, quando foi convidado para assistir a última partida da temporada regular. O jogador passou seis temporadas com o Falcons, e foi o grande destaque da equipe durante este período. Porém depois de ser preso por possuir um ringue de briga de cães e condenado a 23 meses, ele foi dispensado pela equipe, e tem certa aversão de parte dos fãs da equipe da Georgia.

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“Quando falei com Arthur, conversamos sobre várias outras coisas”, disse Vick“Como eu disse, me aposentar como um Falcon é algo que pode acontecer, e eu acho que nós dois sabemos disso, e o que já foi entendido realmente não precisa ser explicado.”

A verdade é que o jogador tentou colocar uma pressão desnecessária na ex-equipe para que isso aconteça, e depois da repercussão ter sido grande o atleta foi obrigado a vir a público desmentir suas próprias palavras. Agora parece que mesmo com Vick declarando a vontade de se aposentar pela equipe, esta ação corre risco de não acontecer. Vick quer muito, mas não existe nenhuma negociação.

“Eu me aposentei e eu não procurei mais ninguém em termos de onde eu queria me aposentar ou como eu queria me aposentar. Foi uma bênção jogar aqui na cidade de Atlanta, um lugar onde eu realmente me identifiquei, onde eu acho que fiz meu legado em um período curto de tempo. Nós tivemos grandes momentos. E eu acho que é algo que eu nunca vou esquecer, e a cidade também.”

Vick anunciou sua aposentadoria em fevereiro, após defender Atlanta Falcons, Philadelphia Eagles, New York Jets e Pittsburgh Steelers.

Michael Vick vai assinar contrato de um dia

Michael Vick vai assinar contrato de um dia

Um dos quarterbacks mais emblemáticos da década passada e mais polêmico também está voltando à NFL, porém por apenas um dia. Trata-se do quarterback Michael Vick, que marcou a história do Atlanta Falcons de uma forma boa e ruim. Primeiro com suas atuações marcantes dentro de campo, depois, com a investigação e a prisão que lhe renderam 23 meses de prisão. O surpreendente Vick conseguiu um raro abono da liga para voltar e ainda teve passagem por mais três equipes, antes de ficar sem emprego na temporada passada.

O anúncio veio do atleta, e segundo ele o contrato com o Atlanta Falcons está próximo de ser assinado. A equipe escolheu ele como primeira escolha geral do Draft 2001 e seu melhor momento da carreira foi lá, quando foi eleito por três vezes para o Pro Bowl e foi o primeiro quarterback a correr para mais de mil jardas na temporada.

Vick foi um grande destaque no College, e quando correu para 4″33 no “tiro de 40 jardas” chamou a atenção de todos, inclusive do Falcons, que subiu no Draft para escolhe-lo. Vick chegou na equipe e se firmou na sua segunda temporada, sendo o grande destaque do time desde então. Porém em 2007 o grande “baque” em sua carreira.

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O quarterback sempre esteve envolvido com pessoas de “procedência” duvidosa, e no início de 2007 a polícia foi a uma de suas propriedades em busca de evidências contra seu primo, que era investigado por tráfico de drogas. Lá a descoberta surpreendente: Vick tinha um ringue de luta de cães e depois de instauração de investigação federal foi acusado de tortura de animais e promoção de apostas ilegais.

O quarterback se declarou culpado e fez um acordo para colaborar com as investigações, melhorando sua pena para “apenas” 23 meses de prisão e uma multa milionária. A NFL lhe suspendeu indefinidamente e o Falcons lhe cobrou na justiça a devolução de parte de suas garantias de contrato, cerca de US$ 20 milhões. Porém a equipe não o dispensou quando ele estava preso.

Depois de tentar uma negociação do atleta, o Falcons liberou Vick para assinar com o Philadelphia Eagles, e lá ele passou cinco anos e voltou a jogar seu melhor futebol. Chegou duas vezes aos playoffs e teve a melhor temporada como passador na carreira em 2011, ultrapassando as 3 mil jardas. Depois ainda teve duas passagens rápidas por New York Jets e Pittsburgh Steelers antes de anunciar sua aposentadoria no início deste ano.

Michael Vick

O Falcons ainda não se pronunciou oficialmente, mas segundo Vick as negociações estão avançadas. Talvez a equipe sofra alguns protestos, uma vez que o jogador ainda sofre com organizações que defendem os direitos dos animais é que acreditam que seu crime teve a pena “abrandada” por se tratar de um jogador da NFL. Em 13 temporadas, Michael Vick jogou para 22464 jardas, 133 touchdowns e 88 interceptações. Também correu para 6109 jardas e 36 touchdowns.

 

Peterson chama a atenção nos primeiros treinos

Peterson chama a atenção nos primeiros treinos

A NFL é apaixonante pela dinâmica e mudança rápida de situações dentro da liga e principalmente nos times. E uma dessas mudanças está empolgando os fãs e os próprios jogadores do New Orleans Saints, e isto tem a ver com o futuro Hall da Fama Adrian Peterson. O jogador surpreendeu a todos na sua primeira semana com a equipe e teve papel importante nos treinos atuando como titular, uma vez que Mark Ingram está lesionado. Vale lembrar que muitos cogitaram sua aposentadoria quando Peterson não encontrava uma equipe disposta a contrata-lo.

É claro que os corredores costumam demonstrar uma velocidade maior quando estão sem os equipamentos de jogo, mas o que mais impressionou a equipe e principalmente Sean Payton foi a presença do atleta em todos os treinos voluntários. Peterson não participava destes tipos de treinos no Minnesota Vikings, uma vez que ele tem seu próprio centro de treinamento em Houston. E o mais importante desta primeira semana foi o jogador mostrar mobilidade, uma vez que vem de uma lesão no joelho.

Ele pegou bem as coisas. Ele esteve aqui durante todo o programa da entressafra, ele está em boa forma e se movendo bem”, disse Sean Payton, treinador do Saints“Então é bom ser capaz de sair e fazer alguns movimentos de futebol e obter esse tempo com a equipe. Ele está muito bem.”

Mas não e só o treinador do Saints que ficou empolgado com a performance de Peterson, mas um “agora” companheiro de equipe bem conhecido dele, John Kuhn. Rival de Peterson na NFC Norte por muitos anos, o fullback ex-Packers comemora estar dividindo o vestiário com o running back, e segundo ele Peterson não aparenta estar com 32 anos.

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“Ele parece o mesmo atleta que alinhava do outro lado do campo durante todos estes anos que nos enfrentamos”, conta Kuhn.Ele parece o mesmo AP antigo, e eu estou animado para vê-lo nas mesmas cores da equipe. Estamos empolgados porque sentimos que fizemos grandes avanços no ano passado na linha ofensiva. Há muitas armas lá dentro agora e não podemos nos esquecer de Ingram, ele é um animal. Portanto, haverá em nosso ataque terrestre um monstro de três, quatro ou cinco cabeças.”

Peterson chamou a atenção principalmente recebendo passes de Drew Brees. Isso mesmo, além de trabalhar rotas terrestres o running back alinhou no esquema ofensivo nickel, e recebeu vários passes fora do backfield. O interessante é que esta vertente do atleta não era muito utilizada no Vikings, mesmo ele se saindo bem nestas formações no College. Sean Payton disse que são trabalhos básicos de início de temporada, mas pode estar surgindo mais uma vertente para o melhor ataque da liga em 2016.

“Ele fez algumas capturas hoje que pareciam muito boas. Eu acho que ele é confortável pegando a bola no espaço que trabalhamos. Ele estava no topo das proteções, da mesma forma que você esperaria Mark (Ingram)ou qualquer desses corredores”, disse Payton, que completou: “A medida que nos aproximamos da temporada, você começa a aprimorar o modo como deseja implantar estes atletas a seu jogo.”

