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Como conter o hype de “Broadway Sam”?

Como conter o hype de “Broadway Sam”?

Brock oficial

Um velho ditado diz que “para quem não tem nada, pouco é muito” e isso se encaixa perfeitamente com a atual situação de Sam Darnold.  Não que o jovem quarterback seja pouco, afinal, já cansamos de falar aqui que ele é o melhor quarterback da classe. Mas ele jogou apenas uma partida e ainda é cedo para o “hype” que a imprensa de New York vem dando ao atleta.

Tudo passa pela cidade – considerada a capital do mundo – e principalmente pela carência que o New York Jets tinha na posição desde Joe Namath. A equipe não tem um quarterback realmente bom desde Brett Favre, que chegou em 2008 e conduziu a equipe a 8 vitórias antes de se lesionar. Mark Sanchez foi bem, mas entrou no “hype” da imprensa, sendo mais visto nos bares badalados de New York que treinando. Enfim, o Jets, seus fãs e a imprensa veem em Darnold o grande nome da franquia pelos próximos 10 anos.

Mas este exagero da imprensa para com Darnold não é novidade. Não precisamos ir muito longe para perceber que em New York as manchetes são mais importantes que os fatos. Com Sanchez era até normal o “Sanchize Maniac”, uma vez que em sua primeira temporada venceu as três primeiras partidas e em dois anos venceu quatro jogos de playoff.

No entanto, quando Geno Smith venceu sua primeira partida na franquia o New York Daily News estampou: “Nasce uma estrela”. Veio a primeira temporada e mais interceptações que passes para touchdown, deixando a “estrela” largada  e sendo dispensada anos depois.

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Com Darnold foi parecido. Na terça-feira, após a vitória esmagadora frente ao Detroit Lions o New York Post colocou o atleta na contracapa com o título: “Insanity”. Já o Daily News, um pouco mais exagerado publicou uma foto da clássica edição da Sport Illustrated que tinha Namath na capa, alterando o rosto para o de Darnold. A manchete: “Broadway Sam”.

Bowles agora precisa baixar este “hype” e não deixar que o jovem quarterback se iluda, afinal, jogou contra um time sem bons pass rushers e com uma defesa fraca. Enfrentar o Miami Dolphins  no domingo é uma tarefa bem mais ingrata, e talvez esta expectativa criada não seja cumprida imediatamente. Bowles fez questão de deixar claro que todo este “hype” criado pela imprensa não chegou a ele.

“Foi apenas um jogo. Para sentar aqui e dizer se ele é ótimo ou se ele é um lixo é muito cedo para isso. Ele jogou apenas um jogo. Ele tem ainda muitos anos para se construir como atleta profissional”, disse Bowles na coletiva de ontem. “Nós ganhamos um jogo, então eu não posso dizer a vocês se ele é nosso franchise quarterback,  depois de mais 100 jogos eu vou poder responder, mas agora é um pouco cedo.”

Darnold foi o quarterback mais jovem da história desde 1970 a começar uma partida pela NFL (20 anos e 97 dias), então é claro que existe a preocupação dele se iludir com os elogios. Porém, o próprio atleta desconsidera isso, uma vez que veio da USC, um dos programas mais populares do College e foi titular por dois anos lá, além claro, de desde sua aparição no Rose Bowl 2017 ser diretamente cotado como escolha de primeira rodada do Draft.

“Só por ser da USC já estava acostumado com alguma atenção”, disse ele. “Eu sei que o meu último ano na USC foi meio agitado, você sabe, com as conversas sobre o Heisman e o Draft. Estou muito acostumado com isso, mas agora é diferente porque é na NFL. Estou tranquilo, vou continuar sendo eu mesmo. Tenho sido assim minha carreira inteira e não me vejo mudando tão cedo.”

Com sensacionalismo ou não, Sam Darnold mostrou muita qualidade e liderança na partida de segunda. Após sofrer uma pick six em seu primeiro snap como profissional, o calouro guiou sua equipe para uma vitória espetacular, com destaque para um ótimo passe de 41 jardas para touchdown (foram dois na partida). Ele ainda precisa amadurecer, mas com certeza a Gang Green deve estar muito empolgada em finalmente vislumbrar um quarterback franchise com muito talento.

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Big Ben e Nate Peterman decepcionam na estreia

Big Ben e Nate Peterman decepcionam na estreia

Brock oficial

Dois quarterbacks que vivem situações completamente diferentes foram os grandes destaques negativos das partidas que começaram às 14 horas: Ben Roethlisberger e Nate Peternman. Um já está muito próximo da aposentadoria e é um contender para o Hall da Fama. O outro está começando sua caminhada na NFL, mas após uma estreia desastrosa no ano passado, novamente não deu sorte como titular de seu time.

Peterman e a derrota por 47 a 3: 

O placar elástico que o Buffalo Bills sofreu do Baltimore Ravens  não pode ser totalmente creditado ao quarterback, porém em grande parte ele ajudou, principalmente na ineficiência do ataque. O Bills não conseguiu nenhuma primeira descida no primeiro tempo inteiro. Em sua única chance de pontuar, após um fumble recuperado pela defesa, a equipe perdeu cinco jardas com um sack em Peterman e consequentemente a chance do field goal.

Peterman foi interceptado duas vezes, a primeira em um passe completamente fora da rota de seu recebedor sobrando limpa na mão do defensor adversário. A segunda foi até na rota certa, mas em uma péssima escolha, que acabou em um retorno até a linha de uma jarda do ataque do Ravens, posteriormente resultando em um touchdown.

Em três quartos atuando pelo Bills (Josh Allen entrou no final do terceiro período), ele completou apenas 5 dos 18 passes para miseras 24 jardas, somando um rating negativo e “entregando” a titularidade para Allen já na próxima partida.

NFL: Buffalo Bills at Baltimore Ravens

Big Ben soma 335 jardas e ainda sai como vilão: 

Ben Roethlisberger pode sim ser responsabilizado pelo empate da equipe – que poderia ter sido uma derrota – contra o Cleveland Browns, na tarde de hoje. Mesmo passando para o touchdown de Antonio Brown e lançando para 335 jardas, o quarterback do Pittsburgh Steelers foi interceptado por três vezes no primeiro tempo, além de sofrer dois fumbles, um deles quando a equipe estava próxima de marcar o field goal da vitória.

Big Ben foi interceptado pela primeira vez no primeiro quarto, mas no drive seguinte a equipe conseguiu um touchdown com James Conner, grande destaque da partida ao lado do defensor de Cleveland, Myles Garrett. Porém no drive seguinte veio nova interceptação, que mesmo não sendo aproveitada pelo Browns (punt) foi sucedida pela terceira. Isso mesmo, a sequência foi interceptação, touchdown, interceptação e interceptação.

O Browns reagiu após sua defesa forçar mais dois turnoevers, um em cima de Conner e outro com um fumble após sack em Big Ben. O adversário empatou o jogo e só não virou no último quarto graças a Cameron Sutton, que interceptou Tyrod Taylor em seu campo.

Na prorrogação, Roethlisberger ainda conseguiu colocar sua equipe na posição de 42 jardas para field goal, mas Chris Boswell errou. O Steelers parou o ataque do Browns e ainda teve o que seria a posse de bola da vitória, mas novamente Roethlisberger sofreu fumble, desta vez deixando o adversário com chances de marcar o field goal da vitória. Para a sorte do Steelers o field goal foi bloqueado por TJ Watt, sacramentando o empate.

Não foi um dia bom para Big Ben, que tem a chance de se recuperar em casa frente o Kansas City Chiefs. Já para Peterman deve ter sido sua última chance como titular da equipe, uma vez que a torcida do Bills fará pressão para ter o calouro Josh Allen como seu titular na semana 2.

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TEST3

 

 

Nova campanha da Nike traz prejuízo bilionário

Nova campanha da Nike traz prejuízo bilionário

Traktor EJ (2)

Quando Colin Kaepernick se negou a acompanhar o hino nacional americano em pé em uma partida da pré-temporada de 2016, ele queria chamar a atenção para as injustiças raciais dentro do seu país. E depois de declarar que “só voltaria a acompanhar o hino em pé quando a bandeira americana voltasse a representar a todos”, uma crise sem precedentes começava a ser criada.

Diversos atletas negros se uniram aos protestos, acompanhando o hino de joelhos e criando problemas entre a NFL e os donos de franquia, que não sabiam como agir. Ao final daquela temporada, muitos atletas que participaram dos protestos tiveram dificuldades em encontrar novas equipes, inclusive Kaepernick. Que até hoje está sem equipe, mesmo sendo muito superior a atletas empregados.

