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Três motivos para acreditarmos que Bridgewater é o futuro do Saints

Três motivos para acreditarmos que Bridgewater é o futuro do Saints

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O New Orleans Saints vem há anos buscando um substituto para Drew Brees, seu quarterback titular e futuro Hall da Fama. Brees teve e ainda terá momentos sensacionais com a franquia, mas seu contrato dura até 2019 e com 41 anos é bem provável que ele se aposente.

Assim o Saints fez na tarde de ontem um dos movimentos mais notáveis desta pré-temporada, principalmente quando falamos a respeito do futuro da franquia. Teddy Bridgewater estava muito bem no New York Jets e trazê-lo agora com um contrato que custará no máximo U$ 5 milhões o torna uma das grandes negociações deste ano. Claro que o contrato é de um ano e o Saints precisa de uma reestruturação, mas três motivos fazem dele o futuro da franquia:

Teddy e sólido como titular na NFL:

Apesar de ter apenas 25 anos, Bridgewater já tem 28 jogos como titular na NFL. Destes ele perdeu 6 em sua primeira temporada e 5 na segunda. Ele jogava em um ataque mais conservador, que o possibilitava trabalhar mais passes rápidos e dentro da linha das 10 jardas. Também teve seus momentos de big plays, mas Teddy tem todas as qualidades para administrar um ataque, principalmente na red zone.

Se você se atentar para os seus números (28 touchdowns em duas temporadas), vai parecer que ele não é um quarterback definidor, mas isso é exatamente o contrário, uma vez que o Minnesota Vikings nas temporadas que contou com Teddy tinha uma porcentagem muito maior de pontuação terrestre na red zone que de passes.

Outra prova de que ele pode ser bem agressivo e vertical em seus jogos é sua passagem por Louisville no College. Bridgewater jogou para 9.817 jardas e 72 touchdowns em três anos, com apenas 24 interceptações. Não adianta um quarterback ter muita força no braço se não tiver precisão, então se você busca boas decisões no pocket ou fora dele Teddy Bridgewater é seu quaterback.

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O jogo de Sean Payton se encaixa perfeitamente com Bridgewater: 

Quem via Drew Brees dando aqueles passes de 80 jardas para touchdown talvez tenha uma impressão errada de como funciona o ataque do Saints. Claro que existe muita profundidade nos playbooks, mas na última temporada Brees e seu ataque trabalharam muito na zona de cobertura dos lineackers, principalmente com Alvin Kamara e Mark Ingram.

Estas opções de passe se encaixam perfeitamente com Bridgewater, que tem uma média de 7,5 jardas para cada conclusão. Além destas jogadas mais rápidas, o Saints trabalha muito com rotas cruzadas na distância entre 5 e 10 jardas do scrimmage. A leitura ofensiva de Sean Payton, uma das melhores da NFL e sem sombra de dúvidas se encaixará perfeitamente com a agilidade de Bridgewater para passar a bola. Com certeza o estilo do jogador deve ter influenciado muito na decisão da franquia em trazê-lo.

Companheiros de equipe se adequam a Bridgewater:

Se acontecesse – torcemos muito para que não – algo com Drew Brees e Bridgewater tivesse que começar como titular daqui há algumas semanas, o Saints ainda seria uma equipe muito competitiva. Como citamos acima, o jogo de Teddy se encaixa perfeitamente com Ingram e Kamara, grandes destaques do ano passado. As jogadas de lateral de Teddy – ficaram evidenciadas na pré-temporada com o New York Jets – também funcionariam perfeitamente, principalmente com Mike Thomas e com um dos tight ends (Benjamin Watson ou Josh Hill). 

A na profundidade ele ainda conseguiria acionar Ted Ginn Jr. Claro que ele não tem o mesmo braço de Drew Brees, mas com estádios que a sua divisão oferecem e ainda com a ajuda do clima, bem mais ameno que a NFC Norte que ele jogava antigamente, não faltará jogadas bem verticais para os recebedores, uma vez que isto faz parte do “DNA” dos times de Sean Payton.

Teddy Bridgewater será o futuro do Saints. Uma grande aquisição para a equipe, que agora pode focar em outras posições ao invés de ficar arriscando todo ano atrás de um substituto para seu futuro Hall da Fama. Se será em 2010, ano que vem ou ainda nesta temporada – caso Brees se lesione -  não dá para dizer, mas com certeza o New Orleans Saints tem um dos – senão o – melhor quarterback reserva da liga.

 

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Leopoldo Scremin

Leopoldo Scremin é jornalista com passagem por diversas plataformas de comunicação (rádio, jornais e televisão).

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