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Ainda tem muito tempo até vermos estes atletas jogando na pré-temporada, mas sempre é bom saber que um jogador do nível de Peterson tem chance de desempenhar nnovamente um grande futebol na liga. Ainda é cedo para afirmar a mudança, mas os fãs podem ficar empolgados, pois Peterson vem para ser o primeiro jogador em décadas a passar das mil jardas corridas atuando com mais de 32 anos.

 

O gênio do Cubo Mágico

O gênio do Cubo Mágico

Todos sabem que o quarterback Ryan Fitzpatrick não faz parte da elite de sua classe na NFL, também sabem que ele mesmo não sendo um “ótimo” quarterback tem seus momentos e acumula alguns recordes nas franquias que passou. Mas o que vocês não devem saber é que o atleta agora no Tampa Bay Buccaneers é um mestre quando o assunto é “Cubo Mágico”.

Isso mesmo, aquele cubo que gira em várias direções e que tem como objetivo formar cada lado com uma cor, que é originalmente chamado de Cubo de Rubik. Fitzpatrick monta eles em um minuto, e tem mais, ainda dá aulas para crianças de segunda e terceira série ensinando como resolver o enigma. Suas classes contam com no máximo dez crianças e são gratuitas, e segundo o quarterback fazem muio sucesso.

“É apenas um passatempo que tenho e me diverte muito”, conta Fitz, “E tem muitas crianças interessadas na escola do meu filho, crianças que querem aprender. Nenhum deles consegue me vencer ainda, mas há uma garota que é muito boa, Sabrina, espero que ela não esteja praticando muito para me superar.”

Fitzpatrick é conhecido na liga por sua inteligência. Formado em economia em Harvard, o jogador chamou a atenção de todos ao acertar 48 das 50 perguntas do teste Wonderlic, que os quarterbacks passam antes do Draft. Para se ter uma ideia, a média nos últimos cinco anos entre os quarterbacks foi de 29 acertos, quase 20 a menos que Fitzpatrick.

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Ele conta que não é ele o grande mestre do “Cubo Mágico”, mas seu filho Brady (sim, ele tem um filho chamado Brady). Com apenas 10 anos e aparentemente puxando a inteligência do pai, Brady, um de seus cinco filhos consegue montar o cubo em apenas 42 segundos. O recorde de solução do enigma é de 4,73 segundos.

“Ele me deixa louco porque ele está em cerca de 42 segundos, o que lhe dá 18 segundos para me observar e rir de mim quando estou tentando terminar o meu”, disse Fitzpatrick. “Então eu ensinei a minha esposa como fazer também, e em puco tempo ela está terminando em menos de 2 minutos. Minha técnica funciona.”

Ryan Fitzpatrick saiu de uma temporada trágica com o New York Jets, onde foi mais vezes interceptado que conseguir passes para touchdown perdendo a posição de titular para dois quarterbacks diferentes. Depois de ser dispensado pelo Jets no início do ano assinou contrato com o Tampa Bay Buccaneers, onde receberá US$ 3 milhões e mais incentivos pelo contrato de um ano.

 

Onze calouros que vão mudar o destino do campeonato

Onze calouros que vão mudar o destino do campeonato

Não podemos negar que depois do Draft deste ano muita coisa na NFL vai mudar. Talvez não o campeão de cada conferência ou até os vencedores das divisões mais óbvias, mas temos alguns calouros que prometem dar um “up” em suas equipes e torná-las mais competitivas. Existem muitos bons valores que foram escolhidos no Draft 2017, mas para não ficar massante vamos falar de onze jogadores que terão papel “chave” na reconstrução de suas equipes e que podem mudar o rumo da divisão que vão atuar.

Alguns deles não são uma escolha de primeira rodada e devem ser olhados com muita atenção. Também existem equipes que fizeram um “combo” neste Draft para privilegiar sua primeira escolha e contam como fatores preponderantes para quem sabe acabar com alguma hegemonia ou derrubar um favorito. Então vamos lá:

AFC NORTE:

Myles Garrett  -  A primeira escolha geral é cotada para ser o “novo” Von Miller ou Julius Peppers, e pelo que foi visto nos primeiros treinos tem muita chance de ser mesmo. Garrett não vai  fazer o Browns vencer a divisão, mas com ele na defesa podem apostar que além da equipe não terminar 1-15 vai derrubar pelo menos duas equipes da AFC Norte em pelo menos uma das duas partidas. Não existe futebol americano sem uma defesa que pressione o quarterback e ele chega para fazer isso. Foi sem  dúvida a melhor escolha do Draft 2017.

Joe Mixon - Podem falar o que quiser dele, afinal, ele tem que ouvir de cabeça baixa e aceitar. Imperdoável o que ele fez no seu primeiro ano de College, mas se tivesse tido a oportunidade de participar do NFL Combine e sua escolha não causasse tanta repercussão negativa, arriscava ser escolhido antes de Leonard Fournette. O Cincinnati Bengals volta a ter um jogo terrestre e com os outros jogadores que vão compor o elenco tem muita chance de voltar aos playoffs. Notem que citamos Mixon mesmo com a equipe selecionado John Ross.

NFC NORTE:

Dalvin Cook (foto) - Três acusações criminais e três sentenças que lhe declararam inocente. Foi isso que fez Cook cair tanto no Draft 2017, seu passado. E o Vikings adorou, afinal, sem escolhas na primeira rodada conseguiu um jogador que promete ser o futuro da franquia no jogo terrestre. Talvez não seja um Adrian Peterson, mas foi escolhido por dois anos consecutivos para a “primeira equipe” da América, foi o MVP do Orange Bowl e ainda ganhou o Jim Brown Award.

Delano Hill, Dalvin Cook

O Vikings não teve um jogo terrestre ano passado, sobrecarregando Sam Bradford e sua linha, que acabou sofrendo muitas baixas. Agora, com ele somando forças com o veterano Latavius Murray a equipe de Minnesota muda totalmente o panorama da NFC Norte.

AFC SUL:

Leonard Fournette - Antes de falarmos do melhor running back do Draft 2017 ( no contexto geral), precisamos enaltecer a contratação de Tom Coughlin para comandar o futebol da equipe. Além de escolher um dos melhores jogadores do Draft, ele ainda conseguiu um dos melhores jogadores de linha ofensiva para bloqueios de corrida da classe, Cam Robinson. Mas voltando ao atleta que vai fazer diferença na divisão, Fournette era o sonho de qualquer equipe.

Na avaliação pré-draft ele conseguiu uma pontuação maior que Ezekiel Elliott e Adrian Peterson. Isso significa que se os três estivessem na mesma classe Fournette seria escolhido antes. Tem tudo para ser grande na NFL, mas só depende dele. Segundo Coughlin, o ataque vai ser construído em volta dele e deveremos ver – agora vai – o Jaguars disputando o título da divisão.

Corey Davis - Todos esperavam que o Titans escolhesse Jamaal Adams ou Marshon Lattimore, mas a equipe precisava de um recebedor para dar dinâmica a seu ataque. Quando Davis foi escolhido, o futuro Hall da Fama Steve Smith Jr, que comentava pela NFL Network disse: “A melhor escolha se você quer que alguém realmente pegue a bola, não corra rotas e espere o passe, mas que pegue a bola”. O bom ataque do Titans vai se tornar ótimo com ele e tem grandes chances de vencer a divisão.

NFC SUL:

Christian McCaffrey (foto) - Uma das melhores escolhas do Draft e que chegou no minicamp com uma atitude de profissional. Ele sabe que é muito veloz e bom nas rotas do jogo terrestre, mas mesmo assim treinou muito para ser uma opção recebendo a bola. E não estamos falando de passes curtos dos quais os running backs estão acostumados, mas de bolas em profundidade. Ele é muito rápido, inteligente e vai ser a grande opção de Cam Newton no ataque. Ele ajuda a colocar o Panthers como postulante da sua divisão.

