A última dança

O dia 15 de junho de 2019 ficará marcado na história do FABR. E não é porque acontece uma rodada dupla espetacular no Croco Stadium, em Curitiba, onde pela primeira vez no país teremos uma final regional de full pads masculina e feminina no mesmo dia.

Talvez muitos não entendam o motivo desta data ficar marcada e até outros tantos não reconheçam. Mas a grande verdade é que quem alguma vez assistiu uma partida do Curitiba Predadores ou do Paraná HP deve reconhecer o número “99”.

É difícil imaginar alguém amar tanto o esporte. Começar quando o esporte nem sequer era divulgado, investir muito dinheiro – do trabalho suado – e praticamente todo o tempo de sua vida. Após alguns revezes em campo a ideia de uma parceria com outra equipe. Com os novos amigos construir um sonho e levar o nome de seu estado, o “Paraná” à diversos campos do Brasil.

Trabalhar em estrutura, tornar a equipe grande fora de campo também. Trazer pessoas importantes para perto e ainda sim ter o privilégio de dividir o campo com o irmão de sangue. No meio de tantos irmãos de helmet, ser referência pela entrega. Tanto dentro de campo com seus sacks decisivos quanto fora dele pela dedicação. Sempre servindo de exemplo para os mais jovens.

Ali deixou quase 20 anos de esporte. Viu as coisas acontecerem, o futebol americano se “profissionalizar” e foi obrigado a se entregar ainda mais nos treinos para acompanhar a evolução e continuar um atleta de elite.

Quando foi preciso ele entrou na dieta, deixou de comer o que gostava e praticamente “viveu” a academia. Formou novos atletas, sucessores que poderão um dia dizer que tiveram a honra de serem seus pupilos. Mas a vida dele não foi somente de entrega e dessabores, ele também viveu a parte doce do futebol americano.

 

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Ontem foi um dia especial, pude mostrar para minha filha minha segunda familia com seus 70 tios…. Sou privilegiado por estar em campo ainda já que não sou um pai tão novo e poder mostrar para ela os bastidores do futebol Americano algo que mudou minha vida e muda a de tatos outros. Deus é maravilhoso comigo me proporcionando um momento como este com minhas duas famílias… Obrigado também a vc @camillatemanski , por entender esta minha rotina maluca de treinos e sempre estar ao meu lado me apoiando e tentando estar presente em todos os momentos. O primeiro presente da Lara será um apito, irá cuidar se os preguiçosos estão correndo ou matando treino…. Amo vcs…. @salaooval_fabr #Paidemenina #PaidaLara #Lara #linda #amordedeus #amorincondicional #mudançadevida #felicidade #Meupedacinho #grudedamãe #sapeca #igualaopainãoadianta #meulimão #azedinha

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Com seus melhores amigos fez história ao derrotar o Coritiba Crocodiles na final do campeonato paranaense. Aquele título, o de 2016, banhado a lágrimas, suor, sangue e muita lama, foi o marco de uma geração. Os adversários nunca haviam perdido um campeonato paranaense e ele estava lá para mudar isso.

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No ano seguinte a consagração! O bicampeonato fez com que tudo o que foi pensado e acreditado surtisse efeito. A vitória foi mais que erguer um troféu, foi provar que tudo o que ele acreditava fazia sentido. Tudo o que ele começou lá atrás estava sendo traduzido em vitórias. E o melhor, ao lado de seus irmãos.

Neste sábado mais uma vez ele estará em campo, a última vez. Coroando uma história espetacular que começou lá atrás no gramado de um parque de Curitiba. Na final de amanhã, nas arquibancadas que deve lotar, uma torcedora em especial vai chamar a atenção. Lara, sua filhinha.

Rodrigo “Maximus” Zandoná Philipsen, o popular “Max” do Paraná HP irá se despedir dos gramados. Sinceramente torcemos para que isso não aconteça, pois conhecemos o amor pelo futebol americano que ele carrega. Sem a menor dúvida será uma data marcante para o esporte paranaense.

Nunca ninguém se dedicou como ele. Talvez mais, provavelmente menos, mas nunca igual! E nesta “última dança” o desejo de todos que o admiram é que ele aproveite. Cada segundo, cada snap, cada tackle, sack ou pontuação.

A vitória amanhã não será o mais importante, pois “muito melhor que o destino é a trajetória”. E sua trajetória foi espetacular. Grande jogo, Max. Que o último seja tão espetacular quanto todos que você participou!

*Foto: Rogério Milleo, Gazeta do Povo.

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