Já é o fim da temporada do Jets?

Nós já adiantávamos aqui – leia na íntegra – que exista uma crise entre o novo treinador do New York Jets, Adam Gase e o gerente geral Mike Maccagnan. Pois bem, na manhã de ontem ele foi demitido. Logo após o acontecido, o CEO da equipe, Christopher Jonhson nomeou Adam Gase interino até que outro nome seja contratado.

E o que fica mais estranho é o motivo de manterem Maccagnan no cargo após três temporadas negativas. O CEO, irmão do dono da franquia disse que “talvez tenha sido lento em tomar esta decisão”. Mas a pergunta principal é: já acabou a temporada para o New York Jets antes mesmo dela começar?

Primeiro é necessário avaliar o que Gase vai fazer quando estiver no cargo. Seu primeiro movimento foi ruim. Darron Lee nunca chegou a ser em campo o que esperavam dele, no entanto, seria um ótimo reserva para esta equipe. A 20° escolha geral do Draft 2016 foi trocada com o Kansas City Chiefs por uma escolha de sexta rodada do Draft 2020.

Muitos dirão que com a chegada de CJ Mosley ele perderia a posição. Isso é óbvio, uma vez que Avery Williamson irá jogar daquele lado. Contudo, ele vinha de sua melhor temporada com a equipe, conseguindo três interceptações e dois fumbles forçados em 12 jogos. Foi suspenso e perdeu o fim da temporada, o que foi bom, pois o Jets não tinha mais o compromisso de pagar os U$ 1,5 milhões.

E tem mais. Como o Jets já tinha anunciado que não iria exercer a opção de quinto ano dele, na próxima temporada ele seria um agente livre. Com isso, além da equipe contar com ele este ano por um valor bem baixo, ainda poderia conseguir uma escolha compensatória de terceira ou quarta rodada por ele.

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Trocar agora por uma de sexta rodada foi um péssimo movimento. Nada que surpreenda, afinal, este foi o Adam Gase que treinou o Miami Dolphins. A sorte do fã do Jets é que Ryan Tannehill já assinou com o Tennessee Titans, senão era bem provável que ele trouxesse seu ex-quarterback para a equipe de New York.

Mas a confusão não para por aí. Como retamos aqui, a briga entre Gase e Maccagnan começou na agência livre. Ele precisava de contratações de peso para manter o emprego, então foi a caça de CJ Mosley e Le’Veon Bell. Gase só gostava de Mosley.


Então vazou esta briga entre os dois. Para Gase, Bell não vale os U$ 13,5 milhões que ganhará por ano, mesmo tendo jogado para quase 8 mil jardas em cinco temporadas. E como “onde há fumaça, há fogo”, Bell já foi às redes sociais para falar do assunto. Ele desconversou, dizendo que “fará o seu melhor na equipe” e que “já está acostumado a não dar importância a boatos”. A maior estrela do ataque do time já começará a treinar tendo um “climão” com o treinador.

Enfim, o Jets teve a chance de mudar de filosofia e colocar a franquia no caminho certo. Tinha Mike McCarthy como opção, um vencedor que trabalhou com atletas de elite e prendeu muito com Ted Thompson. Mas preteriu o ex-Packer para trazer Gase, que em menos de quatro meses já arrumou confusão com o coordenador defensivo Gregg Williams, com o melhor jogador do ataque da equipe e fez o gerente geral ser demitido.

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Será que da linha lateral ele vai conseguir fazer valer todo este incômodo? Isso só saberemos durante a temporada. Mas novamente o Jets começa o ano fazendo tudo errado. Talvez o grande problema da franquia realmente sejam os irmãos Johnson. Que desde que compraram o Jets em 2000 ganharam apenas uma vez a divisão, em 2002.

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