OJ Howard - Uma das melhoras escolhas do Draft 2017 pela posição que saiu. Talvez por se poupar no Senior Bowl alguém tenha pensado que ele não é tudo o que falamos, mas Howard é um tight end pronto para brilhar. É um futuro Pro Bowl, principalmente jogando no esquema que consagrou Mike Evans. Com ele o Buccaneers fecha um dos melhores ataques da NFL e vai jogar para vencer a divisão.

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AFC LESTE:

Jamaal Adams - Apesar de na nossa opinião esta divisão já estar decidida, temos que citar este atleta como a segunda melhor escolha do Draft. Não falamos pela posição que foi baixa devido seu talento (6° escolha geral), mas por ele ser um futuro Pro Bowl, Caiu em uma equipe que já declarou estar em reformulação e que não disputará nada este ano, mas deve ter números expressivos mesmo jogando no Jets.

NFC LESTE:

Derek Barnett - Finalmente o Eagles terá um jovem edge que vai fazer a diferença. Quando ele foi anunciado os fãs da equipe que lotavam as dependências do Draft foram a loucura, e não é para menos. Terá um impacto imediato na equipe e desde já ficamos imaginado ele lutando contra a linha ofensiva do Cowboys. Tem tudo para ser o “calouro defensivo do ano”, e sabe por que? Fácil, 33 sacks e 53 tackles para perda de jardas em três anos de SEC.

AFC OESTE:

Mike Williams - O melhor recebedor escolhido em na primeira rodada de um Draft desde Amari Cooper, quinta escolha geral de 2015. E coincidentemente eles irão se enfrentar este ano. Não foi nenhuma surpresa ele ser escolhido no “top 10″ e jogando com Philip Rivers vai mudar de maneira absurda o jogo do Chargers, A equipe agora de Los Angeles está seguindo o mesmo caminho do Oakland Raiders e vai dificultar muito a vida dos favoritos de sua divisão. Mike Williams, Tyrell Williams e Antonio Gates por cima, e Melvin Gordon por baixo vão fazer um grande estrago nas defesas adversárias.

NFC OESTE:

Reuben Foster (foto) - Muitos dirão: “Como assim o Foster e não o Thomas… Mas o tempo dirá aos fãs do San Francisco 49ers e aos fãs do esporte em geral se estamos certos ou não. Foster era uma escolha alta que caiu por três infortúnios praticamente no mês do Draft. Primeiro declarou a cirurgia no ombro, que na verdade não é nenhuma preocupação, afinal, ele ganhou o prêmio de melhor linebacker do país jogando “contundido”. Depois veio a confusão no Combine e ele saiu de lá sem poder apresentar os exames do ombro para as equipes, e por último, testou positivo por diluir substâncias no organismo antes do teste de substâncias da liga.

NCAA Football: CFP National Championship-Alabama vs Clemson

O Niners fez um grande movimento ao subir da segunda rodada para a primeira e pega-lo na 31° escolha. Se as equipes tivessem um dia de tempo – primeiro para segundo dia de Draft – para pensar em escolher Foster teria gente dando a “alma” pela 33° escolha geral. Foster vai ser o grande nome da defesa do Niners este ano, mesmo com Solomon Thomas na equipe.

Estas são nossas apostas para “mudar” o panorama das divisões este ano. No total doze jogadores dos 253 escolhidos, e que se confirmarem as expectativas vão fazer a NFL muito mais emocionante. Busts? É provável que tenha algum. Lesionados? Sempre acontece. Mas se nada de “anormal” acontecer veremos estes jovens fazendo a diferença, e quem sabe um deles estará no Super Bowl LII, não é mesmo?

 

Bucs “mitam” em discussão online com Falcons

Bucs “mitam” em discussão online com Falcons

Sabe quando alguém te ofende com algo baixo, grosseiro, que te machuca? Pois bem, depois do Super Bowl LI se você quiser ofender um fã do Atlanta Falcons ou até mesmo jogadores e franquia é muito fácil: Use a combinação 28 – 3. É óbvio que você imediatamente vai se lembrar do que isso significa, afinal, a equipe vencia por 28 a 3 o New England Patriots no Super Bowl LI até meados do terceiro quarto, sofrendo a maior virada da história de um Super Bowl até hoje e provavelmente a que se perpetuará para sempre.

Aquilo foi muito doloroso para o Falcons e nunca vai sair da memória. Podem os fãs e atletas se questionarem a respeito daquele field goal que não foi chutado no último quarto ou algum lance capital do jogo, mas isso nunca vai trazer a partida de volta e mudar o resultado.

E isso é o “prato perfeito” para os rivais de sua divisão se aproveitarem, principalmente quando falamos do Tampa Bay Buccaneers, que guarda um sentimento “especial” pela equipe, que foi demonstrado no Twitter em uma pequena “treta” entre as equipes na rede social.

O Bucs estava lançando um assessório – ou brinquedo, como preferirem – novo no mercado e que está na moda nos Estados Unidos, o Spinner, feito com rolamentos e que fica girando incessantemente quando tocado.

E e respondendo o post, o Falcons através de sua conta resolveu ser “engraçadinho”, onde pergunta: Está nervoso com alguma coisa? Acompanhado de um gift de Desmond Trufant, cornerback da equipe. Claro, em tom de provocação.

E aí que veio a “mitada” do time de Tampa. Com uma simples foto a equipe atingiu o “calo” do rival. Utilizando apenas o cumprimento entre o cornerback Vernon Heargraves III e o quarterback Jameis Winston, deu a resposta mais “mítica” que um fã do Bucs poderia esperaracompanhada da legenda: “Nós não estamos preocupados com nada”.

A provocação está “feita”, e mesmo se não houvesse, não desabonaria os dois confrontos entre as equipes este ano. Se no ano passado o Buccaneers venceu uma das partidas, com todas as contratações e Draft deste ano as partidas contra o atual campeão da NFC serão imperdíveis.

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Quem são os favoritos de cada conferência – Parte 2

Quem são os favoritos de cada conferência – Parte 2

Comentamos no texto anterior quem são os favoritos da Conferência Americanaleia aqui – e agora vamos falar um pouco dos favoritos da Conferência Nacional. Claro que ainda é cedo, uma vez que não dá para saber ao certo o impacto que calouros que chegaram no Draft e veteranos da agência livre terão nas equipes. Porém da para se ter uma ideia de como as equipes irão jogar e se seus elencos estão melhores ou piores que na temporada passada.

Se na AFC o favorito é o campeão New England Patriots, na NFC não da para cravar que o Atlanta Falcons é o favorito na NFC. A equipe manteve grande parte do elenco que venceu a conferência ano passado, porém perdeu o principal nome de seu ataque: Kyle Shanahan. O coordenador ofensivo que agora treina o San Francisco 49ers fará falta na equipe, e este ano será fundamental para vermos se era o elenco ou as jogadas que faziam a diferença em campo.

Dan Quinn tinha em Shanahan seu grande apoio quando o assunto era ataque, e Kyle era conhecido pela genialidade ao analisar a defesa adversária e conseguir em poucos minutos mudar o panorama de seu ataque. Sua genialidade foi tão superestimada por Quinn que faltou uma chamada do treinador em seu comandado no Super Bowl LI, e isso custou a vitória da equipe. Agora, Quinn vai ter que demostrar que o elenco pode vencer novamente a conferência mesmo sem Shanahan.

