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I’m Still Alive

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Após vitória contra Dallas, Seahawks mostram que há vida no futebol da terra de Pearl Jam

Levando nas costas a missão de sair da péssima posição de ter mais derrotas que vitórias na temporada, o Seattle Seahawks viajou até o Texas, onde enfrentou o Dallas Cowboys na oitava semana da temporada de 2015 da NFL. Missão cumprida, a equipe volta para o estado de Washington com quatro vitórias e quatro derrotas.

O jogo, como o placar é capaz de explicitar (13 a 12), foi bastante apertado. Se por um lado ambas as defesas foram bastante competentes – destaque para a linha defensiva dos Cowboys e a secundária do Seattle Seahawks, por outro os ataques exibiram grandes fraquezas.

Vejamos o caso dos Cowboys: a equipe não conseguiu passar das 100 jardas aéreas – foram 97 na conta de Matt Cassel, quarterback reserva da equipe que substitui o lesionado Tony Romo. Já para o time de Seattle, a linha ofensiva ainda é o grande problema. Wilson não foi sackado neste jogo, mas isto se deve muito mais aos passes rápidos que ao trabalho da unidade que protege o quarterback.

Esta partida foi importante para o time de especialistas de ambas as equipes – embora não da melhor maneira possível. No caso dos Cowboys, seu special teams foi responsável por todos os pontos da equipe texana na partida. Sinal de que o ataque enfrentou graves problemas. Já o time do Estado de Washington viu seu kicker, Steven Hauschka, perder o primeiro field goal do ano; ele teve um chute bloqueado no início do quarto período.

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(Steven Hauschka não tem mais uma temporada perfeita, depois do chute bloqueado contra os Cowboys.
Ele agora tem 18 field goals marcados de 19 tentados.) © Seahawks

O momento mais impressionante da partida, entretanto, aconteceu nos últimos segundos do primeiro tempo. Ricardo Lockette, wide receiver dos Seahawks, sofreu um choque com o safety Jeff Heath e caiu desacordado no campo. Lockette não esboçou nenhuma reação após a queda. Médicos imediatamente entraram no gramado do AT&T Stadium para atender o jogador.

Uma corrente se formou, no estádio e ao redor do mundo, para enviar energias positivas. Angustiantes minutos se passaram enquanto o atendimento médico prosseguia, deixando companheiros de time e fãs da NFL preocupados. O primeiro alívio só veio quando o jogador foi colocado no carrinho e mandou um sinal para todos.

Ricardo Lockette foi retirado de campo já acordado, ergueu os braços e fez um sinal de L com as mãos. L de LOB, que para muitos é a sigla da Legion of Boom, apelido da secundária do Seattle Seahawks. Para outros, LOB significa Love Our Brothers (Ame Nossos Irmãos, em tradução livre), filosofia de companheirismo dentro do time. Observe agora a primeira letra de cada um dos parágrafos deste texto e confira a surpresa.

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(Lockette faz sinal de L com as mãos enquanto é removido de maca do campo.) © CBS Sports

Boas notícias sobre Lockette vieram ainda durante o jogo. A suspeita é de que o jogador tenha tido uma concussão, mas seus movimentos não foram prejudicados. Após a partida o treinador Pete Carroll declarou que o wide receiver permaneceria em Dallas para maiores avaliações. Esta é a sua condição atualizada no momento de fechamento deste texto.

Refeitos do susto, voltemos à análise da equipe.

O Seattle Seahawks chega a sua semana de folga (bye) com cinquenta porcento de aproveitamento. Não é uma estatística que agrada ao torcedor, mas, analisando o calendário da NFL, é uma estatística plausível. Das quatro derrotas, três foram contra equipes que permanecem invictas – o jogo entre Green Bay Packers (que venceu o Seahawks na semana 2) e Denver Broncos não terminou antes do fechamento desta coluna.

Tendo este dado em conta, é parcialmente justificável o atual estado da equipe na tabela; o calendário não foi amigo dos Seahawks na primeira metade da temporada – e também não será na segunda. Dois confrontos contra o líder da NFC West, Arizona Cardinals, o jogo de volta contra os Rams, o duelo contra os Steelers de Big Ben (reedição do Super Bowl XL) e o embate contra o Minnesota Vikings, possível adversário por uma das vagas de wild card (repescagem) na NFC, prometem ser jogos desafiantes para o time do Noroeste. Mas, a culpa não é só do calendário; alguns problemas da equipe persistem em existir.

Há, por exemplo, a pressão que Russell Wilson sofre por conta de sua linha ofensiva bastante deficitária – e que não contou com o offensive tackle Russell Okung no jogo contra os Cowboys. Como já dissemos, este foi o primeiro jogo da temporada em que Wilson não foi sackado – mas foi muito atingido, provando que os defensores ainda tem acesso ao quarterback de Seattle. Isto se deu porque as chamadas ofensivas se adaptaram ao grave problema da equipe, e os passes de Wilson ficaram mais ligeiros. Ou seja, no bom português, os Seahawks usaram uma gambiarra.

Estas mesmas chamadas, no entanto, foram um dos problemas da equipe. Explico: o Seattle Seahawks é uma excelente equipe correndo. Marshawn Lynch segue sendo uma besta, apesar da falta de uma linha ofensiva que auxilie seu trabalho. Mas, contrariando as vantagens do time, muitas chamadas de passe em primeira e segunda descida foram feitas, e nem sempre estas eram a melhor opção. Pior ainda, deixavam o time em situações de terceiras descidas longas, matando campanhas. Já as tentativas iniciadas com corridas de Lynch, na maior parte do tempo, geraram terceiras descidas mais confortáveis, com maiores chances de conversão.

Resta saber se as mudanças necessárias finalmente chegarão. A semana de folga do Seattle Seahawks está aí, e este é o melhor momento para acertar o time. Se isto der certo, é possível sonhar. Afinal de contas, diz a canção que dá nome a este texto, nós ainda estamos vivos. Tudo é possível.

Semana que vem a coluna também terá a sua folga, mas nós voltaremos após o duelo crucial entre Seattle Seahawks e Arizona Cardinals. O Sunday Night Football entre as duas equipes será disputado no CenturyLink Field, e transmitido no Brasil pela ESPN e pelo Esporte Interativo às 23h25 do dia 15 de novembro. Go Hawks!

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Guilherme Braga Alves

Guilherme Braga Alves é carioca, estudante de Relações Internacionais e torcedor do Seattle Seahawks desde 2012. Criador do perfil @SeahawksDepre e colaborador do @Seahawks_BR.

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