Kingsbury dá pistas sobre futuro de Rosen

Na reunião dos proprietários da NFL que está acontecendo no Arizona, um dos profissionais mais requisitados para entrevistas é o treinador Kliff Kingsbury, que começa sua trajetória na liga treinando o Arizona Cardinals.

E não é por estar em casa que ele está sendo tão questionado. Todos querem saber se a equipe continua com Josh Rosen ou vai escolher Kyler Murray, que depois do próprio Kingsbury ser anunciado na franquia deu uma subida e é considerado como sendo a primeira escolha da equipe no Draft 2019.

No entanto, a entrevista do novo treinador deu algumas pistas de que a franquia só está blefando em relação a escolha de um novo quarterback. Ele desmentiu que Josh Rosen, escolhido na primeira rodada do Draft 2018 não está de acordo com seu esquema ofensivo e mais, deixou claro que a postura que ele está vendo em Rosen é o que ele espera de um quarterback.

“As pessoas disseram muitas coisas que são equívocos”, disse Kingsbury. “Josh é um grande jogador, eu sempre pensei em vê-lo na UCLA. Ele jogou seu melhor futebol em um sistema de propagação, com algumas semelhanças com o que fazemos. Ele é um tremendo pensador, muito cerebral, pode jogar com qualquer sistema e nós nos orgulhamos muito de construir este sistema em torno de um quarterback desses. Não faz sentido alguém dizer que ele não se encaixa em nosso sistema, não mesmo.”

A polêmica em torno de Rosen ser trocado para dar lugar a Murray vem do histórico do treinador. Ele que recrutou Kyler Murray para ser quarterback de Texas A & M quando era o coordenador ofensivo em 2012. Depois, quando se tornou treinador da Texas Tech em 2013 também levou Murray para lá. Isso fez com que todos pensassem que ele trabalharia para levar o jovem vencedor do Troféu Heisman com a primeira escolha do Draft 2019.

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Ele gosta do atleta, inclusive considera Murray  “um dos melhores jogadores de dupla ameaça que já viu”. Gosta de seu estilo de jogo, o comparando com Michael Vick, por exemplo. No entanto, mesmo não contando o que vem falando com Rosen, disse que o jogador tem todos os atributos que um treinador quer para um quarterback.

“Ele é um jovem confiante e é isso que nós amamos nele”, disse Kingsbury. “Ele tem uma casca muito grossa. Tudo isso cai das costas dele e ele está pronto para provar o que pode fazer. Um quarterback da NFL tem que ser casca grossa e ter uma compreensão do ‘circo’ que vem com essa posição. Rosen tem estes atributos.” 

Ele disse que ainda não está nada definido em relação a primeira escolha da equipe. Acredita que uma primeira escolha de Draft pode mudar a história de uma franquia. Então ainda terá que conversar com mais uma quantidade de atletas para emitir sua opinião sobre a escolha. Mas mesmo com Murray sendo bem cotado, é difícil imaginar que o Cardinals deixará Rosen de lado para fazer uma aposta arriscada em Murray.

“Eu sei que todos vocês se cansam de ouvir isso, mas não estamos mais perto de uma decisão final do que da última vez que conversamos”, continuou Kingsbury. “Você tem que pegar todas as informações, você tem que se encontrar com todos os jogadores, e então você tem que obter a melhor resposta que você pode encontrar para escolher o melhor nome possível. Não tenho certeza de quando essa decisão será tomada. É a minha primeira vez. E essa é uma escolha que pode mudar nossa organização por muitos anos.”

Além de Kingsbury, estão extremamente envolvidos nas entrevistas o gerente geral Steve Keim e presidente da equipe, Michael Bidwill. A novela ainda não acabou, mas parece que o Cardinals vai ser conservador e não arriscar trazendo Murray. Se isso poderá mudar, só saberemos na noite do dia 25 de abril.

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