NFL: New Orleans Saints at Atlanta Falcons

E quem fez a final da NFC contra o Falcons, chega com muito mais força depois da recuperação na segunda metade da temporada passada. Mike McCarty e seus comandados saíram da zona de conforto no ano passado, e só garantiram a conquista da divisão na última partida da temporada. Muita coisa mudou na equipe, principalmente em sua defesa, que foi reforçada nas primeiras escolhas do Draft. E mesmo sem conseguir um nome forte para o ataque terrestre, com a chegada de Martellus Bennett e com toda a energia que a equipe demonstrou ano passado pode sim vencer a conferência este ano. Tudo está na mão de Aaron Rodgers e do Green Bay Packers.

O Dallas Cowboys também tem muito a provar este ano, e depois de uma eliminação difícil de aceitar no divisional round, quando perdeu nos últimos segundos para o Packers, vem com tudo para voltar a jogar um Super Bowl. Dak Prescott tem uma responsabilidade incrível este ano: manter o nível do ano passado. Segundo a história mostra, o “calouro ofensivo do ano” de 2016 deve decair um pouco em seus números, o que é normal. Seu jogo será muito mais arrojado que na temporada passada, principalmente nos primeiros jogos do ano passado, onde Jason Garrett protegeu muito o quarterback de interceptações e jogadas arriscadas.

Mas Prescott demonstra muita presença no vestiário, e como está bem entrosado com Jason Witten e Dez Bryant, não terá tanta dificuldade nos passes. Pela terra a grande linha ofensiva da equipe e principalmente Ezekiel Elliott são os grandes trunfos, e depois da equipe investir suas principais escolhas do Draft 2017 em defensores, o Cowboys surge como uma dos favoritas da NFC. O Cowboys nos proporcionará duas partidas no ano com outra equipe que surge com muita força este ano: o New York Giants.

O Giants fez uma segunda metade da temporada muito boa e chegou com muita força aos playoffs. Teve de enfrentar o Packers na congelante Winsconsin e seu jogo naquele dia não funcionou. Porém a equipe melhorou muito com duas aquisições, uma na agência livre e outra no Draft. Evan Engram e Brandon Marshall trazem a equipe azul de New York um impacto imediato no ataque, e se somarmos eles a Odell Beckham Jr, Sterling Shephard e Eli Manning, temos um dos – senão o – melhor conjunto de ataque aéreo da liga.

New York Giants v Dallas Cowboys

Falta muito ainda no ataque terrestre, que tem seu principal nome Shane Vereen, mas se surgir algum anúncio importante na equipe até o início da temporada podemos avaliar a equipe melhor ainda. LeGarrette Blount esteve muito perto de assinar com a equipe, porém preferiu a proposta do rival Philadelphia Eagles.

Não podemos deixar de citar o Seattle Seahawks, que deve – salvo alguma surpresa – novamente dominar a NFC Oeste. O Seahawks tem um ótimo trabalho feito há algum tempo por Pete Carroll e a equipe continua sob o controle do treinador. Se não sofrer com contusões como aconteceu no ano passado, tem chances de vencer a conferência. Na agência livre a equipe não se reforçou tanto, e a contratação de Eddie Lacy foi a que mais chamou a atenção. No Draft teve Malik McDowell para reforçar a defesa e o center Ethan Pocic para renovar a linha ofensiva.

Por outro lado a equipe precisa anunciar um quarterback reserva para Russell Wilson. Ano passado ele foi obrigado a jogar contundido por não ter um reserva a altura na equipe. Trevone Boykin não é exatamente um nome para ser apoio de uma equipe tão boa quanto o Seahawks, e todos aguardam o anúncio de Colin Kaepernick, que segundo rumores está flertando com o time de Seattle.

É claro que algumas equipes como Carolina Panthers, New Orleans Saints e Minnesota Vikings tiveram movimentos interessantes nesta offseason e podem chegar aos playoffs, e como no futebol americano tudo é possível também não podem ser esquecidas.

 

Porque a contratação de Fitzpatrick foi boa para o Bucs

Porque a contratação de Fitzpatrick foi boa para o Bucs

Ontem anunciamos a contratação do quarterback Ryan Fitzpatrick pelo Tampa Bay Buccaneers por um ano. Ficará será o reserva do promissor Jameis Winston e ganhará US$ 3 milhões e ainda poderá receber gratificações caso cumpra algumas metas. Assim que foi noticiado muitos expressaram sua revolta, afinal, temos Colin Kaepernick desempregado.

Mas a contratação do Bucs faz sentido se analisarmos friamente. Fitzpatrick não é um jogador relativamente velho para a posição (36 anos), e também não sofre contusões há algum tempo. Para se ter ideia, Fitz só sofreu uma contusão que lhe fez perder uma partida completa em 2014, quando fraturou a tíbia. No mais, só uma luxação no polegar direito, que o tirou da partida contra o Oakland Raiders, em 2015.

Não é apenas pela saúde que Fitzpatrick surge como uma boa contratação. Se colocarmos no papel as suas duas últimas temporadas ele não vai parecer tão ruim, principalmente se compararmos alguns números dele com os de Winston. Começando pelas interceptações, Fitz tem a diferença de apenas uma interceptação, e em conclusão de passes, Fitz acertou mais que Winston.

NFL: Tennessee Titans at Tampa Bay Buccaneers

Paralelo a isso, temos os números da liga a respeito de revezamento de quarterbacks estreantes. Na última temporada, 18 das 32 equipes em algum momento tiveram um terça no lugar do titular. E não estamos contando a última semana, onde as equipes colocam os reservas para jogar. Então estatisticamente a chance de em algum momento da temporada a equipe pode ter um reserva em campo, e no seu elenco contava com Ryan Griffin, que nunca começou uma partida na liga e mesmo estando há dois anos na equipe não é visto como um substituto a altura.

Fitzpatrick tem problemas com sua pontaria, é isso é fato, mas seu diferencial é a inteligência. O experiente quarterback já jogou por sete equipes e sua adaptação ao plano de jogo é muito rápida. O Buccaneers não espera ter Fitz como titular, mas caso algo aconteça, ele será uma boa opção.

Ele conseguiu novamente!

Ele conseguiu novamente!

Depois de uma temporada catastrófica e de ameaçar se aposentar este ano, o quarterback Ryan Fitzpatrick ressurge das cinzas novamente e consegue assinar um contrato para continuar na liga. Com 36 anos e passagem por sete equipes, o “nômade” Fitzmagic assinou um contrato de um ano com o Tampa Bay Buccaneers por US$ 3  milhões. O contrato conta com bônus para incentivar o atleta, como cumprir todas as etapas de treinamento e um aproveitamento razoável caso jogue.

A equipe que perdeu seu reserva na agência livre (Mike Glennon), resolveu assinar com Fitzpatrick pensando em uma possível “fatalidade”. O titular Jameis Winston era o único em condições de começar uma partida de NFL no elenco atual da equipe, que conta com os inexperientes Ryan Griffin , Sean Renfree e calouro Sefo Liufau.

Agora, caso aconteça uma “tragédia” e Winston não possa jogar algumas partidas, eles tem um veterano que mesmo não jogando bem por algumas temporadas pode ser confiável. Vale lembrar que em uma situação similar ele assumiu a titularidade do New York Jets em 2015 e quase levou a equipe aos playoffs, lançando para quase 3903 jardas. Ele havia chegado à equipe como reserva e depois de um incidente envolvendo Geno Smith ele virou titular.

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Fitzpatrick sempre viveu de altos e baixos na sua carreira. Depois de impressionar a todos ao tirar uma nota incrível no teste Wonderlic, foi selecionado pelo St. Louis Rams na sétima rodada do Draft 2005 (250° escolha geral). Dali em diante ele rodou por sete equipes, tendo seus melhores momentos no Buffalo Bills, no Houston Texans e no New York Jets.