Servindo de combustível para a campanha do atual presidente americano, que abomina estes protestos, Kaepernick hoje processa a NFL por conluio, nada menos que uma “conspiração” para que nenhuma equipe o contratasse. O assunto havia “esfriado” até ontem, quando a Nike, empresa patrocinadora esportiva da liga lançou sua nova campanha com Kaepernick como a grande estrela.

“Acredite em algo. Mesmo que isso signifique sacrificar tudo.”

A campanha, segundo Gino Fisanotti, vice-presidente de marca da Nike para a América do Norte, quer alcançar uma nova geração de atletas com seu antigo slogan “Just do It”, que está voltando. Segundo Fisanotti, Kaepernick é uma grande bandeira do esporte, não só em campo quanto fora dele. 

“Acreditamos que Colin é um dos atletas mais inspiradores desta geração, que alavancou o poder do esporte para ajudar a levar o mundo adiante”, explicou Fisanotti. 

A campanha arriscada chamou a atenção por colocar em evidência um atleta que processa uma das suas maiores parceiras comerciais no mundo. As jerseys e produtos da NFL – apesar de chegar em escassez ao Brasil – movimentam centenas de milhões de dólares por ano à marca, que  é a patrocinadora esportiva oficial da liga. 

Porém, o que a marca não esperava é que a campanha em apenas um dia lhe rendesse um prejuízo bilionário! Assim como existem simpatizantes, também existem pessoas que não concordam com Kaepernick, acreditando que sua postura foi desrespeitosa. Logo após o anúncio a tag #NikeBoycott “viralizou” no Twitter, com os mais extremistas incentivando as pessoas a queimar seus tênis.

Com queda de 2,6% na Bolsa americana durante esta manhã, segundo a Rede CBS o prejuízo da marca já chega a U$ 3 bilhões apenas no dia de hoje. Como é uma ação para jovens é de se esperar que a Nike – corajosa em sua campanha – mantenha pelo menos por um mês, segundo analistas americanos antes de tirá-la de evidência. Mais uma vez Kaepernick “causando discórdia” nas redes sociais e chamando a atenção para sua causa.

 

MKC

 

Confirmados os últimos três quarterbacks titulares para a semana 1

Confirmados os últimos três quarterbacks titulares para a semana 1

MKC

Depois de muito esperar temos finalmente definidos os três últimos quarterbacks que serão titulares na semana 1. O antepenúltimo a anunciar foi o atual campeão Philadelphia Eagles, que confirmou no último sábado Nick Foles, o MVP do Super Bowl LII como titular.

Este anúncio demonstra que o movimento de segurar Foles perante diversas propostas de negociação foi o mais acertado por parte da equipe da Philadelphia. Foles pode não ter ido bem na pré-temporada, mas ele comandou muito bem a equipe os playoffs do ano passado. Além disso, com Foles como titular a equipe pode dar mais tempo para a “nebulosa” recuperação de Carson Wentz, que era esperado para jogar na estreia.

O segundo anúncio foi na manhã de hoje (03) e surpreendeu alguns insiders, que cravavam Josh Allen como titular na estreia do Buffalo Bills no campeonato. Sem poder contar com AJ McCarron, que fraturou a clavícula na pré-temporada, Nathan Peterman será o titular da equipe. Na última partida o calouro Allen sofreu muito contra a defesa do Cincinnati Bengals e talvez pela demora em tomar algumas decisões tenha ficado para trás por enquanto.

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Fechando a lista dos 32 quarterbacks titulares, a terceira escolha geral do Draft 2018, Sam Darnold. O mais talentoso da classe terá sua oportunidade de liderar o New York Jets durante este ano. Estava claro que Josh McCown não seria o titular, recebendo um contrato de U$ 10 milhões como uma espécie de agradecimento pela temporada passada. Além disso, quando o Jets trocou Teddy Bridgewater com o New Orleans Saints a titularidade de Darnold ficou ainda mais clara.

Agora temos os 32 quarterbacks que iniciarão a temporada a partir de quinta-feira: 

AFC Leste:  Nathan Peterman (Buffalo Bills), Ryan Tannehill (Miami Dolphins), Tom Brady (New England Patriots) e Sam Darnold (New York Jets).

AFC Oeste: Case Keenum (Denver Broncos), Patrick Mahomes (Kansas City Chiefs), Phillip Rivers (Los Angeles Chargers) e Derek Carr (Oakland Raiders).

AFC Norte: Joe Flacco (Baltimore Ravens), Andy Dalton (Cincinnati Bengals), Tyrod Taylor (Cleveland Browns) e Ben Roethlisberger (Pittsburgh Steelers).

AFC Sul: Deshaun Watson (Houston Texans), Andrew Luck (Indianapolis Colts), Blake Bortles (Jacksonville Jaguars) e Marcus Mariota (Tennessee Titans).

NFC Leste: Dak Prescott (Dallas Cowboys), Eli Manning (New York Giants), Nick Foles (Philadelphia Eagles) e Alex Smith (Washington Redskins).

NFC Oeste: Sam Bradford (Arizona Cardinals), Jared Goff (Los Angeles Rams), Jimmy Garoppolo (San Francisco 49ers) e Russell Wilson (Seattle Seahawks).

NFC Norte: Mitchell Trubisky (Chicago Bears), Matthew Stafford (Detroit Lions), Aaron Rodgers (Green Bay Packers) e Kirk Cousins (Minnesota Vikings).

NFC Sul: Matt Ryan (Atlanta Falcons), Cam Newton (Carolina Panthers), Drew Brees (New Orleans Saints) e Ryan Fitzpatrick (Tampa Bay Buccaneers).

Traktor EJ (2)

Cirurgião de Bridgewater: “Parecia um ferimento de guerra”

Cirurgião de Bridgewater: “Parecia um ferimento de guerra”

Traktor EJ (2)

Teddy Bridgewater vem sendo o grade assunto da NFL nesta pré-temporada. Depois de ficar quase dois anos sem jogar e de ter sua carreira praticamente encerrada por diversos médicos e especialistas, o quarterback ex-Minnesota Vikings e agora no New York Jets está demostrando em campo que todos estavam errados a respeito do seu retorno.

E se existe uma pessoa que pode falar se a volta de Teddy é realmente algo inacreditável, este alguém é o Doutor Dan Cooper, que atende a equipe do Dallas Cowboys e foi indicado por Bill Parcels a Bridgewater para que fizesse a reconstrução de seu joelho. Sim, reconstrução, porque segundo o cirurgião o estado do joelho do quarterback impressionava negativamente.

“Foi uma lesão terrivelmente grotesca”, disse Cooper. “Seu joelho estava mutilado. Eu fiz a incisão na pele e levei um susto, não havia mais nada lá. Parecia uma ferida de guerra, com tudo comprometido.”

Sem título

O Dr. Cooper relatou que para a sorte do quarterback nenhum nervo ou veia sanguínea foi afetado diretamente, o que evitou a amputação. Porém foram necessárias duas cirurgias para reparar o joelho do atleta, incluindo a reconstrução total de seus ligamentos. Para o médico ver Bridgewater em campo na última semana chegou a ser “surreal”.

“Esta é certamente a pior luxação de joelho que eu já vi sem ter lesionado um nervo ou vaso. É uma lesão que cerca de 20% dos atletas que sofrem são capazes de voltar a atuar. É uma lesão horrível. Você rasgou tudo em seu joelho, que está pendurado apenas por um ligamento”, disse Cooper. “Esta cirurgia foi um teste intestinal, eu vi isso quebrar as pessoas. A maioria das pessoas não tem ideia do esforço que esse garoto teve que ter para voltar a jogar.” 

Segundo o treinador Tedd Bowles, Teddy Bridgewater está disputando a posição de titular juntamente com Josh McCown e Sam Darnold, porém o gerente geral da equipe declarou em recente entrevista – contamos aqui - que o Jets está aberto a propostas por ele.

 

Rodgers volta a falar sobre a polêmica renovação

Rodgers volta a falar sobre a polêmica renovação

No início dos treinamentos veio a tona um assunto delicado e que interfere no futuro da NFL. O contrato de Aaron Rodgers se encerra em 2019 e seus agentes já estavam começando a negociar uma extensão com o novo front office do Green Bay Packers. Caso não exista acordo Rodgers se torna agente livre em 2020.

Rodgers renovou pela última vez com a equipe em 2013, com um contrato de U$ 110 milhões, mas de lá para cá muita coisa mudou, principalmente em relação aos salários na NFL. Seus agentes trabalham com alguns formatos de negociação junto ao Packers e alguns modelos, sendo um deles inédito na liga chama a atenção.

