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Com ex-atletas da NFL envolvidos, AAF começa a mostrar sua face

Com ex-atletas da NFL envolvidos, AAF começa a mostrar sua face

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Vocês já devem ter ouvido falar da AAF - Alliance of American Football , nova liga que será lançada em 2019. Caso não tenham vamos resumir:

Criada por Bill Polian – analista da ESPN e executivo Hall da Fama -  e Charlie Ebersol – produtor de televisão e cinema, filho do ex-CEO da CBS Sports – se reuniram e decidiram criar uma liga para ser jogada no período que a NFL está em recesso. A diferença – segundo eles – para a USFL e XFL é que não querem competir com a National Football League, mas sim ajudá-la. 

Promovendo jogos com atletas veteranos que estão fora da NFL e com calouros que foram destaques no College, a ideia é de se tornar uma “NFL Europa de antigamente” para quem sabe revelar um novo Kurt Warner ou algum novo treinador para a NFL. Enfim, o que a AAF procura é uma aliança com a NFL e não ser “concorrência”.

Para isso a liga já conta com peças importantes. Além de Bill Polian, que traz muita credibilidade pela sua história dentro da NFL, a AFF conta com um contrato com a CBS para transmissões, um conjunto de regras um pouco diferentes para kickoff e punt, patrocinador esportivo (Starter), empresas de tecnologias interessadas em patrocinar a liga e ainda nomes importantes.

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Oito cidades receberão seus times no primeiro ano: Atlanta, Birmingham, Memphis, Orlando, Phoenix, San Antonio, San Diego e Salt Lake City. A escolha se valeu da força das faculdades mais próximas. Em Birmingham, por exemplo, várias estrelas da Crimson Tide que não chegaram à NFL devem ter sua oportunidade. O mesmo deve acontecer com Atlanta, que tem em Alburn um ótimo “celeiro” de atletas. 

O raciocínio do CEO da liga, Charlie Ebersol é simples: “Temos 90 jogadores em uma equipe de NFL, mas apenas 53 ficam no elenco. Se somarmos o Practice Squad eles chegam a 70. Então teremos 640 jogadores em nível de atuar na NFL sem emprego. Aqui eles encontrarão seu lugar”.

O contrato para os atletas é de U$ 250 mil por três temporadas, mas eles poderão sair no caso de receberem um chamado de alguma equipe da NFL. Além disso, quem completar uma temporada na liga ganha uma bolsa de estudos integral. Os planos de saúde também são os mais completos e as bonificações por direitos de imagem, marketing e presença em eventos são altos, exatamente para atrair os atletas veteranos da NFL.

A divisão dos atletas também é algo novo. Cada equipe terá 5 faculdades diferentes para escolher jogadores, regionalizando os atletas e trazendo aquela ligação com o fã do College. A força do futebol americano universitário é gigantesca e muitos atletas que são ídolos em suas faculdades não tem a oportunidade de jogar mais após o College. Agora, segundo a AAF os fãs destes atletas poderão vê-los na liga.

Nomes importantes já estão inseridos na Alliance of American Football. Troy Polamalu será o encarregado de defender os direitos dos atletas (uma espécie de NFLPA), Mike Vick será coordenador ofensivo do Atlanta, Mike Singletary vai treinar o Memphis, Hines Ward e Jared Allen são executivos e o lendário Steve SpurrieFlorida Gators – voltou da aposentadoria para treinar o Orlando. 

Mas a AAF ainda quer mais. Está contando com a volta de Tim Tebow ao futebol para fazer uma proposta a ele. Também é esperado que Trent Richardson se junte ao campeonato. Outros nomes que são ventilados são os quarterbacks Jhonny Manziel, Vince Young e alguns reservas que serão cortados, como alguém do Pittsburgh Steelers, por exemplo.

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E para fechar este resumo do que podemos esperar após o lançamento da AAF em fevereiro de 2019, vamos falar um pouco das regras. A maior diferença é no kickoff, que não existirá. As equipes começarão os jogos e drives após pontuação na linha de 25 jardas. Sem os times especiais também não haverão extra-points e punts.

Nos extra-points a equipe terá que fazer a conversão de 2 pontos, já no punt a regra é um pouco mais complexa. Se a equipe adversária quiser receber a bola de volta (antes da quarta descida do adversário), vai ter que ela cumprir uma quarta descida para 10 jardas. Isso mesmo, a equipe recebe a bola na sua linha de 35 jardas e precisará converter uma 4° para 10 se quiser continuar com a bola, senão é turnover on downs.

A expectativa é que em dois ou três anos ela se estabeleça e aumente o número de franquias, principalmente se conseguir trair alguns veteranos para suas equipes. Para os fãs de futebol americano é uma nova oportunidade de acompanhar o esporte, principalmente na offseason da NFL.

 

Leopoldo Scremin

Leopoldo Scremin é jornalista com passagem por diversas plataformas de comunicação (rádio, jornais e televisão).

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