Porém Fitz nunca foi bom nos treinos, perdendo por várias vezes a posição lá. Um marca de sua instabilidade na carreira são partidas sensacionais intercaladas com jogos medíocres. No Bengals ele foi o primeiro quarterback da NFL a jogar cinco drives seguidos para touchdown. Já no Texans ele foi o recordista de touchdowns em uma única partida, com seis.

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No Jets, seu último clube, a situação foi um pouco diferente. Após um ano maravilhoso em que lançou para 31 touchdowns, segunda melhor marca da franquia, Fitzpatrick se valorizou muito mesmo não chegando aos playoffs, e depois de uma “novela” para renovar com a equipe, ele teve uma temporada “trágica”, perdendo a posição de titular para dois quarterbacks diferentes. Em 11 jogos como titular ele lançou para apenas 11 touchdowns e 17 interceptações, sendo dispensado no início do ano.

 

 

 

Jogador do Bucs e motorista do “Uber”, a vida de Bernard Reedy:

Jogador do Bucs e motorista do “Uber”, a vida de Bernard Reedy:

A NFL é uma das ligas mais recheadas de histórias de superação e “pautas” incríveis. Já contamos do atleta que morou por dois meses com a esposa no carro (leia aqui), do atleta que depois de duas cirurgias no coração chegou à NFL - leia aqui – e do jogador da seleção americana de futebol que recebeu a chance de treinar com o Patriots (leia aqui). Mas a história de hoje não é sobre a “vitimização” de um jogador perante as dificuldades, mas da luta para manter o sonho de jogar na NFL.

Na verdade Bernard Reedy já jogou na NFL. Não na temporada regular, mas esteve por duas semanas dentro dos 53 relacionados do Tampa Bay Buccaneers na temporada passada. Também já fez parte do Practice Squad do Atlanta Falcons por duas temporadas, e agora tem um contrato para participar dos treinos do Bucs

Lá a concorrência é duríssima, afinal, Reedy é wide receiver, mas ele não desanima, e para lutar contra a dificuldade financeira tem um segundo emprego, no Care Ride, o “Uber” para cadeirantes. Parece até uma jogada de marketing, não é mesmo? Um atleta de NFL, relacionado com estrelas como Mike Evans e Jameis Winston precisar de um emprego que paga 11 dólares a hora e que não lhe dá garantias caso as corridas não apareçam. Mas não é, pois assim como em qualquer esporte a NFL tem poucos que ganham muito e uma maioria que ganha pouco, às vezes 8 mil dólares por uma temporada inteira de trabalho.

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Reedy saiu do College com 195 recepções para 2743 jardas e 23 touchdowns, um número interessante para quem veio de Toledo, porém não foi escolhido por ninguém no Draft 2014 e conseguiu seu primeiro emprego na liga no Falcons. Ali ele começa a ver futuro, pois mesmo não relacionado entre os 53 disponíveis para as partidas recebeu pouco mais de US$ 100 mil por uma temporada inteira.

Porém Reedy tem família, e depois que as economias acabaram a esperança era de continuar no Falcons, coisa que não aconteceu, e depois de ser dispensado na após os treinos voluntários de 2015 e receber apenas US$ 6 mil dólares, ou ele desistia do sonho ou arrumava um emprego para conciliar com seus treinamentos individuais e continuava perseguindo seu sonho.

“O dinheiro de minhas economias só durou um  tempo. Então eu tive que sair e conseguir um emprego para que eu pudesse continuar a viver”, conta Reedy“Você tem que ter algo para recorrer nestes momentos, e se você não trabalha, não tem mais renda, então as coisas começam a ficar difíceis.”

E o emprego que Reedy encontrou foi o Care Ride, um serviço de motorista por aplicativo especializado em atender cadeirantes. Este emprego foi seu “ganha pão” durante todo o ano de 2015, trabalhando oito horas diárias em seis dias por semana. Segundo ele nenhum passageiro gostava de ouvir as notícias de esporte, então ele começou a clocar em estações de rádio evangélicas para que sua fé em voltar a jogar permanecesse viva.

NFL: APR 27  Buccaneers Mini Camp

E não foi fácil. Com dificuldades financeiras, mesmo trabalhando, ele teve que volar para sua cidade natal e morar na antiga casa dos pais, afinal, o dinheiro não dava para pagar aluguel. E foi em Saint Petesburg, cidade vizinha a Tampa que as coisas começaram a mudar para ele. Ali ele conseguiu participar de um try out da equipe e assinou um contrato para a equipe para a pré-temporada. Estava indo muito bem, agradando Dirk KoetterMike Smith.

Porém uma lesão no joelho culminou no seu corte, e com apenas 10 mil dólares de salário pelo período de 5 meses de treino, mesmo em recuperação teve que voltar a dirigir sua van branca. Reedy não desanimou, e inspirado nas histórias de superação de seus clientes cadeirantes ele voltou a treinar, até que dezembro do ano passado, depois de recuperado do joelho, não só reassinou com o Bucs, mas foi relacionado no elenco principal nas últimas duas partidas da temporada, lhe garantindo um salário de US$ 83 mil.

Agora ele está nos treinos voluntários e três dias por semana transportando clientes, pois sabe que nada é garantido para um jogador como ele na NFL. Ele ode receber até U$S 553 mil nesta temporada (se passar a temporada inteira dentro dos 53 atletas do elenco principal), pode receber pouco mais de US$ 100 mil caso fique no Practice Squad, ou pode ganhar apenas US$ 6 mil, como aconteceu por duas vezes com ele . Desanimar? Nunca, afinal, sua inspiração são seus clientes, que passaram ou passam por situações muito mais difíceis.

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“Você pode pensar que está sacrificando muito até ouvir a história de outra pessoa”, disse Reedy“E quando você pega as mesmas pessoas toda semana, você se apega a elas, e ouve histórias que lhe fazem querer acordar cada dia mais cedo parra vencer. Eles (passageiros) sabem que o meu outro trabalho (NFL) é como um sonho se tornado realidade, então o que eu mais ouço é que não devo desistir e sempre correr atrás, enquanto ainda tenho pernas.”

 

 

Brees: “Eu nunca contaria para minha esposa”

Brees: “Eu nunca contaria para minha esposa”

Uma entrevista dada no dia de hoje pelo quarterback Drew Brees chamou a atenção da mídia americana, afinal, o assunto principal foi a polêmica criada após a esposa de Tom Brady, Gisele Bundchen, dizer que o marido teve uma concussão não relatada no ano passado. Bress entre outras coisas disse que “nunca contaria para sua esposa” caso tivesse sofrido uma concussão, pois segundo ele não gostaria de preocupa-la com coisas relacionadas a seu trabalho . Também falou a respeito da experiência que teve ao sofrer sua única concussão na carreira e sobre os atletas que não relatam os sintomas.

Depois de responder a respeito da questão que envolve Tom Brady e negar que contaria a sua esposa caso houvesse sofrido uma concussão, Drew Brees entrou no assunto que ele considera complicado, uma vez nem todos os atletas relatam ou mesmo sabem se sofreram uma. Para ele além do desconhecimento dos sintomas é complicado dentro da NFL alguém “abandonar” sua equipe durante uma partida, afinal, a competição e muito grande em campo.

 “É difícil mudar a mentalidade dos caras”, disse Brees. “Quando você está no calor do momento, no calor da batalha, e é um atleta competitivo, você não quer sair de campo e não vai comunicar isso a ninguém. É por isso que os protocolos de concussão estão lá. Você tem os consultores neurológicos independentes, os instrutores e os árbitros, e todos eles precisam ficar de olho nos jogadores.”

