Divergência política acaba após reunião com dono do Dolphins

Algumas declarações de Kenny Stills, recebedor do Miami Dolphins, não pegaram bem. Pelo menos para a franquia.

E não tinha como ser diferente, afinal, Stills discursou contra o dono do Dolphins, Stephen Ross. Tudo começou com um tweet há algumas semanas e foi reiterado na última quinta-feira, quando o atleta foi a um programa de rádio.

Stills, que ainda se ajoelha protestando contra o racismo, diferencias raciais e violência policial, tinha como alvo Ross e o motivo era bem simples: política.

Ross é um dos fundadores da RISE Foundation, que te como bandeira “eliminar a discriminação racial, defender a justiça social e melhorar as relações raciais”. No entanto, o dono da franquia está há algum tempo fazendo campanha para arrecadar fundos para a reeleição de Donald Trump.

Na entrevista da última quinta-feira, perguntado do assunto, Stills disse que “alguém tinha que ter coragem suficiente para deixar Ross saber que ele não pode jogar dos dois lados”. O treinador Brian Flores foi o primeiro a condenar a atitude do atleta, pois segundo ele “estas coisas tem que serem conversadas em particular”.

E a briga terminou em uma conversa por telefone, na última terça-feira. Segundo Stills a intenção da conversa veio dele, ao ligar para Ross e explicar a situação. O recebedor disse que “eles concordaram em discordar” e “nada vai atrapalhar a performance dentro de campo”.

“Não há muito o que discutir”, disse Stills . “Ele tem sentimentos sobre isso e ele se mantém firme nisso, e eu respeito. Mas eu discordo e disse a ele que não há ressentimentos. Não há mais brigas nem ressentimentos, vamos ganhar alguns jogos este ano.”

Donald Trump utilizou dos protestos iniciados por Colin Kaepernick como bandeira eleitoral. Depois de declarações contra a NFL dizendo que “concussão era algo inventado” e que “a NFL de hoje parecia mais com flag football”, Trump disse que se fosse eleito iria obrigar as franquias a proibir os protestos.

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Depois de eleito ele foi ainda mais longe, declarando que “se alguma franquia contratasse Colin Kaepernick ela não seria mais amiga do governo e dos americanos”. Estas declarações, juntamente com uma reunião entre Trump e o comissário Roger Goodell serviram de alicerce para o processo de conluio que Kaepernick impetrou contra a NFL.

O dono do Dolphins também emitiu uma nota sobre o assunto, se defendendo do apoio que está dando a Trump, que até agora conseguiu arrecadar U$ 12 milhões. Nele dizia que Ross “era amigo de Trump há mais de 40 anos”, que “eles discordam fortemente em muitos assuntos” e que “ele nunca foi tímido em expressar suas opiniões ao presidente”.

Vale lembrar que Trump e Ross foram sócios da USFL, liga que tentou concorrer com a NFL há 30 anos e faliu anos depois.

E essa briga política promete ainda mais durante a temporada, uma vez que teremos o “embate” entre a NFL – formada por bilionários donos de franquias – e a NFLPA – que defende os interesses dos atletas – para a confecção do novo acordo coletivo de trabalho para os próximos cinco anos.

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