Uma das ideias é que Rodgers poderia fechar um contrato em que ele recebesse percentual do teto salarial da equipe. Isso mesmo, a ideia é que Rodgers receba entre 18% e 20% do salary cap por ano, com seu reajuste anual sendo feito pela NFL, ou seja, todo ano. No ano passado, por exemplo o teto foi de U$ 167 milhões, já esse ano subiu para U$ 177,2 milhões.

Neste modelo se Rodgers recebesse 20% do teto da equipe, ele teria um reajuste de U$ 2 milhões de uma temporada para outra, aumentando consecutivamente de acordo com o tempo de contrato que ele assinar. Nesta crescente, se ele assinasse um contrato de 5 anos, poderia chegar ao seu quinto ano ganhando U$ 10 milhões a mais que em seu primeiro ano. Vai prejudicar o time deixar 20% de seu teto “morto” para pagar Rodgers? Sim, mas estamos falando de Aaron Rodgers, um dos melhores quarterbacks da liga e futuro Hall da Fama.

Hail Mary Football

A outra forma especulada é mais tradicional, como aconteceu com Kirk Cousins, que assinou um contrato de U$ 84 milhões por 3 anos com todo o valor garantido. Se isso acontecer é especulado que Rodgers peça ao menos U$ 35 milhões por ano, já que o quarterback e seus agentes deixaram claro que ele será o maior salário da NFL.

Ainda é cogitada o pagamento via participação nos lucros brutos da equipe, uma vez que em seu último balanço financeiro o Packers acusou um lucro muito alto. Rodgers é a “cara” da equipe de Winsconsin e também é ventilada a hipótese dele receber – além de um asalário – participação nos lucros da equipe.

Na tarde de ontem o quarterback falou a respeito com a imprensa, deixando claro que não quer prejudicar a equipe. O assunto é delicado, uma vez que com Rodgers o Packers é com certeza um favorito sempre, porém sem dinheiro para bancar salários de outros atletas o nível da equipe pode decair.

“Eu não estou tentando prejudicá-los”, disse Rodgers“Isso é uma parceria. A melhor maneira de isso funcionar é estarmos juntos nisso. Se você perguntar a equipe sobre o último contrato que fizemos, e se você me perguntar, os dois lados vão falar que estão felizes. Eles me pagaram muito dinheiro e nunca tiveram um ano de salário maior. Estamos lado a lado buscando o melhor para ambos.”

A NFL está inflacionando muito e o novo contrato de Rodgers pode trazer uma inovação para os métodos de pagar na liga. Agora resta aguardar para sabermos como será o novo contrato de Aaron Rodgers com o Green Bay Packers e principalmente, como isso vai afetar os novos contratos da NFL.

Os melhores quarterbacks de cada divisão

Os melhores quarterbacks de cada divisão

Traktor EJ (2)

Tem muita gente nova começando a acompanhar a NFL e é sempre bom ressaltar quem é o melhor quarterback de cada equipe. Hoje temos alguns titulares contestados, alguns times que ainda não definiram seus titulares e muitos que já tem seu quarterback estabelecido. E se compararmos os melhores de cada divisão? Fica mais interessante, não é mesmo?

Então vamos falar a respeito dos melhores quarterbacks das oito divisões da NFL. É claro que uma lista sempre gera discussão, então para algumas divisões daremos a “menção honrosa”  para quem estiver próximo do nível do escolhido. Vamos lá:

AFC Leste: Tom Brady.

Super Bowl LI - New England Patriots v Atlanta Falcons

Começamos pela divisão mais óbvia, uma vez que simplesmente não existe concorrência para ele. Brady venceu cinco vezes o Super Bowl, detém os maiores recordes dos playoffs e muitos o consideram o maior de todos os tempos. Além disso, as outras equipes da divisão praticamente inexistem quando o assunto são os quartebacks.

O New York Jets tem um veterano que não passa de mediano (Josh McCown), tem um jogador muito bom que está há dois anos sem jogar uma partida inteira – Teddy Bridgewater – e um calouro de muito potencial que nem titualar da equipe é ainda (Sam Darnold). O Buffalo Bills também está na mesma.

O mais experiente AJ McCarron acaba de sofre uma fratura na clavícula. Nathan Peterman, que na sua única atuação como titular na NFL jogou para cinco interceptações no ano passado disputa a titularidade com Josh Allen, também calouro e considerado “impreciso” nos passes. E para fechar temos Ryan Tannehill, que nunca conseguiu se provar como um bom quarterback da NFL. Enfim, Tom Brady sobra na turma.

AFC Oeste: Philip Rivers.

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Aqui temos o primeiro impasse. Claro que não se cogita falar de Patrick Mahomes ou de Case Keenum. Mahomes ainda tem muito a provar e Keenum mesmo tendo feito uma boa temporada ano passado com o Minnesota Vikings, não é um quarterback de elite.

Derek Carr foi eleito Pro Bowl por três vezes e é um quarterback muito bom, sem sombras de dúvida. Mas Philip Rivers já foi eleito sete vezes para o Pro Bowl, inclusive nas duas últimas temporadas (se alguém quiser argumentar que ele está velho). Mas não é só isso que faz de Rivers o melhor quarterback da AFC Oeste. Rivers só não jogou para mais de 4 mil jardas em 3 das suas 12 temporadas como titular. Carr nunca lançou para 4 mil jardas na carreira.

Menção honrosa para Derek Carr, mas Philip Rivers ainda e o melhor quarterback da sua divisão.

AFC Norte: Ben Roethlisberger.

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Joe Flacco já venceu um Super Bowl, Andy Dalton já levou sua equipe por quatro vezes aos playoffs (não venceu nenhuma partida), mas nenhum deles se compara a Big Ben. Nesta divisão nem menção honrosa temos, Ben Roethlisberger é unanimidade.

AFC Sul: Andrew Luck.

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Esta divisão é uma das mais difíceis de se analisar, afinal, todos os jogadores tem seus predicados. Blake Bortles seguramente não é o melhor, mas levou sua equipe a final da AFC. Deshaun Watson começou sua trajetória na NFL jogando muito, completando quase 2 mil jardas e 21 touchdowns em apenas 7 partidas. Porém precisamos ver ele atuando mais vezes.

Marcus Mariota fica com a menção honrosa da divisão, afinal é um dos atletas mais completos da liga. Passando não é um “campeão de jardas”, porém vem evoluindo muito e é o grande nome do Tennessee Titans. Mas não dá para comparar nenhum desses com Andrew Luck, mesmo após a cirurgia no ombro.

Agora que está tratado, Luck deve votar a liderar o Indianapolis Colts como fez nos quatro primeiros anos da carreira, quando levou a equipe aos playoffs em três deles. Com certeza é o melhor quarterback da AFC Sul.

NFC Leste: Carson Wentz.

Washington Redskins v Philadelphia Eagles

Em uma divisão que conta com Alex Smith, Eli Manning e Dak Pescott é difícil eleger Carson Wentz o melhor, porém o que ele fez em sua primeira temporada e principalmente na temporada passada foram algo de se encantar. Aqui qualquer um tem muitos méritos e poderia ser indicado como melhor.

Alex Smith é um playmaker dentro do pocket, com visão e categoria imbatíveis. Eli ganhou dois Super Bowls em cima de Tom Brady e Dak Prescott fez uma primeira temporada sensacional pelo Dallas Cowboys. Deixamos a menção honrosa para estes três elegendo Wentz o melhor.

NFC Oeste: Russell Wilson.

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Na NFC Oeste já podemos eliminar o quarterback do Arizona Cardinals, Sam Bradford. Jared Goff também teve uma temporada de recuperação, mas está muito longe de Wilson. O mesmo pode-se falar de Jimmy Garoppolo, que deve ser o grande nome do San Francisco 49ers nesta temporada.

Russell Wilson não tem mais nada a provar. Lança muito bem, tendo a melhor porcentagem de acertos na red zone da liga e domina o esporte. Independente de ter ou não alvos já venceu partidas para o Seattle Seahawks de tudo quanto foi jeito, se destacando como o melhor quarterback da NFC Oeste.

NFC Norte: Aaron Rodgers.

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Tirando Michell Trubisky, que ainda está “verde”, todos os outros quarterbacks da NFC Norte são muito bons. Matthew Stafford sofre no Detroit Lions e mesmo assim já levou a equipe a 3 playoffs e bateu o recorde de Dan Marino ao atingir 25 mil jardas em 90 jogos. Kirk Cousins também é um quarterback muito bom, demonstrando isso nos seus anos de Washington Redskins e sendo o grande nome da agência livre deste ano.