Para sintetizar melhor seu raciocínio, o quarterback do Saints contou a história da única vez que ele teve uma concussão relatada pela liga. Brees ainda defendia o San Diego Chargers, e mesmo sendo em 2004 e os procedimentos da liga não sendo tão rígidos quanto hoje em dia, ele se negou a relatar o ocorrido e foi retirado de campo por um de seus treinadores.

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“Eu sabia que algo não estava certo. Eu sabia que não estava normal”, conta Brees“Mas eu não saí do jogo, quer dizer, eu fiquei no jogo o máximo que pude até que finalmente um treinador me puxou de lado e disse: ‘Estou vendo o que está acontecendo. Você não vai mais jogar.”

Se de um lado a liga tenta manter os casos sob controle para evitar as milionárias indenizações que de tempos em tempos são cobradas, de outro estão os jogadores querendo permanecer em campo para ajudar sua equipe e garantir seu emprego, afinal, os protocolos de concussão dependendo da gravidade duram até cinco semanas. Talvez com os programas realizados hoje em dia para que os jovens aprendam a melhor forma de proteger suas cabeças mudem algo no futuro, mas o futebol americano é um esporte de impacto, e isso nunca mudará, assim como as concussões no esporte.

As chances de Jamaal e Peterson prosperarem este ano

As chances de Jamaal e Peterson prosperarem este ano

Dois running backs que em um futuro próximo estarão no Hall da Fama da NFL tem uma missão muito difícil nesta temporada: mostrar que ainda podem jogar em alto nível. E  missão fica ainda mais difícil por tudo o que eles já fizeram na liga durante o tempo que estão jogando, e após lesões que os tiraram da temporada passada tem em outras franquias a chance – quem sabe a última – de brilhar na NFL.

Adrian Peterson é ainda um dos grandes da NFL. Mesmo perdendo a temporada passada com uma lesão e tendo 32 anos ainda é tido em alta conta. Não é a toa que ele chegou com status de grande reforço no ataque do New Orleans Saints, e mesmo dividindo o trabalho com Mark Ingram a expectativa é de que ele alcance pelo menos 800 jardas nesta temporada.

É pouco para o MVP da temporada 2012, que chegou a correr para 296 jardas em um único jogo. Mas depois de sua última lesão e do corte do Minnesota Vikings até a aposentadoria de Peterson foi especulada, e se ele não houvesse assinado um contrato antes do Draft 2017 poderíamos estar falando do “desemprego” dele.

As chances de Peterson (foto) prosperar com o ataque do Saints são juto boas, desde que ele ainda demonstre o poder de ganhar jardas após a chegada da marcação. Em seus dez anos de NFL ele foi incrível correndo com a bola e quebrando tackles, mas parece que esta será a função de Mark Ingram. Assim Peterson estará em campo para jogadas de redzone e conversões mais curtas, no qual ele é bom não só correndo, mas também recebendo passes curtos.

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O Saints arrumou sua linha ofensiva, e após do Draft ela ficará um pouco mais jovem, podendo assim reagir as boas defesas de sua divisão, principalmente a do Falcons e a do Panthers, que promete muito nesta temporada. Se as rotas forem bem protegidas teremos sim a volta por cima de um dos maores ícones da NFL esta década, e por que não a chance de vê-lo novamente os playoffs.

Já o caminho de Jamaal Charles é um pouco mais complicado e não será fácil para ele voltar as manchetes no Denver Broncos. Ao contrário de Peterson ele foi dispensado pelo Chiefs por não conseguir desempenhar seu papel por duas temporadas, e não para livrar espaço no teto salarial. Jamaal sofreu graves lesões nos dois joelhos na sua carreira, e depois de se recuperar da primeira cirurgia – em 2011 – e ter um desempenho incrível nas temporadas seguintes, não teve a mesma felicidade no ano passado.

O corpo médico do Broncos fez todas as avaliações nos dois joelhos de Jamaal, uma vez que ele passou por artroscopia em ambos no ano passado. Segundo a equipe ele está bem, e o melhor, com vontade de voltar a ser grande. Mas sabes que só vontade na NFL não basta (vide Arian Foster ano passado), e se ele não tiver muitas oportunidades na equipe pode desanimar.

NFL: Chicago Bears at Kansas City Chiefs

Os treinos em conjunto serão o grande parâmetro para a comissão técnica saber como usar Jamaal, afinal, terá seu principal corredor voltando de uma cirurgia (CJ Anderson), e muito da performance dos dois fará com que Vance Joseph estipule como utilizará os jogadores. A linha ofensiva da equipe também foi reforçada, e como o Broncos não deve ter um grande ataque aéreo este ano, as chances de Jamaal estar em campo são grandes. Porém o sucesso depende única e exclusivamente de seus joelhos.

Dois jogadores que marcaram época na NFL, foram ao Pro Bowl por diversas vezes e considerados os melhores da liga e agora passando da casa dos trinta anos buscam dar a volta por cima na liga. Não será fácil, mas ainda é possível, e se tratando de Jamaal Charles e Adrian Peterson nada é impossível.

 

Chegou a hora de voltar aos playoffs

Chegou a hora de voltar aos playoffs

É difícil imaginar um fã que acompanha a NFL há mais de oito temporadas e ainda não viu sua equipe nos playoffs, não é mesmo? Mas existe. E alguns fãs estão esperando mais que isso para ver sua equipe na pós temporada novamente. Os fãs do Buffalo Bills que acompanharam a equipe dominar a AFC entre o fim da década de 80 e o início da década de 90 não vê sua equipe nos playoffs há 17 anos. Já os fãs do Los Angeles Rams, que tiveram a oportunidade de ver o maravilhoso ataque comandado por Kurt Warner e chamado de “Greatest Shown on Turf”, não acompanha sua equipe na pós-temporada há 12 anos, e o dos Cleveland Browns há 14.

Mas não são destas equipes que estamos falando, afinal, a chance delas chegarem aos playoffs este ano são mínimas. Mas temos duas equipes que vem em uma grande evolução e há pelo menos 8 temporadas não chegam aos playoffs, e pelo que podemos ver tem grandes chances de chegar a pós-temporada este ano: Tampa Bay Buccaneers e Tennessee Titans.

O curioso e que há dois anos estas duas equipes do Sul chagaram ao Draft com as piores campanhas da NFL, um da AFC e outro da NFC. Mais curioso ainda é que no mesmo Draft – 2015 – elas escolheram dois quarterbacks que haviam vencido o Troféu Heisman, e depois de um ano de preparação as equipes fizeram ótimas temporadas no ano passado e hoje estão cotadas para chegar aos playoffs.

O Buccaneers saiu de uma temporada com apenas duas vitórias em 2014 e para alcançar nove na temporada passada, perdendo a divisão para o campeão da NFC. Mas quem pensava que a equipe havia chegado até seu ápice com esta campanha se enganou, e agora a equipe vem com um dos melhores ataques da liga.

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A equipe que já contava com Jameis Winston e Mike Evans, contratou o wide receiver DeSean Jackson, que junto com Evans e Adam Humphries se torna um dos trios mais poderosos da liga. Quer mais?  A equipe selecionou um do melhores tight ends dos últimos danos do College, OJ Howard, que vai se juntar a Cameron Brate para dividir os trabalhos. Para fechar este ataque a equipe conta com a volta de Doug Martin.

Na defesa a equipe reforçou sua linha secundária que já contava com os excelentes Vernon Hargraves III e Brent Grimes, agora também recebeu o reforço de Abdul-Quddus e do recém selecionado Justin Evans. A equipe tem tudo para chegar aos playoffs após nove temporadas.

