Tributo a um dos maiores da história

Quando entram na questão sobre quem é o GOAT, o melhor quarterback da história da NFL ou quem é o maior de todos os tempos, chega até a ser sem fundamento escolher “x” ou “y” que jogou após os anos oitenta. Na verdade esta discussão não faz o menor sentido se olharmos para a rica história da NFL.

Um esporte sem equipamentos descentes, que teve diversos campeões e dinastias antes da unificação da NFL e AFL nos fazem – quando um deles morre – parar para pensar o quão somos superficiais nestas análises, afinal, quando nem se utilizava o passe como grande artifício do jogo já tínhamos ídolos que jogavam para 2 mil jardas em uma temporada.

Ontem foi anunciada a morte de um deles, Bart Starr .Jogador icônico e que no coração da franquia Green Bay Packers tem uma importância extremamente maior que Brett Favre ou Aaron Rodgers. Starr foi o primeiro grande astro do time de Wisconsin e, com certeza, se o troféu não recebesse o nome de Vince Lombardi receberia o nome dele.

Sua história no futebol teve início no Alabama, quando defendeu os Crimson Tide. Em 1954 ele sofreu uma pancada tão forte nas costas que ficou dois anos fora de campo. Para se ter uma ideia da lesão, em 1973, quando sua camisa número 15 foi aposentada, ele ainda em entrevista se queixava que “toda santa noite ele sentia dores e só conseguia dormir após tomar remédios”. Mesmo assim ele foi um mito na NFL.

Como não estava jogando, só chegou ao Packers porque o ex-treinador de Alabama indicou-o a Jack Vainisi, que na época era diretor na equipe. Nos primeiros três anos, até por ter sido uma indicação e não uma escolha pessoal do treinador, ele teve poucas oportunidades. Mas tudo mudou em 1959.

Leia também -   Os erros que tiraram a chance de Prescott chegar ao Super Bowl

Vince Lombardi chegou para treinar o Packers e logo Starr virou a grande arma do homem que hoje dá nome a taça do Super Bowl. De 1961 a 1967 Starr foi 69-18-4 como titular na temporada regular e venceu todas as nove partidas dos playoffs.

“Mas ele venceu apenas dois Super Bowls”, diriam alguns que não respeitam a história. A NFL já existia bem antes do Super Bowl e o primeiro quarterback a vencer cinco títulos foi ele, em 1961, 1962, 1965, 1966 e 1967. Mesmo em uma época em que os ataques eram no mínimo 70% terrestres, Starr liderou a NFL em passes por três vezes e foi nomeado o MVP da liga em 1966.

Terminou sua carreira dentro de campo que durou 16 anos – sempre jogando pelo Packers – com 24.718 jardas de passes e 152 passes de touchdown. Ele entrou no Hall da Fama em 1977 como jogador. Teve passagem na franquia que amava como treinador e gerente geral também, se tornando o grande nome do Packers na história.

Em 2014 ele teve dois derrames e um ataque  cardíaco. Ali sua família foi desenganada e mesmo assim ele sobreviveu. Ainda com sequelas depois de jogar por mais de 20 anos um esporte sem proteção nenhuma, sofreu com problemas respiratórios e de quadril.

Poderíamos deixar aqui frases de diversos jogadores, do presidente do Packers, de grandes nomes da história da NFL e até do comissário Roger Goodell sobre ele. Mas ao invés disso deixamos nosso mais profundo respeito a alguém que mudou dentro de campo o futebol americano.

Bart Starr sempre estará na lista dos dez maiores nomes da história da NFL. Então na próxima vez que alguém elaborar uma lista e não citá-lo, você pode ter certeza que quem cometer esta heresia não entende nada de história e muito menos de futebol americano.

Leia também -   "Nós nos entregamos", diz Tom Brady após derrota dos Patriots em estreia

Descanse em paz Bryan Bartlett Starr (1934 – 2019).

Quer comprar produtos originais da NFL no Brasil? Acesse www.firstdown.com.br

Deixe seu comentário

Comment moderation is enabled. Your comment may take some time to appear.