Mas nenhum se compara ao quarterback que tirou o emprego de Brett Favre. Aaron Rodgers é um futuro Hall da Fama e já venceu partidas para o Green Bay Packers de diversas maneiras, desde corridas de 50 jardas até Hail Mary histórica. É o melhor sem sombra de dúvidas.

NFC Sul: Drew Brees.

Atlanta Falcons v New Orleans Saints

Cam Newton já foi eleito o MVP da liga, Matt Ryan levou o Atlanta Falcons ao Super Bowl e Jameis Winston é bom, porém nenhum destes se compara a Drew Brees. Aqui praticamente não existe discussão, Brees é muito melhor que qualquer outro quarterback de sua divisão.

Esta foi a nossa lista dos melhores quarterbacks de cada divisão da NFL. Se vocês discordarem de algum, deixe nos comentários sua opinião que será um prazer interagirmos com vocês.

 

 

Extensão de contrato ou troca, o Jets decide:

Extensão de contrato ou troca, o Jets decide:

Traktor EJ (2)

Quando o New York Jets anunciou a contratação de Teddy Bridgewater por uma temporada, ninguém acreditava que ele ficaria na lista final dos 53 nem ao menos que disputaria a posição de titular da equipe. Voltando de recuperação e com apenas alguns “snaps de despedida” no Minnesota Vikings, o quarterback de 25 anos vem mostrando estar pronto para assumir uma franquia.

O drama na vida do ex-quarterback da Louisville University começou em 30 de agosto de 2016. Antes, na temporada de 2014, quando foi a 32° escolha geral do Draft ele havia sido eleito o “calouro do ano” tanto pela imprensa quanto pelos torcedores. No ano seguinte ele foi eleito para o Pro Bowl e foi o grande destaque da campanha do Vikings, quando a equipe foi eliminada dos playoffs com o “bisonho field goal de Blair Walsh”.

Mas vamos voltar ao dia 30 de agosto de 2016. O Vikings era um dos favoritos da NFC, Bridgewater fazia mais um treino sem contato quando seu joelho literalmente “virou ao contrário”. A contusão foi tão grave que foi até cogitada uma amputação. Bridgewater estava desacreditado pelos médicos e sua recuperação da mobilidade da perna demoraria 19 meses.

Ele não desistiu e continuou. Tentando a recuperação assistiu o seu Vikings sofrer com Sam Bradford como quarterback. No ano seguinte voltou às dependências da equipe para continuar sua reabilitação. Ouviu de seu treinador que ele demoraria muito para voltar a estar em campo e pelos jornais descobriu que o Vikings não iriam ficar mais com ele (não exerceram a opção de quinto ano). Mas ao contrário das expectativas de todos, ele  ão desistiu e estava em campo na semana 15 da temporada de 2017.

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Teddy não estava curado, ainda faltava mobilidade, faltava a velocidade nas pernas que ele demonstrou no College e em seus dois primeiros anos de NFL. Enfim, seria muito difícil alguém lhe dar uma oportunidade. Aí surgiu o Jets, que lhe ofereceu um contrato de apenas U$ 500 mil garantidos, mas a possibilidade de treinar e jogar, diferente do que aconteceu em Minnesota. E Bridgewater aceitou e lutou para mostrar que ainda pode jogar em alto nível.

Disputando a posição com o veterano Josh McCown, titular do ano passado e com o calouro Sam Darnold, prodígio e 3° escolha geral do Draft 2018, Teddy poderia ate ser cortado antes da lista final, afinal, se não conseguisse jogar por que o Jets manteria ele? Mas depois de ótimos treinos e de oportunidades nas duas primeiras partidas da pré-temporada, Bridgewater mostrou que está de volta.

Se na primeira partida ele participou de apenas dois drives, que terminaram com 7 de 8 passes certos, 85 jardas e um touchdown, acumulando um rating de 150,5 pontos. Na noite de ontem ele teve mais tempo e não foram apenas passes certos com o primeiro time, mas mostrar que ele está pronto para tudo.

“Ele foi muito bem”, disse Todd Bowles, técnico do Jets. Eu disse que ele poderia ser atingido um pouco se isso fosse sua vontade”.

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E foi exatamente isso que aconteceu. Em algumas jogadas Bridgewater procurou o contato, saiu do pocket, correu com a bola, mostrou eficiência no jogo de pernas e sobreviveu aos sacks. Parecia que ele esperava deliberadamente para receber o contato dos defensores como se falasse: “Ei, estou pronto, meu joelho está totalmente recuperado”. Enfim, Teddy Bridgewater está recuperado.

O quarterback sabe que mesmo com seu treinador garantindo que ele está disputando a titularidade será muito difícil ter um futuro na franquia. O Jets tem Sam Darnold, que na semana 1 ou dali seis partidas será o titular. Também tem McCown, titular da equipe no ano passado. Então ele quer mostrar que pode ser titular em outra franquia. Quer mostrar que pode se melhor que muitos quarterbacks que estão liderando equipes na NFL.

O Jets também não planeja ficar com Bridgewater, afinal, tem um contrato de apenas um ano. Se a equipe o deixá-lo como titular ele pode transformar seus U$ 500 mil em até U$ 15 milhões (com os bônus). E o pior (para o Jets), ao final do ano ele voltará a ser um agente livre, podendo negociar com um rival de divisão, por exemplo.

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Então Teddy Bridgewater está sendo colocado em uma vitrine para negociação. O Denver Broncos já anunciou que precisa de quarterback reserva. O Tampa Bay Buccaneers também procura alguém, uma vez que Jameis Winston vem caindo assustadoramente de produção e o reserva é Ryan Fitzpatrick.

Enfim, quarterback bom tem espaço na NFL. Agora está nas mãos do Jets estender o contrato de Bridgewater ou trocá-lo, para que realmente o quarterback que estava desacreditado para o futebol possa enfim voltar a ser um dos melhores da liga.

 

Broncos pode dispensar Paxton Lynch

Broncos pode dispensar Paxton Lynch

Traktor EJ (2)

Parece que a pressa do Denver Broncos em substituir Peyton Manning e Brock Osweiler, escolhendo um quarterback na primeira rodada do Draft 2016 não deu certo. Depois da declaração que John Elway deu na tarde de hoje, a impressão que fica é que a 26° escolha geral do Draft daquele ano será cortado.

Paxton Lynch vem sofrendo para jogar na NFL desde seu primeiro ano. Na reserva de Trevor Siemian em 2016 e 2017, Lynch foi superado nos campos de treinamentos deste ano pelo “Mr. Irrelevant” Chad Kelly, que assumiu o posto de primeiro reserva do Broncos. Agora, com a declaração de John Elway que a equipe pode contratar um veterano para ser reserva de Case Keenum, Lynch tem grandes chances de ser cortado ou negociado.

O medo de Elway é perder Keenum e jogar fora a temporada. Em 2015 isso não aconteceu graças a Brock Osweiler, que venceu muitos jogos quando Manning estava com uma lesão no pé. Porém após 2016 o grande problema do Broncos foram os quarterbacks, mesmo com Siemian jogando bem algumas partidas faltou um atleta de ponta na equipe. Talvez a organização não esteja disposta a perder uma temporada por este motivo novamente. 

“Temos que ter confiança de que aquele cara que será o substituto de Keenum pode jogar e ganhar os jogos”, disse Elway. “E é por isso que ainda estamos nesse processo tentando ver se temos esse cara atrás do Case. O Chad (Kelly) jogou muito bem na noite de sábado, agora vamos ver como ele joga esta semana. E se este for o caso, será que ele pode entrar e ganhar jogos para nós? Este é o processo de avaliação que está acontecendo neste momento.”

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Reparem que John Elway nem menciona Paxton Lynch, que já é o número 3 da lista do Broncos. E caso a equipe traga um quarterback veterano para ser o reserva de Keenum, as chances de Paxton continuar no Colorado são minúsculas, uma vez que a equipe dificilmente manterá quatro quarterbacks entre os 52 escolhidos.

Agora Paxton, que estava desanimado em deixar de ser o reserva imediato de Keenum precisa torcer para que Chad Kelly vá bem, assim talvez equipe não traga mais um quarterback e ele continue no elenco. O treinador Vance Joseph falou a respeito da situação de Lynch:

“Ele está chateado. Ele não gostou de perder o lugar para Chad. Ele quer saber o porquê”, disse Joseph. Ele tem apenas que jogar melhor. É simples assim. É uma competição. É a liga. Todo mundo está fazendo isso. Ninguém está dispensado seus melhores jogadores, então ele tem que se tornar um dos melhores.”

