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Conheça Kevin Greene, o capitão do exército que fez Brett Favre cuspir sangue com um tackle

Conheça Kevin Greene, o capitão do exército que fez Brett Favre cuspir sangue com um tackle

Quem acompanha o esporte já deve ter ouvido falar de Kevin Greene, o linebacker com maior número de sacks na NFL. Mas a história de Greene, que foi eleito para o Hall da Fama neste ano é bem maior que aplicar sacks em quarterbacks. É o que nós vamos falar agora e que você pode acompanhar no “A Football Life”, programa exclusivo para assinantes do NFL Game Pass.

Kevin Darwin Greene nasceu em New York há exatos 54 anos, e foi destaque por onde passou desde a high school. Depois de ser eleito entre os melhores do país representando a  Granite City South High , em Illinois, Greene escolheu defender a Universidade de Alburn. Lá foi eleito o melhor jogador defensivo do ano, em 1984, e em sua última temporada aplicou 11 sacks liderando sua conferência.

Foi escolhido pelo Birmingham Stalions na USFL, e posteriormente pelos Los Angeles Rams, onde preferiu jogar. Porém seu foco maior era com as forças armadas, onde até 1985 já detinha patente de segundo tenente e era especialista em dirigir tanques de guerra. Ele estreou no Rams em 1985.

Na equipe de Los Angeles, Greene jogou até a 1992, e neste período foi o destaque da equipe na defesa, principalmente quando o assunto era “atacar” o quarterback adversário. Em 1988 ele ficou em segundo na liga neste quesito, atrás apenas do lendário Reggie White, com 16 sacks. Neste ano seu principal jogo foi contra os rivais San Francisco 49ers, onde Greene aplicou nada menos 5 sacks em Joe Montana, em uma partida decisiva que levou a equipe a pós-temporada.

Ali Greene apareceu de vez na liga, e começou a ser escolhido para o Pro Bowl. Nos três anos seguintes (de 1988 à 1990), o linebacker permitiu apenas 3,9 jardas corridas em média quando um atacante jogava contra ele, e neste período alcançou a incrível marca de 46 sacks, única para qualquer jogador da NFL neste período. Depois de um ano prejudicado por (acreditem) seu novo coordenador defensivo Jeff Fisher, que mudou de lado o posicionamento de Greene, em 1992 com a demissão de Fisher ele voltou a render antes de assinar contrato com o Pittsburgh Steelers.

A escolha pelo Steelers em grande parte foi pelo estilo de jogo. Posicionando a defesa em um 3-4, Greene poderia voltar a jogar pelo lado esquerdo, onde atuava melhor. Assim sua primeira temporada foi sólida, e as duas seguintes foram fantásticas. Em 1994 foi pela primeira vez líder em sacks da NFL, reaparecendo na seleção titular do Pro Bowl e sendo escolhido pela primeira vez na carreira como o melhor linebacker da temporada pela liga. No ano seguinte a atuação foi na mesma linha, e depois de grandes atuações, sendo considerado por muitos um dos melhores pass rushers de todos os tempos, chegou pela primeira vez ao Super Bowl, na derrota para o Dallas Cowboys.

Depois de sair do Steelers, Greene teve dois excelentes anos com o Carolina Panthers, onde nas duas vezes chegou a final da Conferência Nacional, perdendo ambas para o Green Bay Packers. Em uma destas partidas, Greene acertou Brett Favre tão forte em um sack, que o quarterback saiu de campo cuspindo sangue. Nestes dois anos liderou a liga em sacks, foi eleito para o primeiro time do Pro Bowl além de ser eleito o linebacker do ano e o defensor do ano pela primeira vez na carreira. Com ele liderando a defesa do Panthers, a equipe permitiu apenas 3,49 jardas corridas por partida, marca única entre as 32 equipes. Depois disso jogou uma temporada pelo 49ers.

Greene voltou ao Panthers antes de se aposentar, e com 12 sacks no último ano foi novamente eleito para o Pro Bowl, além de ser escolhido como o melhor linebacker da NFC. Ele terminou sua carreira como terceiro maior de todos os tempos da NFL  em sacks, com 160, atrás apenas de Bruce Smith e Reggie White. Ele também terminou como linebacker recordista de sacks a liga, marca que perdura até hoje, à frente de jogadores como Lawrence Taylor, Derrick Thomas e Andre Tippett. Greene teve a incrível média de 10 ou mais sacks durante suas 15 temporadas, terminando com 160 sacks, 63 tackles em cima de running backs atrás da linha de scrimmage, 23 fumbles forçados e três safetys.

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Carreira após o football:

Depois de se aposentar, Kevin Greene voltou para o exército, onde serviu como capitão reformado por 13 anos. Lá, em Fort Knox, atingiu sua última patente como condutor de veículos blindados. Depois de completar seu serviço pelo país, Greene foi fazer um estágio no Steelers até conseguir um contrato com o Packers como treinador de linebacckers, em 2009. Em 2011 conseguiu o tão sonhado Super Bowl, e em 2014 anunciou que deixaria a equipe para passar mais tempo com a esposa e os filhos.

Gostou da história de Kevin Greene, então você vai adorar assisti-la no “A Football Life” da NFL Films, exclusivo para assinantes do NFL Game Pass. Aproveite e além destes filmes que contam a história do esporte que amamos você ainda terá toda a programação exclusiva da NFL Network e todos os jogos da liga até o Super Bowl LI, que terá cobertura exclusiva das coletivas pré e pós jogo. Não perca!

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Leopoldo Scremin

Leopoldo Scremin é jornalista com passagem por diversas plataformas de comunicação (rádio, jornais e televisão).

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