Já o Tennessee Titans se destacou pela defesa ano passado, porém sofreu com a linha ofensiva e principalmente com a falta de recebedores para Marcus Mariota. A equipe saiu de duas temporadas que somou no total cinco vitórias, e na última ficou muito próxima dos playoffs, ao vencer por nove vezes.

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Escolheu Corey Davis, Taywan Taylor e Jonnu Smith para se juntarem a Delanie WalkerTajae Sharpe e Richard Matthews como alvos da equipe, além de três jogadores de linha ofensiva para reforçar a proteção de Mariota. O estilo do jogo foca muito nas corridas de DeMarco Murray, grande destaque da equipe no ano passado, além claro de Marcus Mariota, que somou 350 jardas e dois touchdowns correndo no ano passado. Some-se isso a seu principal rival na divisão não ter um quarterback definido para esta temporada e a equipe de Nashville surge como favorita de sua divisão, chegando aos playoffs após 8 temporadas.

 

Bills anuncia novo gerente geral

Bills anuncia novo gerente geral

Depois de demitir seu gerente geral um dia após o Draft 2017 (contamos aqui), o Buffalo Bills anunciou o nome de seu novo executivo de futebol. Trata-se de um nome conhecido, que com uma passagem de 18 anos pelo Carolina Panthers chega para tentar levar a equipe novamente a tempos de sucesso, que ficaram para trás junto com Jim Kelly e a fantástica equipe que dominou a AFC no fim da década de oitenta.

Brandon Beane é um profissional sério e não gosta muito de se expor, ao contrário de Doug Whaley que sistematicamente aparecia a nas entrevistas pós-jogo. Seu trabalho na primeira temporada como gerente do Panthers culminou com a chegada ao Super Bowl. Uma temporada antes a equipe havia vencido apenas cinco vezes, e é este tipo de recuperação que os proprietários da equipe querem. Antes Beane trabalhou como executivo de futebol por oito anos, além de mais oito anos em outras funções, conhecendo muito das posições do front office de uma equipe.

“Durante nossa busca por um novo gerente geral, Brandon se destacou para Kim (Pegula) e eu, ele encarna o tipo de líder e tipo de pessoa que queremos em nossa organização”, disse o proprietário Terry Pegula em um comunicado. Brandon tem se destacado em uma variedade de papéis quando trabalhou com o Panthersque tem competido consistentemente em um alto nível nesta liga. Admiramos seu vasto conhecimento e experiência nas operações de futebol e esta aptidão dele será inestimável para o nosso clube crescer em desempenho.”

CARvsTEN 2016 Preseason

Além disso, outro fator que contou muito na sua contratação foi ele ter um excelente relacionamento com o novo treinador do BillsSean McDermott, com quem trabalhou por seis temporadas no Panthers. Assim a equipe pode ter certeza de que terá alinhados gerência e comando da equipe, fator imprescindível para um time ter sucesso na liga, relação que não existia entre Doug Whaley e Rex Ryan.

Agora a equipe tem dois grandes valores que podem – assim como fizeram na Carolina do Norte – levar a equipe a uma evolução gradativa e duradoura. O primeiro passo é “limpar” o elenco de veteranos que há muito não jogam, para depois investir em jovens talentos. Não será uma tarefa fácil e muito menos rápida, então agora a equipe precisa contar com a paciência dos intempestivos irmãos Pegula, proprietários da franquia.

Saints perde destaque do ataque por contusão

Saints perde destaque do ataque por contusão

Nem bem começou a temporada e já temos a primeira lesão de um jogador importante declarada. E a notícia não é boa para os fãs do New Orleans Saints, que ainda não sabe dizer por quento temo não poderá contar com um dos seus destaques da linha ofensiva, o center Max Unger.

Na equipe desde 2015, o jogador sentiu novamente uma contusão no pé direito, que já havia lhe tirado da última partida da temporada passada. A equipe ainda não forneceu detalhes da lesão e muito menos o tempo de recuperação, mas existem rumores de que ele pode perder o início da temporada.

Unger é um dos melhores jogadores do ataque da equipe, e sua falta será sentida nos treinos, uma vez que seria muito importante seu entrosamento com Adrian Peterson, novo running back da equipe. Além disso a equipe acaba de trazer dois novos jogadores para a linha – Larry Walford e o calouro Ryan Ramczyk e todos sabemos que o center é peça fundamental no entrosamento. Agora a equipe deve começar os treinos com Senio Kelemete.

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O atleta começou sua carreira no Seattle Seahawks na temporada 2009, e se destacou muito com a equipe, sendo eleito por duas vezes ao Pro Bowl, além de vencer o Super Bowl XLVIII. Chegou como um agente livre em 2015 e em pouco tempo se tornou o destaque da linha ofensiva da equipe. na temporada passada ele assinou uma extensão de três anos por US$ 7 milhões.

 

McCaffrey deixa treinador e imprensa empolgados em primeiro treino

McCaffrey deixa treinador e imprensa empolgados em primeiro treino

Muios dirão que é muito cedo, que ele pode se tornar um bust e principalmente, que subiu muito rápido no Draft 2017, mas segundo todos os veículos de comunicação que acompanharam o primeiro treinos dos calouros do Carolina Panthers, Christian McCaffrey é um baita jogador.

Ele entrou em campo com uma garoa fina, frio e muito vento, e mesmo assim a oitava escolha geral do draft deste ano “voava” em campo, fazendo com que os outros atletas pareciam estar em câmera lenta. Mesmo sem estar equipado, que segundo o próprio atleta disse que não faz muita diferença, ele deixou todos boquiabertos, e o melhor, não foi só por sua velocidade.

E um dos mais empolgados – mesmo tentando não demonstrar – era Ron Rivera, treinador da equipe. Segundo Rivera o atleta além de rápido é muito inteligente e segundo seus auxiliares ele tenta absorver ao máximo tudo que é passado na sala de reuniões, coisa que impressiona qualquer treinador.

A equipe precisava muito de um jogador veloz para os passes de Cam Newton, principalmente após perder Ted Ginn Jr para o rival de divisão New Orleans Saints. Porém McCaffrey deve ser utilizado mais vezes que Ginn Jr nas partidas e em diferentes frentes. Ele é um running back, então o jogador deve fazer parte do jogo terrestre, além claro de receber passes curtos. Porém, segundo o próprio McCaffrey deixou escapar na entrevista, ele deve ser buscado em passes de profundidade, utilizando assim sua velocidade contra a linha secundária adversária.

“Este foi um grande dia de aprendizado. Uma vez que você aprende, guarde o conhecimento”, disse McCaffrey. “Estou ansioso para treinar com Cam (Newton). “Isso vai ser incrível, não vejo a hora de correr para receber seus passes. É para isso que treino tanto, por momentos como esse”.

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Uma de suas corridas: http://espn.go.com/video/clip?id=19317885&t=00m07s

Rivera tentou “economizar” nos elogios, afinal, foi apenas o primeiro treino, Porém deixou escapar que estava impressionado com o primeiro dia de McCaffrey. Agora ele quer utilizar a velocidade dele para dar a equipe o que perdeu na última temporada: velocidade.

“Os dois primeiros que recrutamos foram jogadores explosivos”, disse o treinador Ron Rivera, sobre McCaffreyCurtis Samuel“Estes rapazes têm a capacidade de levar a bola a uma grande distância muito rápido. Eles jogam mais com as pernas que com as mãos. Gosto disso.”

McCaffrey parece r sido bem treinado por seu pai, Ed McCafrey, que jogou na NFL por 13 anos e depois de passar por New York Giants, venceu o Super Bowl uma vez pelo San Francisco 49ers e duas vezes pelo Denver Broncos. Ele era wide receiver, e talvez daí venha a facilidade de seu filho, que é running back em receber passes com tanta confiança. E é isso que mais impressiona em Christian McCaffrey, a confiança e a maturidade mesmo chegando tão jovem a NFL.