Em duas temporadas na NFL, Paxton jogou 5 partidas (4 como titular) acertando  61,7% de seus passes para 792 jardas, 4 touchdowns e 4 interceptações.

Ramsey solta “metralhadora de críticas” contra quarterbacks

Ramsey solta “metralhadora de críticas” contra quarterbacks

Traktor EJ (2)

Depois de ser suspenso por uma semana por confusão em um treino do Jacksonville Jaguars, o cornerback Jalen Ramsey está novamente na capa dos tabloides. Tudo porque uma entrevista infeliz do atleta a revista GQ deu um a repercussão enorme, afinal, ele avalia os quarterbacks da liga e não poupa críticas aos “colegas” de profissão.

Ele foi perguntado sobre todos os quarterbacks e alguns receberam elogios. Deshaun Watson, por exemplo – na opinião de Ramsey – será MVP da NFL em alguns anos, Tom Brady e Aaron Rodgers são “ok” e Marcus Mariota, Kirk Cousins e mais alguns, incluindo o quarterback de seu time, Blake Bortles são considerados bons jogadores. Mas o cornerback pegou pesado quando falou de Matt Ryan, Eli Manning e principalmente de Josh Allen.

“Eu acho que Allen é um lixo”, disse Ramsey. “Eu não me importo com o que ninguém diga. Ele é lixo. E vai mostrar isso. Ele para mim foi uma escolha estúpida do Bills. Nós jogamos com eles esse ano e eu estou empolgado como isso. Espero que seja o quarterback inicial deles. Todas as vezes que ele jogou contra uma escola grande, ele jogou interceptações e perdeu por alguns touchdowns. Ele nunca bateu nenhuma escola grande.”

Realmente Allen no College não teve exito jogando contra escolas consideradas “grandes”. Contra Nebraska, Iowa e Oregon, Allen sofreu oito interceptações e deu apenas um passe para touchdown. Se somarmos a diferenças de pontos nas derrotas – três jogos – somam-se 92 pontos. 

“Se você olhar para os jogos dele contra as grandes escolas, sempre foram interceptações e turnovers”, continuou Ramsey. “Se você é tão bom, por que não fez melhor? Ele se encaixa nesse molde, ele é alto, braço grande, mas não é um bom jogador. E isso não é nada pessoal.”

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Allen é considerado por Ramsey como lixo, Joe Flacco, que já venceu um Super Bowl é considerado “he sucks” (traduzam da forma que preferirem) e Andrew Luck “não é tão bom”, mas ele fez questão de falar também de Eli Manning e Matt Ryan. Um venceu dois Super Bowls e outro foi eleito MVP da temporada 2016.

Segundo Jalen Ramsey, o quarterback do Atlanta Falcons deve seu prêmio de MVP a seu coordenador ofensivo, Kyle Shanahan, hoje treinador do San Francisco 49ers. Ramsey se baseia na péssima temporada de Ryan no ano passado para fundamentar seus argumentos.

“Acho que Matt Ryan é superestimado”, disse Ramsey. “Você não pode me dizer que ganhou MVP dois anos atrás se ano passado você foi um fracasso completo, mesmo jogando com Julio Jones! Não tem como isso acontecer. Isso quer dizer que Shanahan partiu, foi para São Francisco, conseguiu Garoppolo e agora ele é um grande nome. E Ryan é o que agora?”

Quem ficou para o final da entrevista foi Eli Manning, quarterback do New York Giants. Segundo Ramsey o duas vezes vencedor do Super Bowl é um produto de Odell Beckham Jr. O que não faz muito sentido, uma vez que os principais títulos de Eli com o Giants foram antes da chegada de Odell.

Perguntados sobre a opinião do Jalen Ramsey os quarterbacks citados se pronunciaram pouco. Eli Manning pareceu não saber bem quem era Ramsey e não quis comentar. O mesmo fez Matt Ryan quando perguntado a respeito. Já Josh Allen disse que “se trata de um atleta de outra equipe, então isso não importa muito” a ele.

Tem quarterback novo chegando no Eagles

Tem quarterback novo chegando no Eagles

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O Philadelphia Eagles anunciou a contratação de mais um quarterback. Agora, além de Carson Wentz e Nick Foles, destaques da equipe, o atual campeão da liga poderá contar com os serviços de Christian Hackenberg, escolha de 2° rodada do New York Jets no Draft 2016.

Hackenberg jogou por Penn State no College, fazendo duas ótimas temporadas e uma não tão boa. No Draft ele não era um dos mais cotados, mas fontes apontavam que o New England Patriots tinha grande apreço por ele e o New York Jets acabou antecipando sua escolha. O Patriots foi obrigado a ficar com Jacoby Brissett, que hoje joga no Indianapolis Colts.

Em dois anos no Jets, Hackenberg em nenhum momento foi cogitado como novo titular da equipe, mesmo disputando a posição com Ryan Fitzpatrick, Geno Smith e Bryce Petty em 2016 e com Petty e Josh McCown em 2017. Com a chegada de Sam Darnold e Teddy Bridgewater, ele foi negociado com o Oakland Raiders  por uma escolha de 7° rodada.

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No Raiders ele ficou pouco tempo, sendo dispensado em junho, com a equipe negando a troca com o Jets. No Eagles ele terá além dos dois “titulares” que brigar com Nate Sudfeld e Joe Callahan por um espaço na lista final dos 53 jogadores.

A primeira impressão após a sua contratação é de que o Eagles está preocupado com a saúde de Wentz, que ainda não está treinando os simulados de jogo. Porém o treinador Doug Pederson garante que o quarterback, que perdeu grande parte da temporada 2017 devido a uma lesão estará em campo na semana 1. Nick Foles, MVP do Super Bowl LII teve um problema em seu pescoço na última semana, mas nada de grave foi diagnosticado.

 

Insatisfeito com reservas, Seahawks busca novo quarterback

Insatisfeito com reservas, Seahawks busca novo quarterback

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Depois de uma atuação sem brilho de seus dois quarterbacks reservas na derrota por 19 a 17 na primeira partida da pré-temporada, o Seattle Seahawks  está atrás de mais um quarterback para lutar pela posição de back up. Segundo o periódico Seattle Times, a equipe já tem um nome para visitar a equipe na próxima semana, o veterano Josh Johnson.

Após a saída de Russell Wilson na partida contra o Indianapolis Colts, o ataque da equipe se tornou inoperante, fruto da inconsistência  de Austin Davis e Alex McGough. Alex só conseguiu 48 jardas de passe na partida e Davis 51. Davis até conseguiu um drive bom quando caminhou 69 jardas com seu ataque, mas foi interceptado na end zone.

NFL: Pittsburgh Steelers at New York Giants

Josh Johnson chegou a jogar  no Tampa Bay Buccaneers, Cleveland Browns, Cincinnati Bengals e San Francisco 49ers, além de passar por diversas equipes sem atuar em partidas da temporada. Estava no Oakland Raiders  até ser dispensado em maio e conta com 29 partidas na NFL, sendo 5 como titular. Se trata de uma visita e não de um treino com a equipe, assim provavelmente o Seahawks receba outros quarterbacks até o fim da pré-temporada.

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Vale lembrar que por duas vezes a equipe de Seattle esteve muito próxima de assinar com Colin Kaepernick, mas após a negativa do jogador em deixar de lado seus protestos durante o hino as coisas esfriaram. Três jogadores da equipe se sentaram durante o hino nacional americano na abertura da pré-temporada, então talvez com as novas regras da NFL a respeito do assunto as coisas entre Kaepernick e o Seahawks possam mudar.

Darnold começa bem sua história na NFL

Darnold começa bem sua história na NFL

Um quaterback tem que mostrar desde o primeiro minuto em campo que domina a partida. Se ele for um calouro é claro que isso não é tão esperado, afinal, do outro lado existem profissionais experientes que usarão todos os truques para burlar a leitura do comandante do ataque.

Sam Darnold entrou em campo ontem para sua estreia na metade do segundo quarto da partida, após ver em campo Teddy Bridgewater dar um show de segurança e postura. A torcida presente no MetLife Stadium ovacionou o atleta assim que ele foi a campo, acertando três de quatro passes em seu primeiro drive (o único errado foi um drop de Charles Johnson que custou o first down ao Jets).

Voltou ao campo quando faltavam 2’15″ para o fim do segundo quarto e jogando contra o relógio fez um drive espetacular que acabou em touchdown.

Acertou um primeiro passe para 7 jardas, depois um para nove e conquistou a primeira descida. Na terceira tentativa ganho de 2 jardas e na quarta um ótimo passe fugindo da pressão e encontrando Clive Wilford para 18 jardas. Veio o nono passe e o oitavo acerto, desta vez colocando a equipe em linha de gol.

