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De “desprezado” em San Diego a recordista, a trajetória de Drew Brees:

De “desprezado” em San Diego a recordista, a trajetória de Drew Brees:

MKC

Quem viu o futuro Hall da Fama Drew Brees acertar um passe de 62 jardas para o calouro Tre’Quan Smith na noite de ontem, não imagina o quão difícil foi para ele conquistar aquilo. Com um Mercedez-Benz Superdome eu euforia, “marmanjos” emocionados e atletas e ex-atletas da equipe fazendo questão de entrar em campo para cumprimentá-lo, fica impossível imaginar que há 12 anos ele era um agente livre desprezado pelo San Diego Chargers. Mas é verdade.

Sim, Drew Brees não teve uma história fácil na NFL. Mas quando se encontrou com Sean Payton e seu ataque dinâmico tudo mudou. Hoje podemos afirmar que Brees é um dos maiores da história, afinal, ninguém alcançou mais jardas lançando que ele na história da NFL.

A trajetória de Brees não começou bem com o Chargers. Após a primeira temporada ficando na reserva, ele recebeu a chance de atuar em 2002. Jogou as 16 partidas e seus números não foram tão altos. Muitos não gostavam dele em San Diego, tanto que em 2003 ele chegou a ser colocado na reserva. Em 2004 o Chargers trouxe Phillip Rivers, deixando claro que o atleta não teria vida longa na franquia. A resposta de Brees foi um 12-4 na temporada seguinte, com os melhores números da carreira e o prêmio de “NFL Comeback Player of the Year”.

Mesmo assim o Chargers não o prestigiava. Como ele estava virando um agente livre em 2005 e a equipe não poderia sacá-lo, já que havia dado o título da AFC Oeste a equipe após 10 anos de jejum, Brees recebeu uma tag condicional. Receberia U$ 8 milhões no ano e se alguém quisesse assinar com ele teria que dar duas escolhas de primeira rodada dos Drafts subsequentes. Ninguém quis fazer isso e, para completar o infortúnio, na última partida da temporada Brees teve uma lesão séria no ombro.

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O time de San Diego foi complacente. Não deixou Brees sem uma oferta, mas ela foi toda baseada em bônus por produtividade. O Chargers não acreditava que ele iria voltar a ser o mesmo jogador. Brees não aceitou a oferta e começou a visitar outras equipes, ente elas o Miami Dolphins e New Orleans Saints. O Dolphins não arriscou por medo dele não estar recuperado da lesão e, coube ao novato Sean Payton dar corajosa cartada para trazer o quarterback. Ali se iniciava uma das maiores parcerias da NFL. Na primeira temporada dos dois juntos o Saints chegou a final da NFC.

Outro detalhe de Brees em New Orleans é que em suas cinco temporadas com o Chargers ele nunca havia passado das 3.600 jardas. Já com Payton no Saints, ele jogou para mais de 4 mil jardas em todas as temporadas, alcançando as 5 mil por cinco vezes. Brees passou de contestado no Chargers a ídolo na liga. Mas ainda faltava o Super Bowl.

E ele veio em 2009. Brees naquela temporada regular não teve seus melhores números, mas foi cirúrgico nos playoffs. Depois de atropelar o Arizona Cardinals no divisional, uma partida histórica contra o Minnesota Vikings de Brett Favre na final da NFC. No Super Bowl tínhamos o encontro de Brees e Peyton Manning, garantia de um jogo histórico.

Naquela noite o quarterback do New Orleans Saints foi perfeito, igualando o recorde de passes completos em uma edição de Super Bowl (32). Mesmo começando com um déficit de 10 pontos, o time de New Orlenas foi melhor no restante da partida. Brees deu dois passes para touchdown, colocou a equipe em posição de field goal por três vezes e terminou a partida com 288 jardas. Óbvio que ele foi eleito o MVP da partida.

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Depois desta conquista Brees levou o New Orleans Saints a mais 4 playoffs. Viu e participou da reconstrução da equipe por várias vezes, ameaçou a aposentadoria e até hoje joga com maestria. Com certeza os fãs mais antigos do Chargers devem ter assistido Drew Brees na noite de ontem com um “aperto no peito” digno de quem perdeu um dos maiores da história. Porém os fãs do Saints agradecem até hoje a Sean Payton e ao staff da equipe, que pegaram um jogador desprezado e o transformaram no recordista de jardas passadas na história da NFL.

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Leopoldo Scremin

Leopoldo Scremin é jornalista com passagem por diversas plataformas de comunicação (rádio, jornais e televisão).

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