Tecnologia: Engenheiro têxtil entra no mercado dos uniformes

Quem acompanhou o Brasil Bowl em dezembro pela Band Sports ou pela internet, viu algo diferenciado. De um lado o Galo FA com um uniforme básico, branco e cheio de anunciantes. Do outro o João Pessoa Espectros, também com uniforme com anunciantes, mas preto e com um número em vermelho metalizado que brilhava nas telas e monitores de quem assistia.

E este efeito só é possível graças a tecnologia. Desde a chegada do futebol americano no Brasil diversas marcas tentaram produzir uniformes. Mas foi um a empresa de São Paulo, que já trabalhava com uniformes esportivos que se atentou para o que realmente os atletas brasileiros precisavam.

“São mais de 15 anos evoluindo nossos uniformes para chegarmos ao corte e modelo que utilizamos atualmente”, conta Wagner Scafati, um dos pioneiros e proprietário da Traktor Sports, maior empresa do segmento na América do Sul. “Hoje contamos com um engenheiro têxtil que produz com exclusividade os tecidos que utilizamos nas jerseys dos principais times brasileiros.”

Wagner explica como funciona a produção. Primeiro o engenheiro produz o tecido, que diferente de todas as outras marcas não é elanca, lycra ou dry fit. A forma da concepção dos micro pontos do tecido fazem com que ele fique praticamente indestrutível. Para uma melhor transpiração, ele tem diversos micro-poros, além de defletar os raios UV. Segundo Wagner e alguns atletas que conversamos, realmente a camisa é a que menos esquenta no mercado nacional (até por isso, no Brasil Bowl o Espectros optou por usar o uniforme preto, mesmo com o calor e sol de João Pessoa).

E o papel do engenheiro têxtil na produção não para por aí. O desafio era criar um tecido que, além de ter todos os atributos descritos acima, não deformasse as cores ao ser esticado. Tecidos como a elanca, lycra e dry fit conseguem ser sublimados (coloridos), mas quando esticados perdem o tom original. Então diversas equipes que utilizam este tipo de tecido perdem o impacto das cores do uniforme. É muito comum ver no FABR times que eram para ter camisas de uma determinada cor e após colocar a jersey em cima do pad, ficam “desbotadas”. Os uniformes da Traktor não tem este problema, pois as cores não deformam quando a jersey é esticada.

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E o número metálico que “roubou a cena” no Brasil Bowl? Segundo Wagner, a tinta é importada da Itália e paga em Euros, custando quase cinco vezes mais que a utilizada por outras marcas. A qualidade das cores e a força dos tons fica evidenciada quando olhamos a jersey do Brasil Onças no Mundial de Ohio e a jersey atual, que não é feita pela Traktor. O tom do amarelo da camisa da Traktor é muito mais forte que a camisa atual, tudo graças a tinta italiana utilizada. A qualidade do tecido também é diferenciada, uma vez que a atual é uma espécie de dry fit, bem simplória.

Wagner nos contou mais diversos detalhes que fazem do uniforme dele o melhor do Brasil. Não a toa, quando o Esporte Interativo transmitia a NFL em rede aberta, fez questão de ir a fábrica da Traktor para mostrar a qualidade do tecido (vídeo abaixo). Claro que de lá para cá os uniformes da Traktor evoluíram muito, sendo que são os que mais se assemelham a qualidade utilizada nos Estados Unidos.

Para a Traktor, os resultados de hoje são fruto do trabalho de ontem. Existem outras marcas que tentam fazer algo parecido, no entanto, como não possuem “a lógica do uniforme”, que envolve o tamanho correto de números, emblema, nome do aleta e diversas outras coisas, elas não são concorrência. Tanto que os melhores times do Brasil usam a tecnologia da Traktor. Parabéns a Traktor Sports por além de fazer ótimos uniformes, investir em tecnologia para que o nível do FABR aumente cada dia mais.

GALERIA:

*Fotos por Emanuelle Matos (incluindo a foto de capa), Adriana Ferrari, Jayson Braga (via divulgação Traktor) e Instagram/Divulgação equipes e atletas.

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