“Quando você vem fazer o trabalho em campo, certifique-se de que não irá fazer nenhuma pergunta, apenas atuar”, disse McCaffrey sobre seu treino tão elogiado. “As perguntas devem ser feitas na sala de reuniões, assim você vai para o campo exclusivamente pensando em ser rápido.”

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E o jovem terminou sua entrevista dizendo:

“Ainda existem algumas regras sobre com quem eu posso me comunicar, especialmente com os jogadores. Assim agora eu espero o contato com os veteranos para ver o que aprendo e posso aplicar para ser ainda mais rápido”.

*Com relatos de David Newton, da ESPN Americana.

Depois de morar no carro, defensor chega a NFL

Depois de morar no carro, defensor chega a NFL

O mais legal do Draft é conhecer a história por trás de cada atleta selecionado. Alguns vivem como estrelas desde o ensino médio, chegam ao College com toda a fama possível e sem dificuldades são escolhidos na primeira rodada. Mas a maioria não tem esta sorte, e um atleta em especial teve que passar dois meses vivendo em sua caminhonete com a esposa antes de ser escolhido na sétima rodada pelo Tampa Bay Buccaneers. Agora, com contrato assinado e novamente tendo um teto, Stevie Tu’ikolovatu conta como superou o momento difícil para chegar a liga.

Ao contrário de outros atletas, Tu’ikolovatu encarou o infortúnio da melhor maneira possível. Sua história começa na metade de 2016, quando ele defendia a universidade de Utah. Lá a linha defensiva estava abarrotada de jogadores e ele tinha muito pouco tempo em campo, e se realmente quisesse ser um profissional teria que se mudar. A oportunidade apareceu na USC, porém um problema com seus documentos atrasou em dois meses seu registro pela universidade, e como é proibido pelas normas da NCAA que uma universidade dê algo para um atleta sem que ele esteja registrado, Tu’ikolovatu e sua esposa ficaram sem ter onde morar.

Ali estavam eles, na Califórnia e sem teto. Seu único refúgio era sua caminhonete Chevrolet Suburban 2004, e mesmo sabendo que seria muito difícil a “estadia” dentro do carro, resolveram arriscar pelo sonho de chegar a NFL.

Stevie arrumou um trabalho de segurança enquanto morávamos em nosso carro, apenas um trabalho secundário”, disse Kalo, esposa do defensive tackle“Ele também trabalhou limpando quintais com alguns amigos (…) Eu passava meus dias no centro de emprego, mas depois fiz trabalhos secundários distribuindo folhetos para eventos da igreja.”

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Mas o mais difícil era quando chegava a noite e principalmente a alimentação. Sem ter onde cozinhar e com  dinheiro contado, eles eram obrigados a comer em refeitórios comunitários ou fast foods mais baratos. Para dormir ele começou a buscar locais mais seguros, onde o policiamento era mais ativo. O carro, que foi uma “doação” de seu pai era seu único bem (e teto), e não podia de forma alguma ser roubado.

Cidades como Malibu e Santa Mônica eram as escolhidas, apesar de contar que por diversas vezes ele vagava por Los Angeles e se sentia abençoado por pelo menos ter a caminhonete. Na cidade são aproximadamente 2 mil pessoas que dormem nas calçadas diariamente, uma das maiores do país. Durante todo este tempo ele continuava treinando com a USC, porém sem o registro na NCAA eles não podiam utilizar os dormitórios do campus.

E foi aí que Tu’ikolovatu e sua esposa começaram a olhar de uma maneira diferente para toda sua adversidade, e vivendo em um carro nas estradas que podiam leva-los as praias mais bonitas da costa oeste dos Estados Unidos, começaram a encarar o infortúnio como uma aventura. Seus jantares se tornaram churrascos a beira-mar. Os banhos começaram a ser feitos nas duchas das praias e posts cada vez mais animados começaram a surgir nas redes sociais.

“Estávamos basicamente fazendo turnês pelo sul da Califórnia e foi provavelmente o momento mais divertido que tivemos desde que chegamos aqui, e isto contribuiu para o sucesso que tivemos”, conta Tu’ikolovatu. “Nós começamos a ir a cidades que nós nunca estivemos antes. Conhecemos todas as praias. Conferimos cada atração turística aqui em LA, então isso foi divertido. Fomos a Tijuana, foi nossa primeira vez no México.”

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Mesmo morando em um carro com  um jogador de mais de 150 quilos, sua esposa Kalo também se divertiu com a “aventura”, e disse que seu lugar preferido era o Imperial Beach, em San Diego. Inclusive conta que torceu para que ele fosse escolhido por uma equipe da Califórnia.

Porém a maior aventura deles começou no sábado passado, quando foi anunciado como escolha de sétima rodada do Tampa Bay Buccaneers. Agora, do outro lado, na costa leste, o jogador vive seu grande sonho já neste fim de semana quando acontece o minicamp para calouros. A sua história na NFL acabou de começar e como uma escolha de sétima rodada terá que se esforçar muito para conquistar seu lugar na equipe. Mas se o sonho era chegar a liga ele já foi realizado, muito graças ao Chevrolet Suburban de seu pai, que lhe deu “teto” e principalmente “esperança” de que o melhor ainda iria acontecer. E para a felicidade de todos, aconteceu.

Running back sofre acidente de carro

Running back sofre acidente de carro

A temporada não começou bem para um dos atletas mais questionados do Tampa Bay Buccaneers. Após levar uma suspensão de quatro jogos por abuso de substâncias proibidas e ter seu futuro incerto no Bucs, o running back Doug Martin sofreu um acidente de carro no início da tarde de hoje. Martin estava indo para o treino, e apesar de sofrer cortes nos braços e contusões leves, foi levado para a clínica da equipe e não para o hospital.

Martin estava a bordo de sua BMW quando foi acertado por uma van da marca Kia em sua lateral e arremessado para cima de um carro estacionado. Este carro por sua vez também foi arremessado, se cocando com a faixada de uma clínica odontológica. Segundo testemunhas a van não deu sinalização, estando “errada” e sendo a culpada pelo acidente. Tanto o veículo de Martin quanto os outro s dois envolvidos ficaram bem danificados, tendo que ser removidos por guinchos.

A testemunha que estava na clínica diz ter ouvido um forte estrondo acompanhado de outro mais forte, além claro da batida em sua parede. Ali ela ligou imediatamente para o serviço de emergência e levou água e alguns band-aids para as vítimas. Segundo testemunhas os acidentes naquela rotatória são frequentes.

Tem sido um ano difícil para Doug Martin, que apesar de demonstrar muita qualidade em suas temporadas com a equipe não sabe se será utilizado este ano. Eleito duas vezes para o Pro Bowl, a última em 2015, Martin foi não jogou a última partida da temporada passada depois de ser encaminhado para uma clínica de reabilitação para tratar seu vício em Adderall, derivado da anfetamina.

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Ele voltou no início do ano, porém esta suspenso das quatro primeiras partidas do ano. Mesmo assim a equipe se mostrou empolgada vendo ele se apresentar e trabalhar forte nos treinos voluntários. Segundo o gerente geral Jason Licht ele está com uma mentalidade diferente dos anos anteriores e a equipe espera contar com ele.

Doug Martin foi encaminhado para sua casa após receber tratamento nas dependências da equipe e deve ficar de fora dos treinos de amanhã, voltando na segunda-feira. Além de ser eleito duas vezes para o Pro Bowl, Martin correu para mais de 1400 jardas por duas temporadas (2012 e 2015), sofrendo com contusões nas temporadas de 2013, 2014 e 2016, onde jogou apenas nove partidas para 421 jardas e 3 touchdowns.

 

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014