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Extensão de contrato ou troca, o Jets decide:

Extensão de contrato ou troca, o Jets decide:

Traktor EJ (2)

Quando o New York Jets anunciou a contratação de Teddy Bridgewater por uma temporada, ninguém acreditava que ele ficaria na lista final dos 53 nem ao menos que disputaria a posição de titular da equipe. Voltando de recuperação e com apenas alguns “snaps de despedida” no Minnesota Vikings, o quarterback de 25 anos vem mostrando estar pronto para assumir uma franquia.

O drama na vida do ex-quarterback da Louisville University começou em 30 de agosto de 2016. Antes, na temporada de 2014, quando foi a 32° escolha geral do Draft ele havia sido eleito o “calouro do ano” tanto pela imprensa quanto pelos torcedores. No ano seguinte ele foi eleito para o Pro Bowl e foi o grande destaque da campanha do Vikings, quando a equipe foi eliminada dos playoffs com o “bisonho field goal de Blair Walsh”.

Mas vamos voltar ao dia 30 de agosto de 2016. O Vikings era um dos favoritos da NFC, Bridgewater fazia mais um treino sem contato quando seu joelho literalmente “virou ao contrário”. A contusão foi tão grave que foi até cogitada uma amputação. Bridgewater estava desacreditado pelos médicos e sua recuperação da mobilidade da perna demoraria 19 meses.

Ele não desistiu e continuou. Tentando a recuperação assistiu o seu Vikings sofrer com Sam Bradford como quarterback. No ano seguinte voltou às dependências da equipe para continuar sua reabilitação. Ouviu de seu treinador que ele demoraria muito para voltar a estar em campo e pelos jornais descobriu que o Vikings não iriam ficar mais com ele (não exerceram a opção de quinto ano). Mas ao contrário das expectativas de todos, ele  ão desistiu e estava em campo na semana 15 da temporada de 2017.

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Teddy não estava curado, ainda faltava mobilidade, faltava a velocidade nas pernas que ele demonstrou no College e em seus dois primeiros anos de NFL. Enfim, seria muito difícil alguém lhe dar uma oportunidade. Aí surgiu o Jets, que lhe ofereceu um contrato de apenas U$ 500 mil garantidos, mas a possibilidade de treinar e jogar, diferente do que aconteceu em Minnesota. E Bridgewater aceitou e lutou para mostrar que ainda pode jogar em alto nível.

Disputando a posição com o veterano Josh McCown, titular do ano passado e com o calouro Sam Darnold, prodígio e 3° escolha geral do Draft 2018, Teddy poderia ate ser cortado antes da lista final, afinal, se não conseguisse jogar por que o Jets manteria ele? Mas depois de ótimos treinos e de oportunidades nas duas primeiras partidas da pré-temporada, Bridgewater mostrou que está de volta.

Se na primeira partida ele participou de apenas dois drives, que terminaram com 7 de 8 passes certos, 85 jardas e um touchdown, acumulando um rating de 150,5 pontos. Na noite de ontem ele teve mais tempo e não foram apenas passes certos com o primeiro time, mas mostrar que ele está pronto para tudo.

“Ele foi muito bem”, disse Todd Bowles, técnico do Jets. Eu disse que ele poderia ser atingido um pouco se isso fosse sua vontade”.

Sem título

E foi exatamente isso que aconteceu. Em algumas jogadas Bridgewater procurou o contato, saiu do pocket, correu com a bola, mostrou eficiência no jogo de pernas e sobreviveu aos sacks. Parecia que ele esperava deliberadamente para receber o contato dos defensores como se falasse: “Ei, estou pronto, meu joelho está totalmente recuperado”. Enfim, Teddy Bridgewater está recuperado.

O quarterback sabe que mesmo com seu treinador garantindo que ele está disputando a titularidade será muito difícil ter um futuro na franquia. O Jets tem Sam Darnold, que na semana 1 ou dali seis partidas será o titular. Também tem McCown, titular da equipe no ano passado. Então ele quer mostrar que pode ser titular em outra franquia. Quer mostrar que pode se melhor que muitos quarterbacks que estão liderando equipes na NFL.

O Jets também não planeja ficar com Bridgewater, afinal, tem um contrato de apenas um ano. Se a equipe o deixá-lo como titular ele pode transformar seus U$ 500 mil em até U$ 15 milhões (com os bônus). E o pior (para o Jets), ao final do ano ele voltará a ser um agente livre, podendo negociar com um rival de divisão, por exemplo.

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Então Teddy Bridgewater está sendo colocado em uma vitrine para negociação. O Denver Broncos já anunciou que precisa de quarterback reserva. O Tampa Bay Buccaneers também procura alguém, uma vez que Jameis Winston vem caindo assustadoramente de produção e o reserva é Ryan Fitzpatrick.

Enfim, quarterback bom tem espaço na NFL. Agora está nas mãos do Jets estender o contrato de Bridgewater ou trocá-lo, para que realmente o quarterback que estava desacreditado para o futebol possa enfim voltar a ser um dos melhores da liga.

 

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Leopoldo Scremin é jornalista com passagem por diversas plataformas de comunicação (rádio, jornais e televisão).

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