McCown se aposenta e vira analista da ESPN

O último jogador em atividade do Draft 2002 anunciou sua aposentadoria. Não que ele tivesse vontade, pois segundo entrevista, Josh McCown queria defender o New York Jets por mais um ano.

Depois de jogar toda a temporada de 2017 e quatro partidas em 2018, o veterano deixa a liga com uma marca importante. Ele jogou por oito equipes durante os 17 anos de carreira.

Só não entrou em campo por uma delas, o Detroit Lions. De resto, jogou pelo menos dois snaps com o Arizona Cardinals, Oakland Raiders, Carolina Panthers, Chicago Bears, Tampa Bay Buccaneers, Cleveland Browns e New York Jets.

No ano passado serviu como mentor para Sam Darnold, terceira escolha geral do Draft. Para se ter uma ideia da longevidade do quarterback, sua filha mais velha tem a mesma idade que Darnold. Em poucas palavras resumiu o que foi sua carreira.

“Eu acho que isso apenas mostra que você nem sempre escolhe o seu próprio caminho”, escreveu McCown. “Mas olhando para trás, estou orgulhoso de como minha carreira se foi. Eu não me esquivo do rótulo de cigano. Eu o abraço, com força total. Porque foi uma grande jornada.”

Agora ele se dedicará a analisar as partidas, o que deve fazer com maestria. Por passar por oito equipes, viu muitos treinadores de hoje trabalharem de perto. Além disso, experimentou os mais diferentes esquemas. Sua estreia acontece nesta quarta-feira no NFL Live.

“Estou animado para fazer a transição para a transmissão com a ESPN, o que me permitirá continuar envolvido com o jogo que eu amo. Estou ansioso para trazer aos telespectadores da ESPN as idéias únicas que ganhei ao longo da minha carreira”, comentou o veterano.

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Com Darnold ele teve uma história interessante. Depois de fazer sua melhor temporada da carreira em 2017, voltou a assinar com a franquia sabendo que um quarterback seria a primeira escola. Segundo Christopher Johnson, ele assinou um contrato em branco. Pela pré-disposição a ajudar quem quer que fosse, o Jets lhe deu um contrato de U$ 10 milhões por um ano.

Com o jovem quarterback ele realmente se dedicou, servindo como um grande mentor. Se mudou para o mesmo prédio que Darnold morava durante a temporada e passava cerca de três horas diárias – fora os treinos – estudando com o jovem. Isso foi reconhecido por Darnold, que não poupou elogios a McCown.

“Eu acho que foi ótimo aprender e poder assisti-lo”, disse Darnold. “Acho que ele foi um pai para mim aqui em New Jersey. Ele era o titular da equipe na temporada anterior. Poderia simplesmente me deixar de lado e brigar pela posição de titular. Ganhei um amigo para o resto da vida.”

Em 17 temporadas ele jogou para 17.707 jardas, 98 passes para touchdown, 82 interceptações e 56,3% de aproveitamento de passes. Um atleta que não foi destaque na liga, mas sempre esteve empregado. O que é muito difícil devido a competitividade. O segredo? Ele mesmo pode dizer:

“Não importava em que time eu estava, tentei dar o melhor de mim e tentei influenciar minha equipe de maneira positiva”, escreveu McCown no The Players Tribune. “Espero ter feito isso. E me certifiquei de que, quando meu telefone tocasse, eu estivesse preparado e desse tudo o que tinha, todas as vezes.” 

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