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Os erros que tiraram a chance de Prescott chegar ao Super Bowl

Os erros que tiraram a chance de Prescott chegar ao Super Bowl

Brock oficial

Quando Bill Belichick descobriu em uma escolha de sexta rodada um talento enorme, não teve dúvidas em trocar o consagrado Drew Bledsoe, que contava com um contrato de 10 anos e apostar no jovem. O movimento fez com que o New England Patriots economizassem U$ 12 milhões por ano, podendo assim perpetuar o time vencedor e acrescentar diversos jogadores para jogar ao lado de Tom Brady, que na época ganhava cerca de  US 400 mil.

Para se ter uma ideia, quando Brady venceu seu terceiro Super Bowl (completando quatro anos com a equipe), ele tinha custado apenas U$ 4 milhões em média por ano (incluindo bônus e renegociação do contrato), um número muito baixo para a NFL. A tática utilizada foi de gastar o dinheiro no entorno do jovem quarterback que ganhava pouco, dando mais subsídios para ele levar a equipe às vitórias.

Outro grande exemplo desta estratégia foi o Seattle Seahawks de Russel Wilson, que saiu da terceira rodada do Draft ganhando pouco para duas aparições no Super Bowl. Wilson levou a equipe ao título na temporada de 2013 recebendo menos de U$ 50 mil por mês, o que subsidiou a montagem da estelar Legion of Boom.

No ano seguinte o quarterback custou para a equipe U$ 662 mil, novamente chegando ao Super Bowl. Coincidência o não, o Seahawks começou a decrescer quando assinou um contrato milionário com Wilson, que só em 2015 custou U$ 31 milhões ao cap da equipe. Nesta temporada Wilson está custando U$ 15,5 milhões para os cofres do Seahawks.

Mas  que isto tem a ver com Dak Prescott e o Dallas Cowboys? Simples, Prescott é no momento o salário mais baixo entre os quarterbacks titulares da liga. Já mostrou que tem muito talento em sua temporada de estreia, mas a cada ano o times decresce no nível de seus atletas, mesmo com o quarterback dando subterfúgio através de seu salário baixo para que a equipe invista.

Prescott vai ganhar em seus primeiros quatro anos na NFL um total de U$ 2,6 milhões. Em um comparativo rápido, Jimmy Garoppolo, que tem um histórico bem inferior a Prescott tanto em jardas passadas, corridas e touchdown, vai receber U$ 2.5 milhões por partida! Claro que isto acontece pela escolha baixa de Prescott no Draft, que logo receberá uma restruturação alta. Mas o Cowboys perdeu a chance de montar um grande time – digno de ir ao Super Bowl – na agência live do ano passado e na deste ano.

O Cowboys trouxe apenas um atleta este ano. Em compensação a lista de dispensas e aposentadoria é grande. E isso foi o que acabou com o teto salarial da equipe. Vamos explicar melhor:

O Cowboys utiliza há anos um modelo cada vez mais popular na NFL, mas que quando dá errado literalmente “quebra a franquia”, a reestruturação de contratos. Funciona mais ou menos assim. A equipe quer renovar – ou contratar – com um atleta muito caro, como Tony Romo era, por exemplo. Eu ao invés de pagar os seus U$ 48 milhões garantidos como salário, que seriam deduzidos do teto nos três anos de contrato, foi assinado com ele por U$ 1 milhão de salário base, pagando o restante do valor como um bônus de assinatura. No teto salarial este formato é parcelado em até seis anos, descontando U$ 8 milhões como”dead cap”.

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Com Romo isso foi feito em 2013, antes de Prescott chegar a equipe. Então este ano o salário que Romo recebeu em 2013 ainda está com uma parcela sendo descontada (U$ 8 milhões). Mas Romo não foi o único. Dez Bryant é outro exemplo de quem está custando para a franquia cerca de U$ 8 milhões mesmo não estando mais no elenco. No total, esta temporada são sete atletas que assinaram neste molde e foram dispensados, além de mais dois jogadores que estão na IR.

Este ano o Cowboys tem U% 27,5 milhões de “dead cap”, que na agência livre poderia ter sido investido em atletas para formar uma equipe campeã. Mas já foi pior, uma vez que em 2016 o Cowboys gastou U$ 53 milhões – um terço do teto salarial – com o “dead cap”. Um número altíssimo.

Mas existe esperança. Se este ano o Cowboys perdeu de investir na agência livre por ter apenas U$ 10 milhões de espaço no seu cap, ano que vem a quantia sobe para U$ 60 milhões, uma vez que apenas quatro atletas (Travis Frederick, Tyron Smith, Tyrone Crowford e Sean Lee) ainda tem residual de seus contratos para serem descontados.

Porém a equipe terá que ofertar um novo contrato para Prescott, já que ele vira free agent em 2020. E observando o mercado cada vez mais caro o Cowboys terá que utilizar novamente desta fórmula se quiser manter o quarterback na equipe. Os 20 milhões que ele deve receber a partir da renovação, poderiam ser gastos em pelo menos dois jogadores de elite para receber seus passes.

A oportunidade de investir já passou e o Dallas Cowboys perdeu a grande chance de voltar ao Super Bowl. Por falhas administrativas ficaram sem dinheiro no momento mais importante. Se a equipe tivesse investido tudo o que não paga a Prescott em outros atletas, com certeza seria uma top conteder ao Super Bowl, tanto ano passado quanto este ano.

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Leopoldo Scremin

Leopoldo Scremin é jornalista com passagem por diversas plataformas de comunicação (rádio, jornais e televisão).

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