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Pressão da defesa e um passe rápido que seria touchdown se Charles Johnson não deixasse a bola cair novamente. Veio mais um passe, no mesmo lado direito para o mesmo recebedor: touchdown. Porém, por uma interferência do ataque a pontuação foi  anulada e o ataque recuou 15 jardas, saindo da red zone.

Darnold novamente leu a defesa e quando o Atlanta Falcons armou a blitz para cima dele um lance de pura inteligência: o quarterback deu dois passos para trás e em seguida se adiantou ultrapassando sua linha, abrindo grande espaço para a corrida. Mas o que mais chamou a atenção foi que com a cabeça levantada ele buscou a linha de scrimmage  e ao invés de correr com a bola lançou belo passe para o mesmo Charles Johnson anotar o touchdown.

Nas arquibancadas fãs em êxtase não sabiam se comemoravam ou aplaudiam. É claro que se trata de um jogo de pré-temporada, mas ninguém esperava ver um quarterback tão seguro de seu jogo e demonstrando tanto talento em campo. O New York Jets tem a oportunidade de finalmente começar a montar um time vencedor, uma vez que agora tem seu Franchise Quarterback.

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No segundo tempo ele continuou em campo, desta vez lançando para o terceiro time. Mais algumas boas jogadas, com destaque para um passe de 12 jardas sob pressão para Andre Roberts. No vestiário Darnold falou pouco sobre sua atuação, enfatizando a possibilidade de poder ler melhor o jogo na NFL que no College.

“Os hashes são muito mais próximos que a faculdade. De uma maneira estranha eu consigo ver o campo melhor e com mais clareza. É muito bom conseguir ler a defesa com mais clareza antes de decidir o que fazer. Você pode ler com perfeição se é marcação individual ou zona e quem está marcado quem, isso é realmente muito legal”, disse Darnold encantado com o jogo da NFL. E continuou: “Eu me senti muito bem. Coloquei a bola nas mãos de nossos jogadores. Houve algumas jogadas, especialmente no sack que eu senti que poderia ter feito melhor. Mas você sabe, vivendo e aprendendo.”

Após a partida o treinador Todd Bowles foi sabatinado pela imprensa que só queria saber uma coisa: “Darnold será o titular?”. Mas Bowles continuou com o discurso que a franquia vem mantendo, que todos os quarterbacks estão disputando a posição. O que não é mentira, uma vez que Teddy Bridgewater foi muito bem na noite de ontem e ainda conta com o veterano Josh McCown.

“Vamos ver como será a pré-temporada”, disse Bowles. “Vou tomar minha decisão quando isso acabar. Não vou tirar conclusões precipitadas depois de um jogo. É uma decisão difícil. Temos três bons jogadores. Mas ele (Darnold) estava confortável em campo. Ele tinha um sorriso no rosto o tempo todo, então acho que ele se divertiu.”

A próxima oportunidade de assistir Sam Darnold pelo Jets é na quinta-feira (16), contra o Washington Redskins no FedEx Field, pela segunda semana da pré-temporada.

Qual quarterback calouro será titular na semana 1?

Qual quarterback calouro será titular na semana 1?

As primeiras partidas de pré-temporada estão chegando e a expectativa para ver os calouros em campo é grande. A classe de 2018 foi muito rica em quarterbacks e cinco deles foram escolhidos na primeira rodada. Tivemos na primeira escolha geral Baker Mayfield, mas sua equipe preferiu – acertadamente – deixar que ele evolua trazendo um experiente quarterack que já tem um anel de Super Bowl.

Entre os outros escolhidos parece que Sam Darnold é o que tem mais chance, porém lesões sempre acontecem – vide Tony Romo/Dak Prescott – e poderemos ter uma surpresa por aí. Então vamos classificar quem tem mais chance de ser titular na semana 1:

Sam Darnold:

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Darnold parece ser o calouro mais pronto para jogar na NFL. Está chamando muito a atenção nos poucos treinos que fez (pois perdeu três dias devido a demora na assinatura do contrato). No último sábado enfrentando a defesa da equipe se mostrou conhecedor do playbook da equipe e o principal, conseguiu aplicá-lo dentro de campo.

Disputa com Josh McCown a titularidade na semana 1, uma vez que Teddy Bridgewater – apesar de estar voltando a antiga forma – parece não estar no páreo. McCown é a experiência e a segurança, mas as vezes um time que há sete temporadas não chega aos playoffs precisa arriscar. Se fizer bons jogos na pré-temporada deve ser o titular na semana 1.

“Eu não sei qual sistema ele usava na faculdade, mas ele está trazendo isso para dentro de campo”, disse o quarterback Teddy Bridgewater . “Esse é o primeiro passo, porque ser capaz de compreender o esquema e transferi-lo para o campo é um sinal de que você está ciente do que está acontecendo. Eu fiquei impressionado com isso… Sou um grande fã de Sam.”

Josh Allen:

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Ele era muito subestimado pela imprecisão no College, mas em uma coisa todos concordam: ele tem tudo para se dar bem na NFL. Dois fatores que chamam muito a atenção para sua possível titularidade são os concorrentes não tão fortes - AJ McCarron e Nathan Peterman – e as oportunidades que o treinador Sean McDermott vem dando.

Já treinou por cinco vezes com o time titular em duelos 11 contra 11 e foi razoavelmente bem. Erra passes grosseiros, mas acerta passes incríveis, como todo calouro com potencial faz. Só não é o novato com mais chances de jogar porque a tabela da equipe o prejudica (joga 5 das 7 primeiras partidas fora de casa), senão teria muita chance de ser titular na semana 1.

“Eu gosto da presença dele”, disse o treinador Sean McDermott. “Ele não se impressiona com as responsabilidades, mesmo quando o colocamos no primeiro time. Josh está fazendo um bom trabalho. Estamos acompanhando sua curva de aprendizado, que é sempre crescente.

Baker Mayfield:

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Mayfield não foi a primeira escolha geral do Draft a toa. Está surpreendendo a cada dia de treino em Cleveland. Mas ao que parece a equipe percebeu seu potencial e não vai fazer como nos outros anos, quando colocou sua primeira escolha de Draft em campo sem ao menos preparar uma equipe para ele.

Nesta linha de pensamento, só veremos Mayfield em campo se Tyrod Taylor estiver impossibilitado de jogar na semana 1, o que seria uma pena, já que Mayfield está demonstrando ser um jogador muito rápido nos passes e seu braço está cada vez melhor. Com o ataque que o Browns montou seria bom vê-lo em campo apenas na segunda metade da temporada, após ele ter a oportunidade de ver como Tyrod Taylor toma as decisões.

“Baker Mayfield tem sido tudo o que eu achava que um quarterback deveria ser para a nossa organização até agora”, disse o treinador Hue Jackson“Ele está fazendo as coisas que nós queremos que ele faça da maneira que nós queremos que ele faça. Ele não é orgulhoso ou arrogante e isso ajuda muito no aprendizado.”

Lamar Jackson:

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Como todos sabem ele tem problemas na hora de lançar e isso ficou provado durante os treinamentos. Mas ele jogou bem no Hall of Fame Game e isso animou principalmente os fãs, já que Joe Flacco não é unanimidade. Mas as chances de Lamar começar na semana 1 são bem pequenas. Se por acaso Flacco se machucar e não estiver disponível, provavelmente quem jogue seja Robert Griffin III, que ainda é o quarterback reserva da equipe.

Se Lamar quiser jogar este ano primeiro ele tem que derrotar RGIII, depois pensar em ocupar a posição de Flacco. Uma coisa interessante é que ele lança muito melhor quando está em movimento – correndo – que com os pés plantados. Isso está sendo trabalhado para melhorar, afinal, uma equipe de NFL não pode jogar 100% de snaps no play action.

“Todo mundo tem essas expectativas de que ele vai entrar e se tornar o MVP”, disse o técnico John Harbaugh após o Hall of Fame Game. “Eu não. Acho que ele correu bem, jogou bem. A primeira tarefa que lhe demos foi acertar as chamadas e comandar o ataque e ele fez bem. Agora vamos trabalhar o restante.

Josh Rosen:

 

E por último, por incrível que pareça está Josh Rosen, que sempre deixou claro sua confiança – as vezes até com arrogância – sobre seu futebol. Mas em campo ele não está demonstrando isso, principalmente quando exigido no 11 contra 11. Ele está encontrando dificuldades para lembrar as rotas de suas chamadas e isso está sendo muito criticado pelos cronistas de Arizona.

Sam Bradford é muito superior a ele nos treinamentos e só perde a posição se algum lesão surgir. Mesmo assim quem entraria no lugar seria Mike Glennon, que também está melhor em campo que Rosen. Muito provavelmente Rosen ficará só assistindo nesta temporada, com uma chance de entrar em campo caso a equipe já esteja classificada ou eliminada dos playoffs na última semana.

“Josh é como todo novato”, disse Mike McCoy, coordenador ofensivo do Cardinals“Há os bons dias, as boas jogadas e há aquelas jogadas que você olha e você diz: ‘Nós não acabamos de falar disso na reunião? Você não estava ouvindo?’ Damos a ele muita liberdade, agora esperamos que ele comprove dentro de campo. “

Enfim, diversos atletas que queremos ver o quanto antes em campo. E você leitor, se fosse apostar em alguém, qual deles seria titular na primeira semana?

*Imagem capa por ESPN.com

 

Você sabe quem são os quarterbacks mais bem pagos da NFL?

Você sabe quem são os quarterbacks mais bem pagos da NFL?

O futebol americano é a grande paixão dos Estados Unidos, porém não e o esporte onde os atletas são os mais bem pagos. O principal motivo é que o protagonismo não é tão grande quanto no baseball, por exemplo. As equipes dependem de uma sincronia entre ataque e defesa, e o grade exemplo é o New Orleans Saints, que ano passado foi o melhor ataque e mesmo assim não chegou aos playoffs.

Sendo assi aas equipes tem US$ 166 milhões para distribuir em seu elenco (valor do teto salarial este ano), e mesmo tendo que distribuir entre mais de 50 atletas, temos os quarterbacks liderando as folhas salarias das equipes. Mas você sabe quem são os dez maiores salários? Vale lembrar que este ano teremos a renovação contratual de Matthew Stafford e Derek Carr, estrelas de sua equipe e podemos dizer que da liga também. mas enquanto isso não acontece, estes são os dez quarterbacks mais bem pagos da NFL este ano:

Andrew Luck, Indianápolis Colts – US$ 24, 594 milhões.

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Drew Brees, New Orleans Saints – US$ 24,250 milhões.

New York Giants v New Orleans Saints

Kirk Cousins, Washington Redskins – US$ 23,496 milhões (franchise tag).

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Joe Flacco, Baltimore Ravens – US$ 22,133 milhões.

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Aaron Rodgers, Green Bay Packers - US$ 22 milhões.

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Russell Wilson, Seattle Seahawks - US$ 21,900 milhões.

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Ben Roethlisberger, Pittsburgh Steelers – US$ 21,850 milhões.

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Carson Palmer, Arizona Cardinals – US$ 21 milhões.

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Eli Manning, New York Giants – US$ 21 milhões.

New York Giants v Dallas Cowboys

Phillip Rivers, Los Angeles Chargers – US$ 20,812 milhões.

NFL: Jacksonville Jaguars at San Diego Chargers

Sentiram falta de alguém? Pois é, o cinco vezes campeão do Super Bowl e considerado por muitos como o “maior de todos os tempos” não está entre os dez maiores salários entre os quarterbacks. Tom Brady este ano receberá US$ 20,5 milhões, já contando com a parcela referente ao bônus que ele recebeu no início do ano. Outro detalhe curioso é que os dois últimos MVPs da temporada, Cam Newton (2015) e Matt Ryan (2016) também estão fora da lista, recebendo US$ 20,760 milhões e US$ 20,750 milhões respectivamente.

*Fonte: Spotrac.com.

 

 

Análise do Draft, Quarterbacks: Deshone Kizer

Análise do Draft, Quarterbacks: Deshone Kizer

Seguindo na semana de quartebacks, o jogador de hoje é o promissor Deshone Kizer.

Deshone Kizer é mais um caso de quarterback que sai da NCAA antes do que deveria para entrar logo na NFL. O redshirt sophomore de Notre Dame conta com bom material para análise de suas partidas no College, mas lhe falta um “ar” de Deshaun Watson, vitórias e atuações decisivas. Dono de um dos maiores potenciais desta classe, Kizer conta com um braço muito potente, preciso e um porte físico ideal. Faz boas leituras da jogada, anda bem com o ataque e obedece bem ao sistema, no entanto, peca na parte emocional do jogo.

Durante os treinos da primavera de duas temporadas atrás, Kizer passou por momentos difíceis na carreira. Atuando mal em jogos e treinos de Notre Dame, pensou em se aposentar dos gramados de maneira precoce, o que seria uma decisão terrível de sua parte e um contra enorme para seu psicológico durante toda carreira. De longe uma das atitudes que você mais quer evitar do seu franchise quarterback. Vale ressaltar também que durante esse período, a namorada de Kizer estava sendo diagnosticada com câncer e isso abalou ainda mais seu estado emocional.

Voltando aos gramados, Kizer superou essas adversidades e continuou a jogar futebol. Quando está confiante e confortável na jogada, consegue encaixar perfeitamente todas as mecânicas, footwork e leituras necessárias para fazer a jogada dar certo, no entanto, quando da algo errado ele fica completamente perdido. Erra leituras, descompensa corpo com braço, passa desequilibrado e gera turnovers.

Sai da sua universidade após dois anos como titular e sem ter conquistado nada, e viu seu time amargar uma campanha de 4-8 sem participar nem dos Bowl Seasons.

Seu melhor encaixe possível seria em um time que pudesse ficar sentado 2 anos no banco aprendendo com um quarterback estabelecido, e com um bom treinador da posição.

Tem 1,94m e 104kg, no NFL Combine correu o tiro de 40 jardas em 4,83 segundos.

Seu jogo é comparado ao de Steve McNair.

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Números da carreira:

São 422 passes completos de 695 tentados com uma porcentagem de 60,7%. 5.805 jardas totais com uma média de 8,4 por passe tentado. Além de 47 touchdowns e 19 interceptações.

Correndo, são 997 jardas em 264 tentativas com uma média de 3,8 por tentativa e 18 touchdowns.

Pontos positivos:

Conta com uma mistura de braço potente e precisão a longa distancia que pode ser fatal as defesas. Tem o tamanho e porte físico ideal para a posição, um verdadeiro protótipo de quarterback que qualquer equipe deseja. Tem o maior potencial da classe, com o treinador e tempo de adaptação correto, poderá se tornar o melhor jogador desta safra. Conta com um pump fake mortal as defesas, congelando-as totalmente antes de fazer realmente o passe. Uma ameaça dupla na redzone por seu tamanho e mobilidade, conseguindo ganhar jardas com as pernas e marcar touchdowns corridos com facilidade.

Pontos negativos:

Extremamente inconsistente. Alterando muito, boas e péssimas descidas. Precisa que tudo de certo na jogada para fazer acontecer, não tem poder de improvisação para estender as jogadas e fazer elas darem certo. Constantemente descompensa a mecânica de passe com o trabalho de pés, que resulta em passes ruins e gera turnovers. Não está acostumado a jogar under center e tem graves problemas no seu footwork. Precisa trabalhar mais as leituras defensivas e progressões de jogadores.

Escolha estimada:

Fim da primeira e inicio da segunda rodada.

 

Agência Livre: Os cinco melhores quarterbacks

Agência Livre: Os cinco melhores quarterbacks

Menos de 30 dias para começar de verdade a temporada 2017-2018 da NFL, e nós aqui do Entre jardas já estamos empolgados. Claro que quem gosta de assistir aos jogos terá que esperar até o dia 3 de agosto, quando teremos o jogo do Hall da Fama, em Canton, Ohio. Mas para quem gosta da liga mesmo, acompanha os times e torce de verdade, as ações já começaram com os anúncios de pré-acordos e as emoções se intensificam quando as franquias começam a anunciar seu contratados.

O calendário deste período, chamado “free agency”, que nós “aportuguesamos” para “agência livre”, tem início no dia 7 de março, quando as equipes podem abrir negociação com os agentes dos jogadores que findaram seus contratos com as equipes que atuaram em 2016. Mas “pega fogo” mesmo dois dias depois (9 de março), quando o as equipes anunciam suas franchise tags e finalmente começam os anúncios das contratações.

Mas o mais legal deste período, é que assim como temos jogadores contratados, também temos atletas dispensados, que povoam o mercado, e que inclusive podem voltar a suas equipes. É muito interessante e mostra a importância que o Gerente Geral tem dentro da franquia. Aos poucos vamos explicando um pouco dos termos usados, como “agente livre restrito” e “irrestrito”, “franchise tag” e etc, então não perca nenhum capítulo deste especial semanal que faremos, ok?

Este é o ranking dos cinco melhores quarterbacks disponíveis na agência livre:

1° Kirk Cousins (foto principal):

O quarterback do Washington Redskins fez uma grande temporada. Não foi melhor que a do não passado, pois seu início foi irregular, mas sem dúvida nenhuma é o melhor quarterback desta agência livre. Ficou muito próximo das 5 mil jardas e seu rating foi de 97,2 pontos. Provavelmente terá seu franchise tag pago pelo Skins pelo segundo ano consecutivo, o que significa que não chegará ao mercado.

2° Brian Hoyer:

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Este será – acreditem – o quarterback mais disputado da agência livre. Jogou apenas 6 partidas antes de fraturar o braço na partida contra o Green Bay Packers, mas antes disso havia se tornado o primeiro quarterback da história do Bears a jogar quatro partidas seguidas para mais de 300 jardas. Além disso, teve atuações brilhantes mesmo com a fraca equipe de Chicago, jogando para 1445 jardas, 6 touchdowns e nenhuma interceptação. fechou a temporada com um rating de 98 pontos, e acreditem os 2 milhões que ele recebeu ano passado devem no mínimo triplicar este ano.

3° Case Keenum:

NFL: Los Angeles Rams at Tampa Bay Buccaneers

Ele começou a temporada sabendo que seria o “reserva” de Jared Goff, primeira escolha geral do Draft 2016, mas nos treinos mostrou que era a melhor opção para Jeff Ficher e o Los Angeles Rams. Porém em campo não conseguiu comprovar isso, e junto com sua equipe teve uma temporada fraquíssima. Foram 10 partidas e 2201 jardas,  60,9% de aproveitamento dos passes e mais interceptações (11) que touchdowns (9). Venceu quatro partidas, e o mais inacreditável é que em uma derrota teve sua melhor atuação, dando 3 passes para touchdown, chegando ao rating de 126,3 pontos e completando 84,4% dos passes. Recebeu no último ano US $ 3,6 milhões.

4° Landry Jones: 

NFL: New York Jets at Pittsburgh Steelers

O reserva de Ben Roethlisberger está “na pista”. Depois de jogar oito partidas nesta temporada, Jones pode enfim conseguir alguma franquia que aposte em seu futebol. Os números não foram dos melhores, mas com um rating dentro da média da NFL e 61% de conclusão em passes, ele pode sim arrumar um bom emprego. Quando perguntado de o Steeler renovaria com ele, Mike Tomlin disse que tudo dependeria da oferta que ele recebesse de outras equipes. Então se alguém quiser leva-lo não terá que desembolsar tanto.

5° Geno Smith:

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Parece loucura falar isso, mas podem ter certeza que Geno aparecerá omo reserva e até titular de oura franquia. Se Rex Ryan ainda estivesse no Buffalo Bills provavelmente seria lá, mas como não está ele deve virar reserva de alguma franquia.

Geno sempre teve um grande potencial, e seu psicológico aliado ao péssimo ataque o Jets lhe deu em 2013 e 2014 acabaram com sua carreira em New York. Em 2015 teria papel tão importante quanto o de Fitzpatrick, mas aquele episódio com Ik Enemkpali acabou com sua temporada e com as chances na equipe. Para finalizar, na temporada passada o Jets o usou como “barganha” para Fitz assinar, e depois de 5 meses afirmando que ele era o titular o sacaram à um mês do início da temporada. Ganhou a posição em campo e em seu primeiro jogo como titular sofreu um contusão no joelho perdendo a temporada.

Outros:

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Além deste cinco teremos “figurinhas carimbadas” como Mark Sanchez, Josh McCown, Matt Cassell, Kellen Clemens, Ryan Mallett e Christian Ponder, além dos mais novos e que não se destacaram quando tiveram chances Blaine Gabbertt, Matt Barkley, Mike Glennon, EJ Emmanuel (foto) e Matt McGloin. Os veteraníssimos Ryan Fitzpatrick, Matt Schaub e Shaun Hill devem se aposentar.

Troféu Ryan Leaf: Os três piores quarterbacks da temporada

Troféu Ryan Leaf: Os três piores quarterbacks da temporada

Lá vamos nós com mais uma “listinha” para trazer o “caos” para a sua time line. Falar sobre quem é o melhor sempre causa polêmica, então decidimos listar quem foram os piores da temporada 2016-2017. Com certeza teve mais que três, mas vamos abordar os que as franquias criaram mais expectativas e não corresponderam, podendo inclusive ficar sem emprego em 2017. Vamos lá?

Ryan Fitzpatrick - New York Jets:

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Depois de jogar para quase 4 mil jardas na temporada anterior, bater o recorde de touchdowns da franquia em uma temporada e vencer dez partidas, “Fitzmagic” se transformou em “Fitztragic”. Com sua renovação sendo uma verdadeira novela, e que dividiu o vestiário da equipe, Fitz assinou contrato de um ano por 12 milhões de dólares, inclusive vindo a público dizer que por menos que isso preferiria se aposentar. Mas sua temporada provou não valer nem o pagamento mínimo.

Jogou com rating acima de 80 pontos em apenas 5 das 14 partidas em que atuou, e além de ser colocado no banco de reservas por três vezes, por duas foi substituído no meio da partida por deficiência técnica. Se a temporada do Jets foi uma tragédia, muito se deve ao péssimo trabalho de Ryan Fitzpatrick, que deve se aposentar ao fim desta temporada.

Seus números: Em 14 partidas ele acertou 228 das 403 tentativas de passe para 2710 jardas e uma média de acertos de apenas 56%. Foram 12 passes para touchdown e 17 interceptações, terminando a temporada com um rating de 69,9 pontos.

Jay Cutler - Chicago Bears:

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Parece que chegou ao fim a carreira de Jay Cutler no Chicago Bears. Depois de uma temporada que passou da mediocridade às lesões, Cutler conseguiu ter desempenho pior que atletas de pouca expressão, como Brian Hoyer, por exemplo. Em cinco partidas conseguiu levar a equipe a apenas uma vitória e lançou mais interceptações que passes para touchdown.

Declarações de ex-companheiros também diminuíram muito a “moral” de Cutler, que chegou a ser vaiado pela torcida em algumas partidas. Uma delas foi de Martellus Bennett, hoje no New England Patriots. Segundo Bennett, existem “quatro tipos de quarterbacks na NFL: os acima da média, os que estão na média, os ruins, e depois vem Cutler“.

Seus números:  Em 5 partidas ele acertou 81 das 137 tentativas de passe para 1059 jardas e uma média de acertos de 59,1%. Foram 4 passes para touchdown e 5 interceptações, terminando a temporada com um rating de 78,1 pontos.

Brock Osweiler – Houston Texans:

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De substituto de Peyton Manning a Quarterback Franchise do Texans, e de grande esperança da franquia a maior decepção da história da equipe. Assim podemos explicar a temporada ridícula de Brock Osweiler, que tem o melhor Agente da NFL sem a menor dúvida. Recebendo um contrato de 72 milhões por 4 anos e com absurdos 37 milhões de dólares garantidos, Osweiler não conseguiu alcançar as 3 mil jardas.

Depois de Bill O’Brien tentar mantê-lo e justificar ao final de cada partida suas fracas atuações, colocou em seu lugar Tom Savage. Isso mesmo, o quarterback de 72 milhões perdeu a posição de titular, e só voltou à equipe principal graças a contusão de Savage. Com um dos melhores recebedores da liga em seu ataque, DeAndre Hopkins, ele não conseguia as conexões, recebendo críticas até dele.  Nos playoffs teve lampejos contra o Raiders desfalcado, mas tudo voltou ao normal no Divisional Round. John Elway deve rir muito quando lembra do que se livrou.

 Seus números: Em 15 partidas ele acertou 301 das 510 tentativas de passe para 2957 jardas e uma média de acertos de 59%. Foram 15 passes para touchdown, 16 interceptações e 5 fumbles, terminando a temporada com um rating de 72,2 pontos. Em duas partidas na pós-temporada acertou 37 das 65 tentativas de passe para 365 jardas e uma média de acertos de apenas 56,9%. Foram 2 passes para touchdown e 3 interceptações, além de 1 fumble.

Menção honrosa: 

Apesar do destaque destes três, não podemos nos esquecer de alguns quarterbacks que tiveram atuações pífias na temporada, como as duplas Blaine Gabbertt/Colin Kaepernick, Case Keenum/Jared Goff, Josh McCown/Cody Kessler, além de Trevor Siemian, que de aposta de Gary Kubiak no início da temporada deve votar a ser a terceira opção do Denver Broncos em 2017.

 

Entre Jardas | Futebol Americano BR - 2014